Maria Clara Gueiros - "Sapata é fogo"
28/09/2008Terminou faz tempo meu contrato com a Editora Globo, que não reeditará "Risco de Vida". O livro não foi um sucesso. Da edição original de três mil, ainda há uns 400 exemplares nos depósitos da editora. Vão ser postos a venda. Os que não forem arrematados serão picotados e transformados em aparas. Peço aos leitores deste blog, se puderem, que me ajudem a evitar a destruição do "Risco". Quem ainda não tem o livro poderia comprá-lo pelo Submarino ou pelo site da Editora Globo, já que nas livrarias ele não é encontrado faz tempo. Quem já tem, poderia comprar pra dar de presente pra alguém. Me dói pensar nesse livro, que escrevi com tanta paixão e que até hoje vem apaixonando tanta gente, picotado e destruído.
Escrito por alberto guzik às 20h32* Achei no site da Americanas.Isso também pode ajudar: http://matrix.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.comparacao&prodid=91636&catid=215&mostra=true&xsl=matrix Marcadores: risco de vida
egotrip
acho que nunca contei, mas, quando eu nasci, minha mãe enterrou meu umbigo no quintal de casa e plantou uma roseira sobre ele. hoje estava olhando a roseira e me lembrei dessa história. ela parece uma árvore.
do amigo Germano Melo * hoje, até 02 de novembro.
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade
Algum veneno uma vez por outra é coisa que proporciona agradáveis sonhos. E muitos venenos no fim para morrer agradavelmente.
Friedrich Nietzsche
"Máscaras nossas de cada dia nos dai hoje."
SAUCIUS
sem máscaras hojese fosse possível
Estréia - 21 de setembro - HBO - 22h
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Assista 3 espetáculos dos Satyros a R$ 5,00 cadaIniciou-se no dia 11 de julho a Campanha de Popularização "Teatro é um Barato", com término previsto para 21/12/2008.
Durante o período da Campanha, você poderá comprar ingressos para os melhores espetáculos da cidade de São Paulo com descontos a partir de 60%, bastando para isto, dirigir-se a um dos Postos de Venda autorizados, ou se preferir, poderá efetuar a compra pela Internet.
Para participar da Promoção, não é necessário ser associado ou ter qualquer vínculo com a APETESP. Basta dirigir-se a um dos Postos de Venda para adquirir seu Vale-Ingresso!
Para democratizar ainda mais a Campanha, cada pessoa poderá adquirir no máximo 04 ingressos por Espetáculo!
Os Satyros participam da campanha com os espetáculos: "A Filosofia na Alcova" (terças e sextas às 21h no Espaço dos Satyros Dois); "Os 120 Dias de Sodoma" (sábados e domingos às 20h30 no Espaço dos Satyros Dois) e "Cidadão de Papel" (sábados às 19h00 no Espaço dos Satyros Um).
Importante!Horário de Encerramento das Vendas
Internet: 04 horas antes do início do espetáculo.
Postos de Venda: 02 horas antes do início do espetáculo.
Para maiores informações sobre os espetáculos participantes da Campanha Teatro é Um Barato e comprar seu ingresso pela Internet, por favor clique no link abaixo:
http://www.ingresso.com
Fonte: http://www.apetesp.org.br/campanha/
SARAU DA PRIMAVERA
Participe: Traga suas poesias, divulgue aos amigos!
Dia: 20/09/08
Horário: 21h00
Local: Pça. Franklin Roosevelt, em frente ao Espaço dos Satyros Um (número 214)
Consolação - São Paulo/SP
Organização: Oficineiros Dos Satyros
e essa história!?Do UOL NotíciasUm ladrão chamou a polícia ao perceber que, no banco de trás do veículo que havia furtado, dormia um menino de cinco anos, durante a madrugada de hoje, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Segundo informações do portal Zero Hora, ele ligou para a Brigada Militar informando onde abandonaria o carro.
O veículo pertencia a um casal que, segundo o Zero Hora, estava em um bar na hora do furto. O policial que atendeu à ocorrência chegou a afirmar que o ladrão teria reclamado da irresponsabilidade do casal. "Ele ligou com um tom de indignação pelo absurdo da criança estar sozinha dentro do carro àquela hora", afirmou Cláudia Crusius, delegada do 2º DP, onde o boletim de ocorrência foi registrado.
O ladrão furtou o veículo, um Monza azul 1983, por volta das 2h, no centro de Passo Fundo. Ao perceber a presença do menino, ele ligou para o 190 e informou que deixaria o carro na Rua 7 de Agosto, 488, no bairro Operário. No boletim de ocorrência não consta que o ladrão tenha levado algum objeto de dentro do veículo.
Quando a Brigada Militar encontrou o Monza, o garoto ainda estava dormindo. O carro estava com documentos vencidos e acabou guinchado. O menino foi levado para Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento e a mãe foi chamada a se apresentar às 10h no Conselho Tutelar.
A polícia ainda não encontrou o ladrão. "A princípio, vamos ter que apurar a situação. Mas, pelo insólito da situação, eu já adianto que não vou pedir a prisão", disse a delegada.
Escrito por alberto guzik às 17h06
"Tapa na Pantera - O Livro" - LANÇAMENTO
Bwana Bwana
Me chama que eu vou
Sou tua mulher robô
Teleguiada pela paixonite...
Que não tem cura
Que não tem culpa
Pela volúpia
Volúpia!...
Bwana Bwana
Teu desejo é uma ordem
Te satisfazer
É o meu prazer...
Que não tem jeito
O meu defeito
É não saber parar
Volúpia!...
Bwana Bwana
Não sei cozinhar
Mas sou carinhosa
E tenho talento
Prá boemia
Corre sangria
Nas minhas veias
Volúpia!...
Adeus sarjeta
Bwana me salvou
Não quero gorjeta
Faço tudo por
Faço tudo
Faço tudo por amor...
“Bwana”
Rita Lee e Roberto de Carvalho
"Ensaio Sobre a Cegueira", lançado na sexta (12), estreou muito bem no Brasil. Com 95 cópias distribuídas pelo País, o filme de Fernando Meirelles inspirado no romance homônimo do escritor português José Saramago levou mais de 120 mil pessoas aos cinemas no primeiro fim de semana de exibição.
Esse resultado confere ao filme a melhor média por cópia de todo o mercado.
Em rendas, "Ensaio sobre a Cegueira" estabelece um novo patamar de abertura para os filmes de Meirelles. Com R$ 1.232.000, o filme ultrapassa os resultados antes alcançados por "Cidade de Deus" (R$ 1.015.000) e "O Jardineiro Fiel" (R$ 858.000). O filme, que traz Julianne Moore, Mark Ruffallo e Danny Glover no elenco, tem estréia nos EUA e Canadá prevista para 3 de outubro.
fonte: UOL* enviado por Paulo Neto.
"Participar da campanha pelo Oscar de melhor filme estrangeiro é um processo mais complexo do que parece. Já percorri essa estrada e sei que sem uma dedicação de vários meses, as chances de um filme selecionado por um país chegar à final e possivelmente ganhar são escassas.
Fazer parte da Mostra Competitiva dos mais importantes festivais do mundo é um processo altamente seletivo, que oferece um retrato amplo do cinema independente mundial e se encerra em poucas semanas. A corrida para o Oscar, ao contrário, não se decide em um único evento e sim em etapas sucessivas. É como a diferença entre uma corrida de 400 metros e uma maratona - só que com barreiras...
Uma campanha realmente competitiva para o Oscar começa nos prêmios que são outorgados no final do segundo semestre pelo National Board of Review, a mais antiga associação de críticos dos Estados Unidos, e continua com os prêmios da crítica especializada das maiores cidades daquele país. Para cada um desses eventos, é necessário apresentar o filme, realizar debates, fazer dezenas de entrevistas desde meados do segundo semestre.
Em anos especialmente disputados, lançar o filme nos Estados Unidos até outubro ou novembro é um trunfo importante. Quando "Central do Brasil" ganhou o prêmio de melhor filme estrangeiro do National Board of Review em dezembro de 1998 e depois o Globo de Ouro, já tínhamos lançado o filme nos Estados Unidos e realizado dezenas de debates através do país. Roberto Begnini, que ganhou o Oscar em março de 1999, lançou o seu filme ainda mais cedo, mudou-se para Los Angeles e passou vários meses em campanha.
"Linha de passe" foi realizado sem incentivos fiscais, graças ao financiamento de uma companhia especializada em viabilizar filmes independentes e à pré-compra feita por vários distribuidores independentes europeus. Esses distribuidores que acreditaram no filme antes dele existir estão lançando o "Linha" nos próximos meses em seus países. Para ajudar esses lançamentos, me comprometi a estar presente de setembro a janeiro em festivais e debates na Inglaterra, Bélgica, Grécia, Dinamarca, França, Itália, etc. Para se ter uma idéia, só nessa semana, temos debates no National Film Theater em Londres, apresentações na London University e em outras universidades, projeções para membros do Bafta e mais de cem entrevistas com a mídia inglesa.
Não há possibilidade de se fazer um trabalho de fundo em duas frentes ao mesmo tempo. Daniela Thomas e eu conversamos longamente sobre isso e, como ela deverá estar filmando um novo projeto em outubro e novembro, não teremos como dividir as atenções até o final do ano.
Para fazer algo pela metade, é melhor não fazer. Se tivéssemos inscrito "Linha de passe" e ganhado a indicação do Brasil, não teríamos como representar o país com a responsabilidade que se faz necessária. Agradecemos a todos que torcem pelo filme e desejamos o melhor ao longa brasileiro que for escolhido pela comissão".
Walter Salles* enviado por Paulo Neto.
"Ashes and Snow - Feather to Fire" - Gregory Colbert
esse ano foi de trabalho, foi de vocação e felicidade:
É muito estranho ser atriz. É muito estranho. Fazer um filme que é e não é seu. Agir e se entregar como se fosse outra. Criar cuidadosamente um corpo, reconstruir idéias, caminhos, pensamentos, histórias, infância, e sem mais nem menos começar a reagir. Sentir. Olhar o outro e reagir. Estar presente o tempo todo com o coração entregue, mesmo quando o seu corpo tem frio, cansaço, saudade, amor, insegurança. Guardar tudo o que for seu numa caixinha para começar outra história. Respirar fundo. Estudar gente, entender gente. Ter alguém gritando no seu ouvido te apressando a todo tempo. Confiar em estranhos, que só por estarem no ambiente quase sagrado do set, viram seu companheiro, parceira. É se comprometer com o sonho do outro e começar a sonhar junto. É ser disponível quando as vezes você já nem aguenta mais. É começar a gostar de rock, funk, axé ou samba. É aprender a tocar um instrumento com 30 anos, falar outra língua, dançar outro rítimo. É viajar a onde você nunca iria, conhecer pessoas e se interessar pelas suas histórias. É viver dentro, olhar dentro, catucar o que você nem sabia que existia. Saber pouco de muita coisa. E depois, esquecer das vidas que inventa e viver a sua. É poder se afogar e sobreviver. Morrer, casar, parir, matar, ter medo, angústia ou sono, qualquer coisa, qualquer coisa, em chroma key. É ser olhada, cuidada, paparicada. Olha. Eu sou assim. Se estou ali, estou. E se estiver me escondendo, você vai perceber. E depois de tudo, de tudo, sem nenhum arrependimento, aquele set vai se desfazer, aquele cordão vai se romper e cada um vai para a sua vida, amem. Fica a sua imagem e acham que ela é você. Não mesmo, eu sou outra e ainda serei outras. Ser atriz é como praticar mergulho ou viver em outra gravidade. Eu não me reconheço. Eu não sei direito o que é ser atriz, eu só sei que eu sou atriz há muito tempo, eu amo ser atriz e sou uma pessoa bem melhor quando trabalho como atriz. O que eu venho acumulando é vivência, duas tatuagens, muitas cicatrizes, covinhas, poucos e bons amigos, e umas dorzinhas no fim da tarde. O resto é inventado.
parabéns hoje.
posted by LEANDRA RODRIGUES LEAL BRAZ E SILVA 8:54 PM - 7/9/2008
aí de vez em quanto (me controlo para não ser sempre, porque iria enlouquecer) vem uma emoção do meio da barriga de um lugar que eu não sei onde é e sobe pela garganta e me faz levantar e querer sair para voar e me arrebata
Mas eu trabalho numa sala que não tem janela.
indicação do Gus...
"Para uma menina com uma flor" - Vinicius de Moraes
Maria Clara Spinelli diz:
acredito em tudo que me faça sentir...
Maria Clara Spinelli diz:
: )Maria Clara Spinelli diz:
verdade
..A vida (es)corre.. . .
..
As possíveis origens do teatro ocidentalDo Rito à CenaA tragédia e a comédia gregas surgiram em rituais religiosos celebrados em louvor a Dionísio, deus da uva e do vinho. Dionísio, segundo a mitologia grega, nasceu da união de Zeus, o deus dos deuses, com Sêmele, uma mortal. Dionísio não era um deus originário do panteão grego. Seu culto na Grécia originou-se bem depois dos de Zeus, Hera, Palas, Febo Apolo, Ártemis, Ares e os demais deuses do Olimpo. Historiadores crêem que a veneração ao deus da uva pode ter tido origem em um culto asiático ou egípcio, levado para a Grécia por viajantes. Esse culto enraizou-se rapidamente nas regiões rurais da Grécia, onde o cultivo da uva e a fabricação do vinho estavam entre as principais atividades econômicas.
O mito de Dionísio conta as dificuldades que o deus teve para ver sua divindade reconhecida. Perseguido pela ciumenta Hera, que odiava os filhos bastardos do marido, Dionísio foi criado longe do pai. Saiu da Grécia, conquistou a Índia com um exército de mulheres e homens que em vez de armas brandiam tambores. No Egito, ensinou aos nativos a agricultura e a extração do mel. Foi adorado como deus do vinho. E guerreou ao lado de Zeus contra os titãs. Todos esses fatos eram lembrados no “ditirambo” e no “komos”, celebrações que se faziam em homenagem a Dionísio.
Grupos de quinze ou vinte sacerdotes oficiavam a celebração. Na data marcada, reuniam-se no templo ou saiam em procissão e entoavam hinos de louvor a Dionísio, oferecendo-lhe também o sacrifício de animais. Cantavam louvores ao deus, exaltavam os seus feitos: “Dionísio, filho de Zeus, é formidável. Ele ensinou ao homem o cultivo da uva”, e assim por diante. De acordo com a tradição grega, em meados do século 6 a. C. um sacerdote de Dionísio, de nome Téspis, deu início a uma revolução. Durante o culto, em vez de cantar: “Ele, Dionísio, é formidável”, cantou: “EU, Dionísio, SOU formidável”. Téspis tornou-se assim o primeiro ator. De uma tacada inventou o teatro, a dramaturgia e o ofício do ator.
Téspis se opôs ao coro como o polegar se opõe aos demais dedos da mão. Uma oposição que gerou conflito dramático, o choque de vontades, ingrediente sem o qual o teatro não vive. Durante muito tempo a representação grega opunha um único ator ao coro. Com Ésquilo, no começo do século V a.C., surgiu um segundo ator, duplicando as possibilidades dramáticas da tragédia. E com Sófocles foi introduzido o terceiro ator. Mas foi graças ao primitivo “EU” de Téspis que o teatro se transformou em uma forma de expressão artística que viria a ter seu primeiro grande momento na Atenas do século 5 a. C., quando grandes edifícios ao ar livre foram destinados a ela e festivais de tragédias e comédias passaram a ser realizados em toda a Grécia, como parte dos festejos em louvor a Dionísio. O ritual de culto ao deus gerou uma arte que vive ainda hoje.
escrevi esse texto prum livro didático que não será vendido em livrarias. consegui uma síntese legal nele. achei que valia postar aqui.
Escrito por alberto guzik às 09h22
O pôr-do-sol
Vai renovar,
Brilhar de novo o seu sorriso
E libertar
Da areia preta e do arco-íris
Cor de sangue, cor de sangue, cor de sangue
O beijo meu
Vem com melado,
Decorado cor-de-rosa
O sonho seu
Vem dos lugares mais distantes
Terra dos gigantes
Super-Homem, Super-Mosca,
Super-Carioca, Super-Eu, Super-Eu
Deixa tudo em forma, é melhor nem sei
Não tem mais perigo
Digo, já nem sei
Ela está comigo, o som, o sol, não sei
O sol não adivinha,
Baby é magrelinha
O sol não adivinha
Baby é magrelinha
No coração do Brasil No coração do Brasil
“Magrelinha”
Caetano Veloso
Não, solidão, hoje não quero me retocar
Nesse salão de tristeza onde as outras penteiam mágoas
Deixo que as águas invadam meu rosto
Gosto de me ver chorar
Finjo que estão me vendo
Eu preciso me mostrar
Bonita
Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar
Bonita
Hoje eu arrasei
Na casa de espelhos
Espalho os meus rostos
E finjo que finjo que finjo
Que não sei"A Mais Bonita"
Chico Buarque* e a vida se repete...
Um Homem e o Teatro: Alex Gruli
"Mercy" * Duffy - Ai que vontade dançar!!!