29 Novembro 2007

Estive pensando no que você disse. E faz todo sentido. E eu nem tinha me dado conta. Sereias sempre devoram marinheiros. Esta é minha sina. Por isso não posso me dar ao luxo de ter um homem comum ao meu lado. Preciso de um centauro.

Sentada numa mesa em frente ao Teatro, tomando meu copo de água Perrier com sal, penso que às vezes só queria ser ´bonitinha, mas ordinária´.

E espero. A próxima vítima.

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Mantra

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"Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar".
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Férias

Oi pessoas...

A partir de hoje estou de férias. Devo viajar. Devo voltar. Devo entrar na net. Menos.

Então, vocês têm meus telefones. E sabem onde me encontrar.

Né?

Beijos e Rosas,
Maria Clara

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Sobre trapaças, honestidade e um litro de oxigênio no poluído céu da boca

Detesto jogos, sorte, azar e jogatinas. Cartas, só as de amor.Tabuleiros me dão vertigem e me broxam. Regras nem pensar. Isso atéquando ela começa a ganhar e acha que nasceu com o cu virado prosastros; astros, aliás, que já eram. Perderam. Estendo um pano floridono chão frio. Sobre ele, com um sopro deito feito dominó todas aspeças que compõem o verdadeiro e mais importante jogo. A dama me olha,desafiadora. Todas as minhas defesas vão sucumbindo perante um simplesolhar sob as sombras feitas a lápis. A aposta? A felicidade. O quevale? A minha própria vida. Aposta barata, eu sei, mas é só isso quetenho a oferecer. Feito isso, inicia-se um blefe espetacular decigarros, cervejas e beijos com gosto de cigarros e cervejas ecigarros com o gosto da boca dela com o gosto de algum chicletedistraído que não decifro a regra... quiçá a fórmula. Pra essas coisasnão existem fórmulas mãos rápidas olhos vivos faros finos. E eis quedescubro o sentido de toda essa jogatina: no amor, ganha quem sabe seperder. Perde quem se vicia.


Tiago Feliziani



* achei lindo isso... mas não se preocupem, eu roubei!
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27 Novembro 2007

E AMANHÃ - por Mário Bortolotto


Estréia "O Natimorto", adaptação que fiz do livro do genial Lourenço Mutarelli e estou dirigindo contando com os talentos de Maria Manoela, Nilton Bicudo e Martha Nowill no elenco, Fernanda D´Umbra na assistência de Direção, Lenise Pinheiro na Iluminação, Waldy no Cenário, Cássio Brazil nos figurinos e Marcelo Montenegro e Robocop na operação técnica. É um trampo que eu tô o mó orgulhoso de estar fazendo.


Sesc Consolação - teatro Sesc Anchieta (r. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, região central, tel. 3234-3000). 320 lugares. Ter. a qui.: 21h. Estréia 28/11. Até 20/12. 80 min. 14 anos. Ingr.: R$ 5 a R$ 20.


Escrito por Mário Bortolotto às 02h31

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“Curtas Suicídios” - por Chico Ribas

ARTE NO BLOG

Recentemente eu escrevi um pequeno texto e publiquei aqui no “blogue”. O texto se chama “Brincando de Mocinho e Bandido”.

O Éllio que é meu amigo e freqüentador do “blogue”, comentou que o texto era uma história à linguagem da internet.

Foi então que decidi lançar aqui no meu “blogue” um seriado só de histórias curtas, simples, objetivas com a temática “suicídio”. O texto tem que ser simples, objetivo e com esse tema. São os “Curtas Suicídios”.

Quem estiver afim, escreva o texto e envie para meu email ( chico.ribas@uol.com.br ) e eu publicarei aqui nesse espaço.

Lembrem – se que os textos devem ser curtos.

Obs: Para aqueles que escreverem e me enviarem, não pensem que vão ganhar dinheiro, prêmios ou qualquer outra coisa. É só por diversão mesmo. Pra gente poder divulgar um pouco mais a poesia de cada um desconhecidos de nós.

É isso. Participem.




Escrito por Chico Ribas às 14h28
22/11/2007
http://teatroribas.zip.net/



* o chico é meu amigo querido. ele é quase um anjo. ou é um Anjo?
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A Rosa

primas lindas que amo: Tita e Camila.
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"Meu pai morreu

Dia 19 de novembro é aniversário da morte do meu pai, escrevi este texto no dia em que ele morreu: 19 de novembro de 99.

Meu pai morreu. Todo pai morre. Agora estou aqui pensando: o que foi que meu pai me deixou? Apartamento?Não. Carro?Nem uma bicicleta. Dinheiro? Ele não conseguia pagar nem as próprias contas. Mas pagava a dos filhos. Roupas? Só um chinelo velho, mas meu pé é maior. Sem testamento, sem herança, sem nada? As peças. As peças de teatro? De quem são as peças de teatro? Meu pai era escritor. Escritor de teatro. Teatro? Teatro dá dinheiro. Tem gente que escreve peça pra ganhar dinheiro. Não, meu pai não. Não ganhou muito dinheiro com teatro. O que ganhou, gastou. Deu dinheiro pra muita gente. Meu pai não era um bom administrador. Era um “maldito”, diziam, um “marginal”, mas não era bandido. Por que ele era maldito, afinal? Será que não pensava nos filhos? Por que não escreveu peça pra ganhar dinheiro? “Ninguém tem direito de pedir a um artista que não seja subversivo.”. Meu pai escrevia sobre puta e cigano sem dente. Puta, cigano sem dente e cafetão. Puta, cigano sem dente, cafetão, presidiários, desempregados e fudidos. Puta e cigano sem dente? Puta, cigano sem dente e cafetão é chato, porra! Puta, cigano sem dente e presidiários não dava dinheiro. Puta, cigano sem dente e desempregados não tinha “patrocínio”. Mas eu queria tênis americano, eu queria camisa Lacoste, camisa Hang Ten.
Meu pai tinha que ganhar dinheiro. Por que ele insistia em escrever peças sobre puta, cigano sem dente, cafetão e presidiários? Ele insistia. Puta, cigano sem dente, cafetão, presidiários, desempregados e fudidos. E o ator e Jesus Cristo e nada de “comédia comercial”. Mas eu queria o meu “All Star”, eu queria ter todos os discos dos Beatles. “Pai, me dá dinheiro pra comprar uma guitarra!” E eu tive, eu tive a tal guitarra, eu comprei todos os discos dos Beatles com o dinheiro dele (depois tive que comprar tudo de novo em CD com o meu dinheiro e agora dá pra baixar de graça na internet). Calça boca fina, camisa Hang Ten. Onde ele arrumava dinheiro? Onde ele arrumava dinheiro pra me comprar tênis “All Star”? Ele achava que isso era “lixo americano”. Ele achava que essa merda importada só servia pra aumentar a nossa alienação. Meu pai era generoso. Ele não ia deixar de me dar uma coisa que eu queria, só porque ele achava que o que eu queria era imposto pela sociedade de consumo. Ele tentava me orientar, mas respeitava minha opinião de adolescente alienado. Onde ele arrumava dinheiro?
Era época de ditadura. Escrever sobre puta, cigano sem dente, cafetão e presidiários, incomodava os “poderosos”. Porra, ainda mais essa! Já escreve sobre coisa que não dá dinheiro, mas além de não dar dinheiro, ainda é proibido? “Pai, me dá dinheiro pra comprar disco do Bob Dylan!”.
Meu pai fez novela, fez Beto Rockfeller. Mas Beto Rockfeller não conta, Beto Rockfeller era A novela, tinha a cara dele, era revolucionária. Ele fazia o Vitório, o melhor amigo do Beto. Ele ganhou um dinheiro, me comprou um tênis, uma guitarra, um... Mas A novela era na Tupi. A Tupi faliu. Meu pai foi fazer novela na Rede Globo: “Bandeira 2”. Mas a Globo é no Rio, o Rio tem praia, ele cabulava as gravações e ia pra praia: “Novela é chato pra caralho, porra! O direito da gente coçar o saco é sagrado.”, ele dizia. Ele ia pra praia e lá ficava indignado porque naquela época a Globo não punha negros nas novelas e quando punha era nos papéis de escravo ou mordomo. Meu pai escreveu no jornal “A Última Hora” do Samuel Wainer, onde ele trabalhava, que a Globo botou a Sônia Braga dois meses tomando sol pra ficar escura, em vez de chamar uma mulata pra fazer “Gabriela”. A Globo não gostou. Os “poderosos” da Rede Globo não gostaram. Fizeram ameaças, juraram de morte. Em fim, a Globo não dava mais. Quando ele tava por lá, ele bem que quis escrever novela. Afinal, eu queria dinheiro pra comprar tênis, disco, guitarra. Mas novela de puta, cafetão e cigano sem dente? Não, novela de puta, cafetão e cigano sem dente não dá. Se fosse cigano com dente, musculoso e mau ator, aí dava. Agora, cigano sem dente, pobre e fudido, não dá. Então não dá. “Na televisão brasileira, artista estrangeiro morto trabalha mais do que artista brasileiro vivo.” Tudo bem, não podia fazer peça de puta porque a ditadura não gostava, não podia novela de cigano pobre, fudido e sem dente porque a T.V. não queria. Então o que que podia? Não podia nem chamar a Rede Globo de racista, nem nada. A sinopse que ele fez pra uma novela quando finalmente a Globo chamou ele, era de uma tribo de ciganos que estupravam as filhas dos empresários e...bem, não aprovaram. E as portas iam se fechando. E a ditadura ali, descendo o cassete. E eu queria o meu tênis “All Star”! “Pai, porra, pai, eu quero dinheiro pra comprar time de botão!” Mas enquanto os “poderosos” iam dizendo: Não! Não! Não! Ele ia ganhando o respeito dos humildes de coração, um “povo que berra da geral sem nunca influir no resultado”, um povo fudido, os marginais, as putas, os ciganos sem dente, os presidiários, um povo que não aparecia na T.V. “Pobre na Rede Globo almoça e janta todo dia”. Pobre na Rede Globo tem dente, favela na Rede Globo não tem rato. Esse povo não era o povo dele. O povo dele era entre outros, os sambistas, não esses de agora, de terno Armani, cercados de loiras recauchutadas, mas, os sambistas das escolas de samba de São Paulo. Os sambistas marginalizados, os que nunca gravaram CD. O Zeca da Casa Verde, o Talismã, o Jangada, o Toniquinho Batuqueiro, o Geraldo Filme, enfim, os que morrem na merda. “Silêncio, o sambista está dormindo, ele foi, mas foi sorrindo, a notícia chegou quando anoiteceu...”.
Então a solução era fazer show com os sambistas. Meu pai contava histórias e os sambistas cantavam suas músicas. Mas os sambistas eram crioulos. Negros? Negro não podia. Em plena ditadura, Plino Marcos e “a negrada”? Que papo é esse? Poder, podia, mas ninguém queria ver. “A burguesia não me quer”, ele dizia. Não podia peça de puta e novela de cigano sem dente pobre e fudido, não podia dizer que a Globo era racista e ninguém queria ver show com “a negrada”. Então o que que podia? “Pai, me dá dinheiro pra comprar figurinha do álbum Brasil Novo!”
A ditadura quando eu tinha 7 anos tava em todo lugar, em cada esquina, no meio de cada casal que fazia “amor com medo”, nos porões do Doicodi e nas torturas atrozes que muitos sofriam e eu lá: “Pai, me leva na Expoex, pai, me leva na Expoex! A Expoex é a exposição do exército! Eu quero ver os soldados, pai! Eu quero ver os tanques!” E ele me levava. Senão eu chorava. Eu chorava se eu fosse censurado e não pudesse ver a Expoex.
Quando eu tinha uns 12, 13 anos, lá estava o ônibus da escola pronto pra partir pra Porto Seguro com todos os meus amiguinhos dentro e os pais, do lado de fora, dando tchauzinho. E um amiguinho meu perguntou: “Quem é seu pai?” Eu não tive dúvida: “Meu pai é aquele!” E o meu amiguinho: “Aquele de terno e gravata? Aquele que tá conversando com o meu pai?” E eu: “É, aquele.” O meu amiguinho gritou: “Pai, esse aí é o pai do Leo!” E a professora ouviu. Não, meu pai não era aquele de terno e gravata. Meu pai era outro. Era o que todo mundo tava chamando de mendigo. Meu pai era aquele de macacão e chinelo! Gordo de macacão e chinelo! “O pai do Leo é mendigo, o pai do Leo é mendigo!” Afinal, quem trabalha tem que usar terno e gravata. Naquela época, um moleque de 12, 13 anos, era um tapado. Ou isso era característica minha? “Pai, por que você não trabalha? Pai, por que você dorme até meio dia? Pai, por que o pai do Paulinho tem carro e você não? Por que você chega de madrugada em casa? Pai, por que você anda de macacão e chinelo? Pai, me dá dinheiro pra comprar...” E o meu pai me dava dinheiro. Eu estudava em escola de “burguês”. Eu estudei nas “melhores escolas”. E olha que o meu pai odiava escola. “A cultura nas mãos dos poderosos constrange mais do que as armas; por isso, a arte e o ensino oficiais são sempre sufocantes”, ele dizia. Ele saiu da escola na 4ª série do primário. Ele era canhoto. Na escola, as professoras o obrigavam a escrever com a mão direita. Ele fugiu da escola, ele sempre foi da esquerda. Era chamado de analfabeto. Com 21 anos escreveu “Barrela!”. “Me chamavam de analfabeto, como se isso fosse privilégio meu, neste país.” Meu avô queria que ele trabalhasse no Banco do Brasil, mas ele queria é subir num banco no meio da praça e fazer números de palhaço. A família chegou até a pensar que ele era débil mental. Meu pai foi pro circo. Ele amava o circo. Foi ser palhaço de circo. Era o palhaço Frajola. A escola dele era o circo, a minha era escola de “burguês”. Mas como ele pagava a minha escola?
Foi preso, foi solto, ameaçado, escrevia em jornais e revistas, quase todos que existiam. Foi despedido de todos. A censura não queria meu pai escrevendo em lugar nenhum. O que fazer? Sair do país? Ele não falava direito nem o português. O que fazer? “Pai, me dá dinheiro pra comprar uma calça Soft Machine!”.
Uma vez o meu pai tava com uma dívida muito grande, tava com dificuldade de pagar as prestações de um apartamento que ele comprou pra gente. Daí um belo dia a Ford ligou pra ele, convidando pra fazer um comercial. Era uma puta grana, dava pra pagar as dívidas e ficar bem tranqüilo por uns tempos. Meu pai não fazia comercial.
Foi vender livro na rua. Nas portas dos teatros, nas portas das faculdades, nos bares. Foi vender livro na porta de teatros aonde se apresentavam artistas piores do que ele. Ele mesmo editava os livros, ele mesmo ia vender. E podia? Não. Não podia. Várias vezes ele foi expulso pelo “rapa” como um camelô comum. E ele chorava? “Perseguido, o caralho! Eu não sou nenhum mosca-morta. Eu fiz por merecer. Fui uma pessoa que aproveitou bem a fama. Eu apedrejei carro de governador, quebrei vidraça de Banco. Foi uma farra. Não teve mau tempo.” Tinha. Tinha mau tempo, mas ele não reclamava, eu nunca ouvi o meu pai reclamando da vida. Eu nunca ouvi o cara dizer que a vida tava difícil, ou que era “foda”. Não. Ele só reclamava das injustiças. Ele berrava contra as injustiças, os preconceitos, a apatia. Meu pai é o Plínio Marcos, porra! Bela merda, tem gente que nunca ouviu falar. Pra muitos era só um fudido que não deu certo na vida, andando feito mendigo pelo centro da cidade. Já morreu. Não era melhor do que ninguém. (Não?)
“Tudo se consegue com esforço; não se chega a lugar nenhum sem caminhar.”
Com 15 anos eu quis sair da escola. Ele disse: “Sai logo dessa merda, eu te sustento até você encontrar sua vocação!” Eu saí, eu saí daquela merda na metade do 1º colegial. Acho que qualquer ser humano com o mínimo de sensibilidade, sabe: o ensino do jeito que é, faz mal pra saúde.
Eu devia ter uns 17 anos, era de madrugada. Eu morava com ele. Eu tava na mesa da sala com o violão, triste, querendo encontrar a minha vocação, sem saber o que dizer, inibido, pensando em todos os artistas que eram muito melhores do que eu. Meu pai levantou pra tomar água, me viu ali, não disse nada. Foi até o escritório, voltou com um livro e leu um poema pra mim. “O corvo” do Edgar Allan Poe. Não disse nada, só leu a poesia. Não foi o conteúdo, foi o tom da voz dele, aquela voz doce que ele tinha. Ele declamava e eu ouvia como se ele me pegasse no colo. Foi dormir e me deixou ali, ouvindo o corvo dizer: “para sempre!”. Eu virei escritor, com 21 anos escrevi “Dores de Amores”. Meu pai era um incentivador, idolatrava os filhos. Queria ser mergulhador só porque o Kiko, meu irmão, é. A Aninha, minha irmã, era tudo pra ele. Eu fiz vários shows com ele, pelas faculdades, pelos teatros, pelos bares. Ele contava histórias e eu tocava violão. Meu pai era generoso, violento, essencial, amava, amava tanto as pessoas que chegava mesmo a odiá-las. Lutava, berrava e me acordava. Meu pai não me deixou apartamento, carro, dinheiro, bicicleta. Nem o chinelo dele me serve. Eu tive e tenho que ganhar o meu próprio dinheiro. Até hoje, muito pouca gente quer montar as suas peças e muito pouca gente quer assistir. Meu pai já não precisa mais vender livro na rua, pra quem não quer comprar, ou pra quem compra só pra “ajudar”. O que eu mais queria é que ele me ouvisse agora: “Pai, você não me deixou nada que se possa enxergar. Nem carro, nem apartamento, nem bicicleta, nem chinelo. Me deixou a sua indignação, um pouco do seu temperamento, a lembrança de ver você acordando todo dia com uma puta força de vontade, com uma puta vontade de viver, sempre alegre, sempre fazendo piada das próprias desgraças, sempre dando tudo que ganhava pros filhos, sem nunca acumular porra nenhuma.” E se ele me escutasse ele diria, com um sorriso malandro sem dentes, segurando as lágrimas: “Ê, Leo Lama!” Meu pai não sabia receber elogios. Mas se ele me ouvisse agora, eu diria:
Pai, eu preciso te contar, no seu velório foi muita gente, pai. No seu velório, estiveram os maiores artistas do país. Médicos, políticos, advogados, empresários, fãs, gente do povo, crianças e os sambistas. Os sambistas cantaram sambas em sua homenagem, pai. Suas mulheres, seus amigos, seus inimigos, todos nós, todos nós te aplaudimos quando o seu caixão foi colocado em cima do carro de bombeiro. Eu tava segurando uma aba, o Kiko outra. Você foi cremado, pai. Seus amigos fizeram discursos emocionados, disseram: “Plínio Marcos, um grito de liberdade!” Nós jogamos suas cinzas no mar de Santos. Na ponta da praia, onde você passou sua infância. O Jabaquara, seu time, ficou na porta do pequeno estádio, uniformizado, com a mão no coração, vendo o cortejo passar. O povo na areia batia no surdo e entoava um canto mudo no crepúsculo santista e nós no barco deixávamos você escorrer pelos nossos dedos como se você nem tivesse existido. Eu ainda quis te achar no meio do mar, mas de repente já era só o mar. E você foi, como todo mundo vai.
É isso aí, pai: tanta gente te amava. Você sabia? Acho que ninguém te amou tanto como a minha mãe. O amor dela ecoa em mim.
Mas, e eu, pai? E eu? Será que eu vou ter a mesma fibra que você? Eu não gosto de viver como você gostava. Eu não tenho a sua coragem. “A poesia, a magia, a arte, as grandes sabedorias não podem habitar corações medrosos.” Eu acho que eu vou me vender, pai, eu acho que eu já sou um vendido. Eu só queria ser essencial, essencial como você. É difícil. Eu reclamo. A vida tá uma bosta! Tá difícil de encontrar pessoas essenciais, pai. As pessoas só falam e pensam no que é supérfluo. Eu não tenho assunto. Eu me sinto sozinho. Eu não sei sobre o que escrever. O mundo tá se destruindo, tem muita gente fudida, tem muitas festas e muita fome. Que indecência, pai, que vergonha que eu sinto desse tempo que eu vivo. Eu sei que você não tem saco pra choramingo, pai, mas me deixa desabafar, pai, só hoje, me deixa te falar sobre o sonho dessa gente, você sabe, essa gente, os “homens-pregos”, fixos no mesmo lugar. Essa gente quer ter carro, pai, casa com piscina, essa gente quer ser rica e famosa, essa gente quer ser musculosa e quer ter bunda, essa gente diz que acredita em Deus e fode ele, essa gente não quer ser essencial, pai, essa gente... essa é a minha gente, pai, às vezes eu me olho no espelho e me acho parecido com essa gente. Me perdoa.

Um beijo do seu filho, Nado, que ainda usa o nome artístico que a gente inventou juntos: Leo Lama.”


http://www.leolama.blogspot.com/




eu não podia chorar agora. eu não podia chorar agora. estou no trabalho e não posso chorar aqui. mas eu não consegui. entre tantas coisas, eu queria ter um pai como o Plínio. ...

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26 Novembro 2007

Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

- Partimos. Vamos. Somos.


Sebastião da Gama

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23 Novembro 2007

daniel ribeiro disse...

Maria Clara,
Vi um post no blog outro dia e achei tão curioso pautei para o canal de moda de onde trabalho.. Dá uma olhada

http://onne.com.br/conteudo/917/madame-espartilho

Bjo


23 Novembro, 2007 15:43
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"O Signo da Cidade"


Olá a todos,

devido à boa repercussão do filme e boa votação que tivemos dentro do Mix Brasil, O Signo da Cidade terá uma exibição extra no festival no domingo, 25/11, no Cine Olido, às 19h.
O melhor de tudo é que a sessão é gratuita e os ingressos podem ser retirados na sala com uma hora de antecedência.
Vá e chame os amigos!

O Signo da Cidade
Onde: Cine Olido - Av. São João, 437 (Centro)
Quando: 25/11, às 19h
Entrada: Gratuita

abs,

Rafael Moretti
´O Signo da Cidade´

55 11 3814-2025
lancamento@osignodacidade.com.br
http://www.osignodacidade.com.br/
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22 Novembro 2007

O argentino "XXY", de Lucía Puenzo, no Mix Brasil – by Paulo Neto


Ontem, no Festival Mix Brasil, houve a ótima exibição do filme argentino "XXY", de Lucía Puenzo.
Premiado no Festival de Cannes este ano, "XXY" gira em torno de uma adolescente chamada Alex, hermafrodita. Suas dúvidas, sua relação com os pais, os conflitos internos e seu ambíguo e ambivalente desabrochar rumo ao caminho de definição sexual.
Alex tem os dois sexos. Aos 15 anos de idade, isolada com os pais numa casa de praia no litoral argentino, a paixão e as vontades sexuais são postas à prova com a chegada de Álvaro, jovem da mesma idade e também com conflitos em sua sexualidade.
Com uma fotografia azul acinzentada de Natasha Braier e uma trilha sonora delicada de Andrés Goldstein e Daniel Tarrab, a direção de Lucía (filha de Luiz Puenzo, diretor de "A História Oficial") é discreta, paciente e contemplativa.
Um filme de muitos silêncios, olhares e de uma rara percepção do universo da sexualidade sendo definida.
Ricardo Darín está bem como o pai, mas quem rouba todas as cenas são justamente os dois protagonistas: INÉS EFRON, como Alex e principlamente, MARTÍN PIROYANSKY, como Álvaro (premiado como Ator Revelação ano passado por "Sofacama"). Os dois jovens entregam-se aos difíceis personagens de uma maneira rara.
A aposta da Argentina para a indicação ao OSCAR de Filme Estrangeiro é um filme sensível, sofisticado, amargo e revelador. E traz à tona mais uma ótima diretora argentina.


Paulo Neto
20.11.07
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20 Novembro 2007

Leitura Dramática

"O Inspetor Geral"

de Nikolai Gogol


direção:
Sandro de Cássio Dutra



data: 24 de novembro de 2007 – sábado

horário: 20h00

local: ´galpão cultural de assis´ - rua dr. teixeira de camargo, 205 - vila operária (atrás da ´farmácia antiga´)

- entrada franca -



* eu estou no elenco..
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também: perfeição azul

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Luiz Gabriel
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"Café com Leite" - by Paulo Neto

http://www.sc.df.gov.br/festival/filme.php?id_filme=14
(Site Oficial do Festival de Brasília)


Galera,

O curta dos meus amigos Daniel Tavares e Diego Torraca, "CAFÉ COM LEITE" (dirigido por Daniel Ribeiro) será exibido na mostra competitiva do Festival de Cinema de Brasília, que este ano comemora 40 anos. A exibição será na quinta-feira, dia 22, às 20h, no Cine Brasília.
No júri dos curtas em 35mm estão o Inácio Araújo, Dira Paes, Chico Diaz.
Tomara que saia do festival com prêmios.
Estou torcendo.

Abração.
PAULO NETO
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19 Novembro 2007

Folha de São Paulo - Ilustrada - 18.nov.2007

Atores viram "maratonistas" dos palcos

Cléo De Páris, Ana Andreatta e Sergio Guizé são alguns dos que têm duas ou mais peças em cartaz em SP atualmente

"Campeão" da correria é Henrique Mello, que atua em espetáculos cujas sessões de sábado começam exatamente na mesma hora

LENISE PINHEIRO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

LUCAS NEVES
DA REPORTAGEM LOCAL

O nome do ator Henrique Mello, 25, aparece nos créditos da peça "Roxo", cuja sessão de sábado começa às 20h30, no Espaço dos Satyros 1, na praça Roosevelt, centro de São Paulo. A menos de cem metros dali, no Satyros 2, em dia, horário e praça idênticos, tem início "120 Dias de Sodoma", que traz no elenco o mesmo Mello. Se ainda é impossível estar simultaneamente em dois palcos, o ator chega bem perto da façanha ao encarnar, em menos de duas horas, um baixista iniciante e um jovem explorado sexualmente por nobres.
Passados os primeiros 20 minutos de "Roxo", Mello deixa para trás falas e marcações do músico adolescente para embrenhar-se, pela próxima hora e meia, no mundo perverso dos contos do marquês de Sade (veja acima o passo-a-passo de uma noite de sábado do ator).
Ele até pode ostentar o título de "maratonista-mor" dos palcos -dada a sobreposição de horários dos espetáculos-, mas não está sozinho na modalidade: ao longo da semana, vários colegas de ofício se revezam entre diversos papéis. É o caso de Ana Andreatta, 37, em cartaz com "A Festa de Abigaiu" (qui.) e "Simpatia" (sex. a dom.); Sergio Guizé, 27, que está em "Monólogos da Marijuana" (ter. e qua.) e "Delicadeza" (qui. e sex.); e Cléo De Páris, 35, em "El Truco" e "Divinas Palavras" (sáb. e dom.).
Há três meses se dividindo entre duas montagens, Mello diz que o pior já passou. "No começo, era punk. A cabeça ficava fervendo. No fim, dava uma sensação de alívio. Agora, está mais orgânico, os conceitos estão formados", avalia. Com tão pouco tempo para se "desligar" de um personagem e "entrar" no outro, ele não receia trocar as falas? "É um medo constante, mas maior é o temor de uma peça atrasar e afetar a minha entrada na outra", afirma.

Falas trocadas

Quem já se confundiu em cena (num ensaio geral) foi Ana Andreatta. Recentemente, às vésperas da reestréia de "A Festa de Abigaiu", ela repassava o texto de sua personagem quando se viu soltando o começo da fala de um de seus papéis em "Simpatia". "O diretor ficou apavorado", lembra. Para evitar tropeços, relê diariamente cada peça. "Memorizo a sonoridade do personagem, se fala rápido ou devagar."
"Maratonista" novata (desdobra-se entre os espetáculos há 20 dias), ela fala das desvantagens da dupla jornada. "É uma loucura, dá um nó na cabeça. Quero dar um tempo nisso."
Mais escolado (participou de sete peças desde janeiro, com temporadas concomitantes), Sergio Guizé conta que, durante dois meses, subiu ao palco de terça a domingo, em três montagens distintas. "Saía da comédia ["Monólogos'] para um texto superpesado ["Delicadeza'] e emendava com Sade [em "120 Dias de Sodoma']. Não conseguia fazer mais nada. Mas, se fosse para viver de bilheteria, teria que atuar em cinco peças ao mesmo tempo", observa.
Quando faz dois personagens na seqüência, o ator usa o intervalo que lhe é dado para "tentar voltar à neutralidade, por meio de exercícios de alongamento e respiração". "A maior dificuldade [para acertar o tom de um personagem] é na hora da criação, dos ensaios. Depois, o lance é mecânico: já vem a densidade de um, a leveza do outro."
Outra que tem larga experiência em temporadas teatrais simultâneas é Cléo De Páris. É do período em que encenou "Inocência" e "A Filosofia na Alcova" que ela guarda esta anedota: ""Inocência acabava às 23h30 e "Filosofia" começava à 0h. Não dava nem para comer um salgado. Uma noite, em meio ao silêncio absoluto de uma cena de "Filosofia", minha barriga começou a roncar."
Em outra ocasião, ela apresentava o infantil "O Dia das Crianças" com o rosto todo pintado de branco. Ao fim da sessão, o táxi que a levava para o Espaço dos Satyros, onde faria "El Truco" meia hora depois, servia de camarim. "Ia tirando a maquiagem no caminho, mas não dava tempo de terminar. A sorte é que a primeira cena em "Truco" era com uma máscara."
Em maior ou menor medida, três dos atores ouvidos pela Folha dizem que acumulam trabalhos por uma questão financeira. Cléo discorda. "Para mim, trata-se de uma necessidade artística. Talvez até compensasse mais não atuar em tantas peças, para poder fazer comerciais."



* texto enviado pelo querido amigo Paulo Neto.
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Andresa


a perfeição existe.

e quase sempre ela vem disfarçada de rosa. ou de criança.





16 Novembro 2007

Nestor


O Nestor era um Guardião da Deusa
O Nestor guardava quem eu amo
Porque é assim que funciona: a gente fica responsável
E quando não pode cuidar o tempo todo
A Deusa manda Seus Guardiães

Só vai me entender quem já teve um gato
E foi amado por ele
Eu sempre tive gatos
E sempre terei
Ou eles me têm?

Agora, o Nestor foi embora
Voltou pra perto da Deusa
E eu nem pude abraçá-lo
E estava tão perto
E eu queria tanto

Mas aqui eu faço essa homenagem
E digo a você Nestor:

MUITOS ´BEIJOS´ POR CUIDAR DE QUEM EU AMO.

SENTIMOS SAUDADES. E TE AMAMOS TAMBÉM.

E à Deusa, muitos ´beijos´ por ter-nos dado o Seu Nestor por esse tempo...


Até breve, Amigo.
Maria Clara


“Rosa de Vidro”


Do meu querido amigo João Fábio Cabral...



O ESPETÁCULO DE TEATRO “ROSA DE VIDRO”

(livremente inspirada na vida e na obra de Tenessee Williams) ESTRÉIA NO DIA 01 DE NOVEMBRO, QUINTA-FEIRA, 21H NO ESPAÇO DOS SATYROS 1


Dramaturgia de João Fábio Cabral
Livremente inspirada na vida e obra de Tenessee Williams

Direção de Ruy Cortez


“Rosa de Vidro” de João Fábio Cabral é um texto inspirado na vida e na obra do dramaturgo norte americano Tenessee Williams. O ponto de partida para a criação desse texto foi a idéia de relatar a história e a trajetória de Rose Williams, única irmã do dramaturgo, que nos idos de 1940 foi submetida a uma lobotomia pré frontal. O texto é uma fantasia do autor a partir de diversos fragmentos sobre Rose encontrados na biografia de Tenessee Williams, na sua autobiografia, e na parte autobiográfica de sua obra (pecas e contos).


SINOPSE

Rose vive num sanatório desde que foi vítima de uma lobotomia pré-frontal. Muitos anos depois, ela recebe a visita inesperada de seu irmão Tom. Um reencontro que acaba resgatando lembranças de um passado de fantasia, dor e solidão.


O AUTOR – JOÃO FÁBIO CABRAL

João Fábio Cabral nasceu em Ipanguaçu, Rio Grande do Norte, em 17 de Novembro de 1973, filho de Maria Das Graças Gonzaga Cabral e João Batista Cabral. Chegou a São Paulo no ano de 1993, onde descobriu o teatro e a vontade de fazer parte dele. Em 2000 estreou como ator profissional, mas desde sempre sua vocação para a escrita esteve presente - na sua infância através de poemas, contos, pequenas estórias, etc. Teve em 2003 sua primeira peça encenada “Em Nome das Coisas Boas”, a qual deu origem ao nome da sua Companhia. Já em 2005 montou “ Um Inesquecível Presente de Quinze Andares” também com seu grupo. Em 2006 foi encenado pela Companhia Refrão Anônimo “Um Refrão para Desconhecidos e Íntimos” e em 2007, “Delicadeza” com o Grupo Kuringa e direção de Marcos Loureiro. Também nesse ano, no mês de Novembro, estreará “Distante” com a sua Companhia.



A INSPIRACÃO - TENESSEE WILLIAMS


Tenessee Williams tornou-se um dos mais notáveis dramaturgos americanos do século 20, e foi também autor de contos, romances e poemas. O sucesso veio com as peças À Margem da Vida (1944, que lhe daria o primeiro de quatro New York Drama Critics' Circle Awards) e Um Bonde Chamado Desejo (1947, prêmio Pulitzer). A elas se seguiram Summer and Smoke (1948), A Rosa Tatuada (1951), Gata em Teto de Zinco Quente (1955, prêmio Pulitzer), De Repente no Último Verão (1958), Doce Pássaro da Juventude (1959) e A Noite do Iguana (1961) - todas adaptadas para o cinema.




ELENCO

Rose – Julia Bobrow

Mãe – Victória Camargo

Tom – Tales Penteado

Jim – Ricardo Gelli


FICHA TÉCNICA

Dramaturgia – João Fábio Cabral

Direção – Ruy Cortez

Direção de Arte – André Cortez

Iluminação – Fábio Retti

Sonoplastia – Aline Meyer

Confeccão de Figurinos – Benê Calistro

Assessoria de Imprensa – Adriana Monteiro

Programação Visual – Bruno Saggese

Fotos – Alexandre Tallo

Arte do Cartaz – Luís Felipe Volpe

Produção Executiva – Mariana Goulart

Direção de Produção – Érica Teodoro


“Nós estamos na sarjeta, mas alguns de nós olham as estrelas”.

Oscar Wilde

.....

Uma vez, um crítico teatral perspicaz observou que o verdadeiro tema da minha obra é o incesto. É verdade. Eu e minha irmã tínhamos relações muito íntimas, mas nunca manchadas por qualquer conhecimento carnal. Nosso amor era e ainda é, o mais profundo de nossas vidas.

Tenessee Williams

......

Dizem que uma árvore que dá flores fica mais bonita um ano antes de morrer. Parecia que no último ano que Rose passou em casa, ela morria em espírito. Ela nunca esteve tão bonita. Seu rosto tinha uma expressão distante quando ela passava horas sentada no chão. Seus belos olhos refletindo o azul do céu.

Edwina Williams, mãe de Tenessee Williams.....


Esta noite, Miss Rose desceu do Sanatório de Stoney Lodge para jantar. A conversa entre nós desviou-se para viagens no estrangeiro, e eu lhe perguntei se não gostaria de visitar a Inglaterra. Acrescentei que pensava poder dar um jeito de ela encontrar a Rainha da Inglaterra. E sem um só momento de hesitação ou a mínima falta de convicção ela replicou:

- Eu sou a Rainha da Inglaterra

Suponho que caso se viva num mundo de sonho, é agradável ser nele uma Rainha.


Esta noite, sua atenção foi particularmente atraída para as crianças que passavam por nós. Rose acenava delicadamente pra elas, e elas lhe acenavam em resposta.


- Quem era aquele menino, Rose?

- Meu filho - dizia.

(Herdeiro da Inglaterra?)

Mencionei que ela agora pensa que mamãe (Rainha-Mãe?) é uma das doentes internadas em Stoney Lodge?


Seria obviamente bom pra Rose fazer uma viagem: e porque não à Inglaterra.. E, após a maneira heróica com que tem suportado a provação da loucura, de cabeça erguida, espírito jamais subjugado, por que não lhe ser prestada uma homenagem assim, como Rainha, da Inglaterra ou do que quer que seja?


Em todo caso, não se podia querer monarca mais doce ou mais clemente do que Rose. Afinal de contas, altas posições na vida são ganhas pela bravura com que se sobrevive dignamente a experiências apavorantes.

Tenessee Williams


Serviço

Espaço dos Satyros 1

Estréia: 1º de Novembro

Temporada: 1º de Novembro a 15 de Dezembro

Quinta-feira, às 21h, e sábados às 17h

Duração: 1h15

Capacidade: 80 lugares

Valor do Ingresso: R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada pra estudantes e terceira idade)

Categoria: Drama

Espetáculo recomendado para maiores de 14 anos

Informações à Imprensa


Assessoria de Imprensa

Oficio das Letras

Adriana Monteiro e Adriana Vasconcellos

drixoficio@uol.com.br e adrianavoficio@uol.com.br

Tel (s) 11 3021-9216 e 3022-2783



Fonte:
http://www.dicadeteatro.com.br/rosadevidro.htm

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Para Paulo Neto, para mim, para quem mais quiser...

(...) Precisamos aceitar a nossa existência em todo o seu alcance; tudo, mesmo o inaudito, tem de ser possível nela. No fundo é esta a única coragem que se exige de nós: sermos corajosos diante do que é mais estranho, mais maravilhoso e mais inexplicável entre tudo com que nos deparamos. O fato de os homens terem sido covardes nesse sentido causou danos infinitos à vida; as experiências que são chamadas de “fenômenos”, todo o suposto “mundo dos espíritos”, a morte, todas essas coisas tão familiares para nós foram tão excluídas da vida, por meio de uma atitude cotidiana defensiva, que os sentidos com os quais poderíamos apreende-las se atrofiaram. Sem falar em Deus. Mas o medo do inexplicável não empobreceu apenas a existência individual, também as relações entre as pessoas foram limitadas por ele, como que transferidas do um leito de um rio de infinitas possibilidades para um local ermo da margem, onde nada acontece. Pois não é apenas a indolência que faz as relações humanas se repetirem de moto tão monótono e sem renovação de caso a caso, é a timidez diante de qualquer experiência nova, imprevista, para a qual não nos consideramos amadurecidos. Mas apenas quem está pronto para tudo, quem não exclui nada, nem mesmo o mais enigmático, viverá a relação com uma outra pessoa como algo vivo e irá até o fundo de sua própria existência.



Rainer Maria Rilke,
´Cartas a um jovem Poeta´

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14 Novembro 2007

"COCOONINGS"


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A VOLTA DO CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS


"COCOONINGS"


Texto : Mário Bortolotto
Direção : Gabriel Pinheiro
Elenco : Alessandro "Robocop" Bartel, Walter "Figueiredo" Batata, Gustavo Brandão, Mariana Leme e Fabiana Vajman.
Iluminação e Sonoplastia : Marcelo Montenegro
Contra-Regra : Régis "Negadete" dos Santos
No próximo sábado estréia no Teatro Ruth Escobar.

para Paulo, meu amigo

Amar também bom: pois o amor é difícil. Ter amor, de uma pessoa por outra, talvez seja a coisa mais difícil que nos foi dada, a mais extrema, a derradeira prova e provação, o trabalho para o qual qualquer outro trabalho é apenas uma preparação. Por isso as pessoas jovens, iniciantes em tudo, ainda não podem amar: precisam aprender o amor. Com todo o seu ser, com todas as forças reunidas em seu coração solitário, receoso e acelerado, os jovens precisam aprender a amar. Mas o tempo de aprendizado é sempre um longo período de exclusão, de modo que o amor é por muito tempo, ao longo da vida, solidão, isolamento intenso e profundo para quem ama. A princípio o amor não é nada do que se chama ser absorvido, entregar-se e se unir com uma outra pessoa. (Pois o que seria uma união do que não é esclarecido, do inacabado, do desordenado?) O amor constitui uma oportunidade sublime para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo, tornar-se um mundo, tornar-se um mundo para si mesmo por causa de uma outra pessoa; é uma grande exigência para o indivíduo, uma exigência irrestrita, algo que o destaca e o convoca para longe. Apenas neste sentido, como tarefa de trabalhar em si mesmos (“escutar e bater dia e noite”), as pessoas jovens deveriam fazer uso do amor que lhes é dado. A absorção e a entrega e todo tipo de comunhão não são para eles (que ainda precisam economizar e acumular por muito tempo); a comunhão é o passo final, talvez uma meta para a qual a vida humana quase não seja o bastante.

(...)

Nenhuma região da experiência humana é tão munida de convenções quanto essa: salva-vidas dos mais diversos, botes e bóias; refúgios de todos os tipos foram criados pela compreensão comum, pois ela estava inclinada a considerar a vida amorosa como um prazer, por isso tinha de torná-la fácil, barata, inofensiva e segura, como são os prazeres públicos.



Rainer Maria Rilke,
´Cartas a um jovem Poeta´

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"O Signo da Cidade"



Leia a crítica de Paulo Neto, meu amigo gato, na ´Drops´.
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13 Novembro 2007




"Pois os que são próximos do senhor estão distantes, é o que diz, e isso mostra que o espaço começa a se ampliar a sua volta. Se o próximo está longe, então o que é distante vaga entre as estrelas, na imensidão."


Rainer Maria Rilke,
´Cartas a um jovem Poeta´
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(...) "Em um pensamento criador revivem milhares de noites de amor esquecidas que o preenchem com altivez e elevação. Assim, aqueles que se juntam durante as noites e se entrelaçam em uma volúpia agitada fazem um trabalho sério, reúnem doçuras, profundidade e força para a canção de algum poeta vindouro que surgirá para expressar deleites indizíveis. Eles convocam o futuro..."
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Rainer Maria Rilke,
´Cartas a um jovem Poeta´
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"Como a Brisa do Outono"


* Meu amigo Sérgio Rocha em cartaz. IMPERDÍVEL!!! ; )

12, 13 e 14 de dezembro.

19 e 21 horas.

TEATRO 2
Rua Adolfo Gordo, 238
Campos Elíseos
São Paulo – SP
(11) 3667 0807
http://www.bilheteria.com/
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Inauguração do "Espaço Os Fofos Encenam"


Dia 15 de novembro, quinta feira.

Rua Adoniran Barbosa, 151 - esquina com Jaceguai (em frente ao Teatro
Oficina, do outro lado da Radial)

Reestréia do espetáculo "Assombrações do Recife Velho"

Quinta à sábado às 21 horas e domingos às 20 horas.

Não percam!!!


12 Novembro 2007

Sonho desses dias


Beijar com gosto de Trident Melancia...
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Maroon 5 - "Wake Up Call"

Porque eu danço sozinha no quarto feito uma louca..................

10 Novembro 2007

Um pouco só

Eu sinto falta dos meus Amigos.
Ouvindo ‘Maroon 5’.
Isso não é ilusão.
Eu sinto falta de abraço. Sinto falta de calor humano. De beijo. De gente. Em mim.
Sinto falta de COMUNHÃO. TRANSCENDÊNCIA. EM MIM.
Eu tenho que me arrumar agora. Me fazer bonita. E sair. Ser vista e desejada. Ou invejada. Às vezes cansa. Não reclamo.
Mas eu estou construindo uma vida. Construindo um presente. Que ainda é diferente do que eu quero. Do que eu sou.
Hoje eu vou a um Festival de Curtas. E talvez a um Concerto. E ter aulas de dança do ventre. E ler.
E vou sentir um monte de coisas. E vou guardar tudo. E vou esperar.
Até o dia em que novamente eu tenha alguém. Em mim. E dê tudo isso.
Ouvindo ‘Maroon 5’.
Eu sinto falta dos meus Amores.
Dos que eu tenho. E dos que eu ainda vou encontrar.
Às vezes demora. Um pouco só.


10.11.07

13h57
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09 Novembro 2007

"Divinas Palavras", a nova produção dos Satyros estréia no dia 16 de novembro


Depois do sucesso de "Inocência" no ano passado - indicada ao Prêmio Shell de Teatro e vencedor do Troféu APCA como melhor espetáculo de 2006 -, e da realização, em outubro, do evento "Satyrianas - uma Saudação à Primavera" que reuniu mais de 30 mil pessoas na Praça Roosevelt, a Cia. de Teatro Os Satyros estréia no próximo dia 16 de novembro, às 21h30 no Espaço dos Satyros Um, o espetáculo "Divinas Palavras".

O espetáculo estará em cena as sextas e sábados às 21h30 e aos domingos às 21h00. Nos dias 3 e 10 de dezembro a peça faz apresentações as segundas às 20h00.
Escrita por Ramón Del Valle-Inclán e dirigida por Rodolfo García Vázquez, a peça traz no elenco os atores: Silvanah Santos, Alberto Guzik, Ivam Cabral, Cléo De Páris, Nora Toledo, Laerte Késsimos, Phedra D. Córdoba, Angela Barros, Daniel Tavares, Fabio Penna, Marba Goicocchea, Mariana Olivaes, Soraya Aguillera e Tiago Leal.

O texto

Em uma praça na qual mora gente muito pobre, no centro da cidade, vivem a mendiga alcoólatra Joana Rainha (Angela Barros) e seu filho, Laureano (Ivam Cabral), portador de deficiências mentais e físicas. Vivem de esmolas. Até que Joana morre. E Laureano será disputado por sua tia, Marica (Nora Toledo), e por Mari Gaila (Silvanah Santos), mulher de seu tio Pedro Gailo (Alberto Guzik), sacristão da igreja da praça.

As duas passam a se revezar na “guarda” de Laureano e seguem pedindo esmolas. Marica não se sai muito bem. Mari Gaila, ao contrário, é uma mendiga de sucesso. Ganha o mundo com Laureano. Junta-se a um bando de miseráveis artistas ambulantes e começa a se divertir pra valer, abandonando o desnorteado marido e a filha, Simoninha (Cléo De Páris).

Mas Laureano será morto por Miguelin (Laerte Késsimos), rival de Mari Gaila nas atenções de Miau (Fabio Penna), trambiqueiro manipulador de marionetes. Mari Gaila abandonará as estradas e voltará para casa com o corpo. Eclode então a briga pelo pagamento do enterro. É quando Miau aparece na praça, atrás de Mari Gaila. E seguindo-o, vem Miguelin.

Um escândalo final levará todas essas personagens a um confronto. Ao fim de tudo, Laureano segue insepulto, e a família pede esmolas para o enterro.

A adaptação do Satyros pretende trazer a discussão do texto para a realidade do teatro nos dias de hoje

A adaptação traz a a discussão do texto para a realidade do teatro nos dias de hoje, em uma Praça Roosevelt mais imaginária do que realista. Os miseráveis são transformados em artistas dessa praça que buscam, cada um da sua forma, encontrar formas de sobreviver em uma sociedade difícil como a brasileira.

Nesta praça, o mundo da religiosidade moralista e hipócrita se defronta com um universo repleto de artistas amorais, que lutam pela sua sobrevivência. A fins de se manterem vivos, esses artistas vão se apresentar em vários lugares do mundo, abandonando a praça temporariamente.

Enquanto sua esposa Mari Gaila vai ganhar dinheiro pelo mundo usando da aberração do sobrinho, Pedro Gailo, seu marido e sacristão da igreja, sofre com a maledicência e a moral hipócrita que o envolve. Mari-Gaila, no seu intento de se libertar das amarras de uma sociedade opressora e miserável, carrega Laureano e seu carrinho para locais como Paris e Nova York, sempre acompanhada de seus amigos mendigos e realizando shows onde apresenta a cultura brasileira. Ao final, com a morte de Laureano, ela é obrigada a retornar à Praça Roosevelt, onde viverá uma situação limite.

O humano, o animal e o robótico, numa mescla inusitada

A encenação busca atualizar o esperpento de Valle-Inclán como estética contemporânea. As referências de pesquisa se deram em 3 eixos: o humano, o animal e o robótico, numa mescla inusitada.

Através da pesquisa de gestuais animais, a encenação pautou a interpretação dos atores por formas animalizadas, evitando o realismo interpretativo. Visualmente, o espetáculo também resgata os universos de Bosch e Goya, além de acrescentar elementos da robótica dentro de um universo de delírio fantasmagórico único.

Valle-Inclán, o dramaturgo

Ramón del Valle-Inclán nasceu em 1866 e morreu em 1936. Era da Galícia, da cidadezinha de Villanueva de Arosa. As paisagens e costumes galegos foram extensamente retratados por ele em sua obra. Pertenceu à chamada “Geração de 98”, que alterou os rumos da literatura espanhola, tirando-a das sombras realistas e conduzindo-a para a modernidade.

Inclán foi escritor, jornalista, viajante. Tornou-se uma figura notável, com suas longas barbas e sem um dos braços, que perdeu em 1899, conseqüência de uma briga por motivo banal com outro escritor, Manuel Bueno. Inclán viveu no México, viajou pela América Latina. Inspirado pelos ditadores latinos, escreveu um romance, “Tirano Banderas”, considerado sua obra-prima pela crítica. Morou a maior parte de sua vida em Madri, mas passou a Primeira Guerra Mundial na França. Traduziu para o espanhol obras de Eça de Queiroz e Alexandre Dumaas.

Para teatro, além de “Divinas Palavras” deixou peças como “A Marquesa Rosalina”, “Romance de Lobos”, “O Ermo das Almas”, “Retábulo da Avareza, Luxúria e Morte”. Casou-se com a atriz Josefina Blanco, com quem teve cinco filhos. Criou na década de 1920 um gênero teatral, o “esperpento”, versão espanhola do expressionismo, por meio do qual mostrava as deformações da realidade e do caráter dos homens. É considerado um dos maiores nomes das letras espanholas do século 20.


Serviço:

"Divinas Palavras"

texto: Ramón Dell Valle-Inclán
Tradução e adaptação: Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez
Elenco: Silvanah Santos, Alberto Guzik, Ivam Cabral, Cléo De Páris, Nora Toledo, Laerte Késsimos, Phedra D. Córdoba, Angela Barros
, Daniel Tavares, Fabio Penna, Marba Goicocchea, Mariana Olivaes, Soraya Aguillera e Tiago Leal
Cenário e Figurinos: Márcio Vinícius
Trilha Sonora: Ivam Cabral
Iluminação: Rodolfo García Vázquez
Programação Visual: Laerte Késsimos
Direção: Rodolfo García Vázquez

Patrocínio: Programa de Fomento ao Teatro da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo
Espaço dos Satyros Um
Praça Roosevelt, 214 - Tel. 3258 6345 - www.satyros.com.br
Sexta e Sábado às 21h30 e Domingos às 21h00
3 e 10 de dezembro às 20h00
Lotação: 70 lugares - Acesso a Deficientes - Ar Condicionado
Duração: 90 minutos - Desaconselhável para menores de 14 anos
R$ 25,00 - desconto de 50% para estudantes, classe artística e terceira idade
R$ 5,00 para moradores da Praça Roosevelt

Sinopse: A peça fala da história de um aleijado que é exposto por sua mãe, uma velha mendiga e alcóolatra, nas feiras e romarias. Quando a velha tem um ataque fulminante, dá-se iníico a uma disputa entre a irmã e a cunhada pela fonte de renda que representa a herança, o aleijado. Concordam em partilhar o aleijado para angariar esmolas em dias alternados. A cunhada, porém, deslumbrada com a vida das estradas, um belo dia quebra o acordo e desaparece pelo mundo afora.

Até 16 de dezembro

Contatos com a Imprensa:
Tel. 3151 5312 / 7130 7473 Ivam Cabral

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Os Satyros

Fundada em 1989 por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, Os Satyros produziram mais de 50 espetáculos, viajaram por mais de 15 países e receberam os mais importantes prêmios do teatro brasileiro. Possuem atualmente 3 sedes em São Paulo - duas na Praça Roosevelt e uma no Jardim Pantanal, zona leste da cidade -, além de administrarem o Teatro da Vila, na Vila Madalena.

Recentemente produziram o evento "Satyrianas - uma Saudação à Primavera", em comemoração ao 18o. aniversário do grupo, onde levaram à Praça Roosevelt mais de 30 mil pessoas. Neste evento, ao lado do grupo Dramáticas em Cena, idealizaram e produziram o "DramaMix", um projeto que reuniu 78 textos escritos especialmente para o certame. Atuaram, ao lado do grupo nesta ocasião, mais de 300 profissionais, na maior festa da dramaturgia já realizada no Brasil.


Rodolfo García Vázquez

Considerado um dos grandes diretores do teatro brasileiro hoje, Rodolfo García Vázquez recebeu os mais importantes prêmios do teatro brasileiro, como Shell, APCA e Qualidade Brasil, entre outros.

Dirigiu trabalhos na Alemanha, Áustria, Dinamarca, Escócia, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Itália, Polônia, Portugal, Suiça e Ucrânia. De 1997 a 2005 foi o diretor artístico do projeto Instant Acts, da instituição alemã Interkunst.

Também dramaturgo, escreveu vários textos - "Transex", "Kaspar ou a Triste História do Pequeno Rei do Infinito Arrancado de sua Casca de Noz"'e "A Proposta", entre outros. Do alemão, traduziu "Inocência", de Dea Loher.

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Workshop Preparatório para Exames de Artes Cênicas

ORIENTAÇÃO E PREPARAÇÃO DAS CENAS PRÁTICAS.


Para você que deseja preparar-se para os exames da EAD, ECA/USP, UNICAMP, SATED/SP, bem como provas práticas em outras escolas de arte dramática no Brasil. Orientação para a escolha dos textos, a criação e preparação das cenas e o trabalho de interpretação.

Ensaios particulares – de 02 a 04 encontros de 3h para cada cena.

Ensaios em grupo (máximo 4 pessoas) – de 04 a 06 encontros de 3h para as cenas.

Preparação de atores e direção das cenas:
Fernando Rodrigues – ator e diretor
Bacharel em Direção Teatral pela ECA/USP


Para maiores informações entre em contato:
Email: fernandompr@yahoo.com.br
Telefone: (12) 3018-0957.
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motivos

Por algum motivo obscuro, desconfio de pessoas que apagam seus recados no orkut.

Por algum outro motivo, tenho simpatia por pessoas que deixam seus recados no orkut.


Vai saber.
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08 Novembro 2007

"A Cantada" - Elfo

(LINDA, ELA ESTÁ SENTADA SOZINHA NUMA MESA EM FRENTE AOS SATYROS 1. TOMA UMA CERVEJA E OLHA AS PESSOAS QUE PASSAM POR ENTRE AS MESAS. FALTA LUZ. O GARÇON APARECE COM UMA VELA NUM PIRES.)

ELA – Obrigada.

(O GARÇON NÃO RESPONDE E SEGUE APRESSADO COLOCANDO PIRES NAS OUTRAS MESAS)

(ELE SURGE POR ENTRE AS MESAS E PARA DIANTE DELA)

ELE – Eu te conheço!

(ELA OLHA ATRAVESSADO E RESPONDE IRÔNICA)

ELA – Nossa! Agora só falta você perguntar se eu venho sempre aqui.

ELE – Não foi uma pergunta, foi uma afirmação.

ELA – Ah é? E de onde você me conhece?


(ELE SEGUE COMO SE NÃO TIVESSE OUVIDO A PERGUNTA)

ELE – Homens se arrumam e saem para encontrar sexo. Mulheres para encontrar um grande amor. Você se arruma para encontrar qualquer amor, por isso é a mais linda.

(ELA O OLHA COM UMA PONTA DE ESPANTO, MAS AINDA CÉTICA PERGUNTA)

ELA – Essa cantada já deu certo alguma vez?

(ENQUANTO SE VIRA PARA CONTINUAR SEU CAMINHO)

ELE – Você não entendeu.

(QUANDO ELE JÁ VAI UNS 3 PASSOS, ELA LEVANTA A VOZ)

ELA – Ei! Qual o seu nome? Quer tomar uma cerveja?

(ELE NÃO SE VIRA)

ELE – Eu te amo.

(ELA FICA OLHANDO SUA SILHUETA SUMIR NO BREU DA RUA)



FIM



Peça de Elfo
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Um

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Penso, logo sou Maria Clara.

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07 Novembro 2007

3

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“Penso, logo insisto.”


“Peido, logo existo.”


“Penso, logo sou solteira.”



doblogdochicolindo
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PREVISÕES PARA O OSCAR, por PAULO NETO (meu amigo fofo :)

Enquanto o frio se aproxima da América e da Europa, por aqui as temperaturas começam a aumentar. Com a chegada do inverno no hemisfério norte e a festas de final de ano, a chegada da neve aquece a corrida para o OSCAR.

Os grandes estúdios começam as campanhas milionárias em cima de filmes escolhidos a dedo principalmente pelo potencial de emocionar ou arrebatar os membros da Academia.

Aqui no Brasil, o ótimo "O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias", de Cao Hamburger, foi o enviado à Academia (juntamente com concorrentes de mais de 70 países) por ter esses elementos que tradicionalmente são flechas certeiras nos corações dos votantes.

Para a categoria de Melhor Filme, há quem aposte em "Into the Wild", de Sean Penn, "O Caçador de Pipas" (The Kite Runner), de Marc Forter, baseado no best-seller de Khaled Hosseini e "O Gângster" (American Gangster), de Ridley Scott. Mas também estão na corrida o belíssimo "Desejo e Reparação" (Atonement), de Joe Wright e "There Will Be Blood", de Paul Thomas Anderson.

Entre os possíveis diretores indicados, as apostas começam a tomar forma. Além dos citados acima, engrossam as chances Joel & Ethan Coen ("Onde Os Fracos Não Têm Vez"), David Cronenberg ("Senhores do Crime"), Ridley Scott ("O Gângster"), Mike Nichols ("Charlie Wilson's War") e Sidney Lumet ("Before The Devil Knows You're Dead").

Na categoria de Melhor Ator, os cotados são Don Cheadle ("Talk to Me"), Christian Bale ("I'm Not There"), Daniel Day-Lewis ("There Will Be Blood"), James McAvoy ("Desejo e Reparação"), Tommy Lee Jones ("No Vale das Sombras"), Viggo Mortensen ("Senhores do Crime"), Emile Hirsch ("Into the Wild") e Denzel Washington ("O Gângster").

As cotadas para Melhor Atriz são: Ellen Page, a garotinha de "Menina Má.Com", pelo filme "Juno", Keira Knightey ("Desejo e Reparação"), Julie Christie ("Longe Dela"), Laura Linney "(The Savages), Angelina Jolie ("O Preço da Coragem") e claro, a francesa Marion Cotillard, que arrebatou meio mundo com a sua personificação de Edith Piaf em "La Môme".

Entre os coadjuvantes existem alguns nomes já imbatíveis: Cate Blanchett em "I'm Not There", no qual viveu Bob Dylan com uma veracidade impressionante e Javier Bardem, que vem encantando os críticos em "Onde Os Fracos Não Têm Vez".

Nas categorias Direção de Arte e Figurinos, devem fazer bonito as produções "A Bússola Dourada", "A Loja Mágica de Brinquedos", "Sweeney Todd" (o novo Tim Burton) e "Hairspray", que também deve concorrer em outras categorias.

Para a polêmica categoria de Filme Estrangeiro, que todos os anos surpreende a todos com as indicações e a premiação, por enquanto há apostas para o Brasil e o filme de Cao Hamburger, além de Cuba ("A Idade da Peseta"), Argentina ("XXY"), França (a animação "Persepólis"), Itália ("A Desconhecida") Romênia ("4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias") e Uruguai ("O Banheiro do Papa"). A aclamação ano passado do mexicano "O Labirinto do Fauno" fez com que países como Colômbia ("Satanás") e Espanha ("O Orfanato") enviassem produções sombrias e com temas negros.

Por enquanto são previsões quentes. Mas ainda há que esperar por premiações como o National Board of Review e as indicações ao Globo de Ouro, dia 13 de Dezembro.

Dia 22 de Janeiro serão conhecidos os indicados ao OSCAR e a cerimônia será realizada dia 24 de Fevereiro. Este ano será uma grande festa, pois será a 80ª edição da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.


PAULO NETO
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porque meu amigo chico lindo me fez lembrar desse texto antigo...

Inveja de Deus
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Nada... Três personagens. Só. Três corpos. Três pessoas. Três o quê? Pessoas. O que são pessoas? Não, meus personagens não são pessoas. Simplesmente porque não sei exatamente o que isso significa. Três corpos, no espaço. É melhor. Três imagens. Três figuras. Três sexos. Não, sem sexo por enquanto. Acho que no começo sexo não existia, ou não era importante. Ou era só isso. Ou era tudo isso. Inteiro. Completo. Como nunca saberemos. Ele, Ela e... Ela. Ou Ele. Ou os Dois. Ou os Três. O Terceiro sexo. O Primeiro. O Único.

Três seres... Humanos? Não! O que me classifica como humano? Tantas coisas me identificam como não-humano. Tantas coisas me envergonham. O imperfeito. O humano. Mais ou menos... Humano? Avesso. Às vezes acho que sou parte de uma peça. De uma sinfonia. De um processo digestivo. Uma ameba. Na melhor das hipóteses um organismo... vivo. Vivo! Isso eu sei. Engraçado. Nem me dava conta que sabia de alguma coisa. É, eu sei! Disso eu nunca tive dúvidas: Eu, Vivo. Talvez não agora. Talvez nem sempre. Mas Vivo. Eu. Sou. Vivo. Nem sempre Estou vivo, mas Sou vivo. Nunca me confundi com uma máquina.

Um dia alguém perguntou ‘Do que você tem inveja?’. E alguém respondeu ‘De Deus.’. Acho que foi a primeira vez na vida que eu ouvi. Assustei-me: ‘Inveja de Deus’. Não entendi. Por que ter inveja de Deus? Eu invejo muita coisa, mas nunca invejei Deus. Por quê? Será que Deus sente inveja de mim? Será que Ele ri quando eu caio? Será que Ele me ama incondicionalmente? Será que Ele sente prazer? Prazer. Graça. Gozo. Deus. Seria tão simples se não fosse óbvio, demais, para seres... humanos. Imperfeitos. Imagem e semelhança. Semelhantes, não Iguais. Inveja. De Deus. Besteira... Besteira. Às vezes acho que Deus ri quando eu caio. Eu riria... Se Deus existisse, seríamos amigos.



Maria Clara Spinelli

das verdades da fernanda...

Quarta-feira , 07 de Novembro de 2007


SINCERAMENTE?

Algumas atrizes deveriam ser processadas por exercício irregular da profissão.

Mina que não sabe andar de salto, não é atriz.

Tem coisa que atriz TEM que saber.


:: Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 09:22:15
http://semgelo.zip.net/

assim. efêmera.

tenho saudades
dou rosas
quero abraços

de maria clara

"Distante" e "Delicadeza" - de João Fábio Cabral



Estréia dia 10 de Novembro, 19hs: "Distante"

Texto : João Fábio Cabral

Direção: Rogério Harmitt

Elenco: Fabiana Carlucci e João Fábio Cabral

Direção de Movimento: Flávio Bezerra Lima

Pesquisa, Edição Musical e Trilha Sonora Original: Fernanda Galetti

Desenho de Luz : Ricardo Silva

Preparação Corporal: Wagner Hayashida

Cenário e Figurinos : Rogério Harmitt

Arte: Cyra de Araújo Moreira

Projeto Gráfico: Fernanda Galetti

Assessoria de Imprensa:
Fausto Brunini

Realização: Companhia de Teatro Em Nome das Coisas Boas

Local: Teatro X


Sáb 19hs e Dom 18hs

End: Rua Rui Barbosa, 399. Bela Vista - Sampa

Tel: (11) 3283-2780




João Fábio Cabral também é autor de “Delicadeza”, peça que está em cartaz no Satyros II. Dirigida pelo querido e brilhante Marcos Loureiro, com um elenco incrível. VOCÊS NÃO PODEM PERDER!


DELICADEZA (até 14/12)

SINOPSE: Cinco jovens estudantes de classe alta e um de periferia se encontram num apartamento para uma balada, com direção de Marcos Loureiro, a partir de texto de João Fábio Cabral.
DIREÇÃO: Marco Loureiro
QUANDO: Quinta e sexta às 21h00
QUANTO: R$ 10,00
LOTAÇÃO:
50 lugares
DURAÇÃO: 90 minutos

Satyros Dois - praça roosevelt, 124 - CEP 01303-020 são paulo/sp - tel. (11) 3258 6345

06 Novembro 2007

´Dramamix´

Texto originalmente escrito para comentar a matéria “3 de 78” do blog da revista bacante .

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1/78

oi juli! acho importante seu texto sobre o ´dramamix´. esse evento não pode mesmo passar em branco.

e se havia sempre filas, é porque havia muito público. viva!!

acho que o evento não é mais tão alternativo assim. mas ainda é em alguns aspectos. que bom!

você realmente acha que é complicado comunicar algo em tão pouco tempo!? não acredito que você ache isso...

então, vamos ao que vi e o que achei, na ordem também:

´alguém escreveu isso´ é um texto despretensioso e bem humorado, meio surreal, do bráulio mantovani. mas acho que o mérito mesmo ficou pela direção do gustavo machado: muito criativa e divertida. e depois pela ótima atuação do elenco: roney facchini, plínio soares e gustavo machado. foi um prazer assistir. muito bom!

e tenho a impressão que esse espetáculo me fez sentir um pouco da ´essência´ desse ´dramamix´: texto ágil, despretensão (ou não?) e esse contato mais direto entre artistas e público que faz o Teatro ser mais Teatro. (entendam como quiserem. rsrs).

eu adorei. fiquei com uma ótima impressão do projeto.

(quatro estrelinhas – ai, sempre quis fazer isso! hahaha)


2/78

meu segundo e último ´dramamix´ (infelizmente) foi ´alternativa´. é, não tinha mariana ximenes, mas tinha adriane galisteu. e eu não estava lá por causa dela. (vocês acreditam em mim, né!?) bom, mas já que estava, vamos ver então: adriane galisteu dá conta do recado. mas então, por que colocá-la num texto tão... tão... comercial? sem graça? ´super-pop´? mais chato do que cangaceiro que tem que escolher entre ir pro céu ou pro inferno?

e já que havia o fascínio (de muitos) para ver adriane em cena, porque não aproveitaram a oportunidade para dar ao público um texto legal?! é... pensando agora me veio a idéia de que talvez o público que foi lá só por causa da adriane não queria um ´texto legal´. bem, estou sendo preconceituosa, claro.

mas durante o espetáculo me peguei rindo ´por obrigação´, pra não ficar chato com todo mundo que estava rindo ao meu lado... mas teve um crítico famoso, também meu amigo, que saiu no meio... será algum bacante? não conto!

elias andreatto dirigiu o texto de célia forte, e também fez parte do elenco. estava muito bem como ator. não sei se ele poderia fazer muito mais como diretor. talvez.

(uma estrelinha – cadente)


***

uma pena que vi só esses dois ´dramamix´. tinha muita coisa boa que queria ter visto. muitos amigos brilhando. mas fiquei com a impressão que o projeto tinha muito mais coisas legais do que ruins.

e, ao contrário de você, não encontrei desorganização ou falta de preparo em nenhum momento da ´satyrianas´. e quanto às filas, bem, isso é um bom sinal, não é!? e a organização do evento não tem culpa por ter muita gente. rsrs. ou melhor, muita gente é um resultado positivo do evento. estou errada!?

também sobre as peças serem ´quase´ de graça, ajudou muito: eu mesma não teria condições de ver tudo que vi se tivesse que pagar mais. (quero ainda escrever sobre as peças que vi).

e ainda ficou muita coisa que eu gostaria de ver e não deu tempo. fica pra próxima.

só lamento não ter encontrado nenhum bacante... ah! mas eu tive a minha cena com o maurício. quer dizer, fabrício. rsrrsr :)

então beijos pra vocês e até a próxima! com rosas.



31 de Outubro de 2007 09:29


01 Novembro 2007

plug and play

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seria legal se tivéssemos uma entrada usb na nossa cabeça e outra no nosso coração, e pudéssemos ligá-las diretamente a outro ser humano. assim, minha Arte seria linda. e verdadeira.