31 Outubro 2007

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.http://henriquexhenrique.zip.net/

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* roubei do blog do chicobblindo !
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"Corrida de bastão"

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Sérgio Roveri
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“Monólogo da Velha Apresentadora”

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Marcelo Mirisola
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30 Outubro 2007

Sei da história de uma rosa. Parece-te estranho falar em rosa quando estou me ocupando com bichos? Mas ela agiu de um modo tal que lembra os mistérios animais. De dois em dois dias eu comprava uma rosa e colocava-a na água dentro da jarra feita especialmente estreita para abrigar o longo talo de uma só flor. De dois em dois dias a rosa murchava e eu a trocava por outra. Até que houve determinada rosa. Cor-de-rosa sem corante ou enxerto porém do mais vivo rosa pela natureza mesmo. Sua beleza alargava o coração em amplidões. Parecia tão orgulhosa da turgidez de sua corola toda aberta e das próprias pétalas que era com uma altivez que sem mantinha quase erecta. Porque não ficava totalmente erecta: com graciosidade inclinava-se sobre o talo que era fino e quebradiço. Uma relação íntima estabeleceu-se intensamente entre mim e a flor: eu a admirava e ela parecia sentir-se admirada. E tão gloriosa ficou na sua assombração e com tanto amor era observada que se passavam os dias e ela não murchava: continuava de corola toda aberta e túmida, fresca como flor nascida. Durou em beleza e vida uma semana inteira. Só então começou a dar mostras de algum cansaço. Depois morreu. Foi com relutância que a troquei por outra. E nunca a esqueci. O estranho é que a empregada perguntou-me um dia à queima-roupa: “e aquela rosa?” Nem perguntei qual. Sabia. Esta rosa que viveu por amor longamente dado era lembrada porque a mulher vira o modo como eu olhava a flor e transmitia-lhe em ondas a minha energia. Intuíra cegamente que algo se passara entre mim e a rosa. Esta – deu-me vontade de chamá-la de “jóia da vida”, pois chamo muito as coisas – tinha tanto instinto de natureza que eu e ela tínhamos podido nos viver uma a outra profundamente como só acontece entre bicho e homem.


Clarice Lispector,
em “Água Viva”

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29 Outubro 2007

Meu amigo lindo e talentoso...



Que também é onipresente!
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26 Outubro 2007

MILAGRE.



Ou:



MISTÉRIO.



...



O(A)MO-R não vêm como eu imaginava. Como me disseram. Como eu O desejava. Com eu O sonhava: os meus sonhos foram todos tolos e equivocados. Ninguém pode imaginar, ou dizer, ou desejar, ou sonhar com O Mistério/O Milagre.



O(MEU)(A)MOR é ALIENÍGENA. O(meu)(A)mor tem DUAS CABEÇAS, QUATRO MÃOS, QUATRO PÉS E UM SÓ CORAÇÃO.



O VAZIO DO MEU PEITO ERA O BURACO ONDE DEVERIA ESTAR ESTE CORAÇÃO. Mas meu Coração andava por outros lugares, em outros corpos com quatro pernas e duas cabeças, sem saber que me faltava...



SÓ MINHA ALMA PODIA SENTIR. E ELA(E) ENCONTROU MEU CORAÇÃO PRIMEIRO.



E ENTÃO, DEPOIS QUE EU CRUZEI A PORTA, SEM SABER ONDE ESTAVA, MESMO INCOMPLETA E CHEIA DE MEDOS: A VIDA/DEUS(A) NOS COLOCOU NA DIREÇÃO UM(S) DO(S) OUTRO(S).



O(A)MO-R enfia uma de suas mãos e braços dentro de nós. Entra a 45 graus pelo meio das pernas, e vai até as entranhas. E lá, brinca com nossos órgãos, e nos provoca um orgasmo indecifrável e infinito.



O(A)MO-R não têm sexo. O(A)MO-R toma conta dos sexos e faz deles o que for mais divertido. O(A)MO-R têm TODOS OS SEXOS! O(A)MO-R não é hetero, homo, bi, tri, pansexual... O(A)MO-R-PRAZER-SEXO é orientado exclusivamente para o objeto do seu desejo: também chamado de PESSOA, ou SER HUMANO (neste mundo).


O(A)MO-R me ASSUSTA(M)! Com suas TANTAS BOCAS, LÍNGUAS, DEDOS, SABORES, SUORES, CHEIROS, LÍQUIDOS, TEMPERATURAS, MÃOS, PERNAS, SEXOS E SEXOS...



O(A)MO-R É O TERCEIRO SEXO(S). QUARTO(S). QUINTO(S). INFINITO(S).



O(A)MO-R me faz lamber (O) MEL e sentir (A) LUA.



SINTO-ME FISICAMENTE DESPROVIDA DE MEIOS PARA VIVER ESTE (A)MO-R ALIENÍGENA NO (MEU)CORPO.



MAS ESTE NÃO É MAIS MEU (CORPO). Então devo aceitar A (IM)PERFEIÇÃO DESTE(A)MO-R.



Porque VIVER É IMPERFEITO

E DISSO É (PER) FEITO

E SÓ POSSO ME(TE) ENTREGAR

A ISSO/O QUE/SEM NOME...



O(A)MO-R NÃO É UM FILME DE HOLLYWOOD. O(A)MO-R É UM FILME TRASH. O(A)MO-R É BONITO AO CONTRÁRIO. O(A)MO-R (ULTRA)PASSA O BOM GOSTO, O BOM SENSO, OS BONS MODOS...



A FORMA MAIS (IM)PERFEITA DO(A)MO-R É O INCESTO.



O(A)MO-R É UM PECADO. QUE NOS CONDENA PARA SEMPRE. E PAGAMOS COM A VIDA.



O(A)MO-R É O EGOÍSMO EM SUA FORMA PURA. O(A)MO-R SUPRE COMPLETAMENTE. O(A)MO-R PLENIFICA.



O(A)MO-R, ENFIM, NOS FAZ (RE)ENCONTRAR O ÚTERO. NÃO O MATERNO: E POR ISSO NOS TORNA GRÁVIDOS DE NÓS MESMOS. DA VIDA/DEUS(A). DO(S) INFINITO(S).



O(A)MO-R NOS LIBERTA. NOS TORNA ÚNICO(S). A ÚNICA FORMA DE O(A)MO-R POSSÍVEL É O UM: O(A)MO-R NÃO PODE SER DOIS, OU TRÊS, OU DEZ...



O(A)MO-R É UM MISTÉRIO/MILAGRE COMO A SANTA TRINDADE.



O(A)MO-R É BLASFÊMIA. O(A)MO-R É PROFANO. A sociedade, a religião, a ciência, a medicina, os deuses... TODOS DESDE SEMPRE CONDENAM O(A)MO-R.



O(A)MO-R É PERIGOSO. MUITO! CUIDADO.



O(A)MO-R PODE TRANSFORMAR SAPOS EM PRÍNCIPES. PRÍNCIPES EM REIS. REIS EM HERÓIS. HERÓIS EM MITOS. MITOS EM GERAÇÕES. GERAÇÕES EM ETERNIDADE. ETERNIDADE EM HUMANIDADE.



O(A)MO-R É SILÊNCIO. O(A)MO-R NÃO GOSTA DE EXPLICAÇÕES. O(A)MO-R TÊM UMA SEDE INSACIÁVEL! O(A)MO-R SÓ QUER BEBER. VINHO. SALIVA. SUOR. GOZO.



O(A)MO-R MATA. O(A)MO-RESSUSCITA. O(A)MO-REGENERA. O(A)MO-RESGATA. O(A)MO-R GERA.



ENTÃO, VIVA(M) A (IM)PERFEIÇÃO!



E DÊEM A ELA(E) O NOME QUE QUISEREM...
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Acho que eu escrevi isso... mas não tenho certeza.

25 Outubro 2007

Janeiro Brasileiro da Comédia



"A bunda basta-se..."

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda,
redunda.




“A bunda, que engraçada ”
Carlos Drummond de Andrade

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da sina dos homens...

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Fadados ao iluminado e nunca à luz.


Johann Wolfgang von Goethe
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24 Outubro 2007

Mais Desejos...


Henrique Mello lindo, em ´Roxo´.


(Não resisti. Mas também, por que resistir!?...)
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Não sei de quem é a foto, mas está nesse link aí, ó: http://www.pupophotography.com/PUPO%20GALLERIES%20TEATRO/Teatro%20Roxo/Roxo/pearoxo23.html
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Maria Clara,
A foto é minha Jorge Luis Álvarez http://www.pupophotography.com/biography%20potuguese.htm
Pupo (aparece no site ( Pupo 2005-2007© All Rights Reserved). Obrigado pela preferência, (aceito consultas prévias).
Slds,
Pupo
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25 Outubro, 2007 10:29
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Lista de Desejos:



Tem coisas que eu não sei explicar

ou

Atitude é tudo
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"MARATONAFOTOMIX" - SATYRIANAS 2007

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http://maratonafotomix.blogspot.com/
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23 Outubro 2007

"Quatro Alfinetes Negros"

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Marcelo Mirisola
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22 Outubro 2007

"Por Que Ainda Lutamos" - Rachel Macedo Rocha

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DEDICATÓRIA
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à Anita Garibaldi (in memorian), uma guerreira, num tempo difícil para as mulheres.
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à Maria Clara Spinelli, uma guerreira deste século, que lutou e conquistou um dos instrumentos essenciais ao exercício da cidadania: A sua real Certidão de Nascimento.







“A PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL DOS DIREITOS DA MULHER: IGUALDADE REAL DIFERENTE DA REALIDADE FÁTICA”
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POR QUE AINDA LUTAMOS
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RACHEL MACEDO ROCHA
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Monografia apresentada para fins de concurso de monografia da Ordem dos Advogados do Brasil Secção de São Paulo
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São Paulo – Outubro/2007
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Escritora publica caderno poético de forma artesanal

Cultura
por Alexandre Takazawa
20/09/2007


Poesia. A forma artística de expressar o pensamento e o sentimento. E esta forma de expressão pode ocorrer dando plasticidade ao poema. Foi o que fez a escritora Rosângela Ampudia, que confeccionou de forma artesanal seu primeiro Caderno Poético.
Ela disse que os poemas foram escritos durante cinco anos, mas sem nenhuma pretensão de se transformarem em uma publicação. Rosangela escrevia mais textos para o teatro, principalmente em Ourinhos, onde atuava em um projeto. "Eu mesma que escrevia as peças que encenávamos e acabei desenvolvendo bem a escrita", relembra.
Quando veio para Assis, continuou no meio teatral e, na verdade, continua até hoje, com o grupo Casa do Ator, mas, na época, tinha o grupo Mensageiros. Ela conheceu o radialista e escritor Márcio Ribeiro, autor do livro infantil "Cozida – A Sementinha Dorminhoca". "Eu pedi a autorização do Márcio e então adaptamos o livro para o teatro e criamos uma peça infantil", conta.


A escritora já tinha algumas poesias prontas, as quais ela classificou como um desabafo. "Eu estava passando por um momento difícil em minha vida e escrevi então uma espécie de diário. Na verdade, acabei me 'escondendo' na poesia'", analisa. Márcio Ribeiro teve acesso a esses escritos de Rosangela e perguntou se ela estava preparando um livro de poesias. "Eu disse que não, mas ele me incentivou a publicá-los".

A escritora então foi à luta. Ela própria digitou, imprimiu, xerocou e encadernou as poesias. O interessante é que tudo foi feito de maneira artesanal. Cada poema foi impresso com uma tipografia, de acordo com o que cada um expressa. As páginas foram decoradas com ilustrações feitas pela própria autora com lápis de cor e giz de cera, além de pétalas de rosa coladas. "Cada ilustração e adorno do poema possuem uma simbologia", explica.

O caderno é dividido, segundo a escritora, em três focos poéticos: "Divagando entre palavras e sentimentos", "Homenagens" e "Plantando na aorta". "Os poemas não estão necessariamente separados cronologicamente. Eu escrevia apenas quando estava a fim; então, durante estes cinco anos, havia momentos em que escrevia todos os dias, mas cheguei a ficar quase um ano sem escrever nada", relata Rosangela. A escritora irá confeccionar outros 50 Cadernos Poéticos, mas disse que pretende editar o livro em uma gráfica, sem, no entanto, perder o seu espírito inicial, que é a originalidade e a característica própria de cada peoma, por meio dos formatos das letras e das ilustrações.


fonte: http://www.assisnoticias.com.br/redir.php?show=ver_noticia.php&cod_noticia=2140&cod_assunto=9
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"Amanhã eu não quero confundir atração sexual com ilusões de amor puro..."

Você me dá muito pouco
E eu vou embora
O que você me deu
Vou jogar fora
O que presta pra mim
É afeição
Eu vou tentar ser bem mais competente
Na escolha da próxima paixão
Meu bem
Próxima paixão, meu bem
Próxima paixão, meu bem
Próxima
Próxima
Próxima

Eu quero alguém bem melhor
E mais bonito
Alguém que nem você eu não preciso
O resultado disso é solidão
Eu vou tentar ser bem mais competente
Na escolha da próxima paixão
Meu bem
Próxima paixão, meu bem
Próxima paixão, meu bem
Próxima
Próxima
Próxima

Não chore homem...

Mas as coisas não são assim
Não é vovó?
São coisas que a gente não escolhe nunca
As coisas do coração
Não é vovó?
Elas são como são ou a gente muda?

Amanhã eu não quero confundir
Atração sexual com ilusões de amor puro

Não chore homem...



“Não Chore Homem”
Vanessa Da Mata

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"Pichações de Luz"





19 Outubro 2007

SATYRIANAS 2007 – Registro Fotográfico by ´Pupo´

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http://www.pupophotography.com/PUPO%20GALLERIES%20TEATRO/Teatro.html
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Recebi esse link sem os créditos do fotógrafo. Agora estou corrigindo isso:

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Maria Clara,
A foto é minha Jorge Luis Álvarez http://www.pupophotography.com/biography%20potuguese.htm
Pupo (aparece no site ( Pupo 2005-2007© All Rights Reserved). Obrigado pela preferência, (aceito consultas prévias).
Slds,
Pupo

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25 Outubro, 2007 10:29
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"...viver é sempre complicado, e sempre bonito." - Otávio Martins (para Ivam Cabral)

Otávio e Paulo

Otávio Martins escreveu às 12h40:

Não consegui dormir ainda, Ivam.
Saí da Pilha de Pratos dia claro, e não dormi.
Precisei chorar, precisava escrever.

Eu não gosto de velórios.
Nunca gostei.
Prefiro chorar sozinho.
A solidão é um fator essencial na tristeza.
Mas tristeza de quê, se a gente sabe que morre?
A minha tristeza vem de um vazio, do horror de acordar no dia seguinte com a certeza de não encontrar mais aquele ser, humano.
É um oco incômodo, são os órgãos se batendo dentro do corpo, é muito ar onde antes havia carne.
Muito ar.
E o que a gente faz com esse ar?
Pra onde a gente sopra quando sabe que esse ar vai continuar existindo como um vácuo, que aos poucos diminui até virar uma saudade acompanhada de sorriso?
Cada cultura tem seu ritual para a morte.
A minha cultura é a do palco, por excelência.
A cultura do Paulo também, por excelência.
Dia 12 de outubro estranho, esse.
Dia de Nossa Senhora, Dia das Crianças, Dia de Satyrianas, dia de homenagem ao Paulo nas Satyrianas, dia de praia de feriado.
E aí a gente descobre como viver é sempre complicado, e sempre bonito.
Dia 12 de outubro foi longo, muitas coisas acontecendo na praça Roosevelt, muitas pessoas dependiam de mim, que por um instante pensei querer desistir, pra chorar, pra ficar sozinho num canto lendo o ar escuro.
Impossível não pensar no Paulo, o tempo todo.
Quando a tela do UOL se atualizou e veio a foto, eu gelei.
Nesse momento, eu ouvia “Âmbar”, com a Maria Bethânia, poderosa.
As lágrimas escapam só com a lembrança da música.
Ta tudo aceso em mim, ta tudo assim tão claro, ta tudo brilhando em mim, tudo ligado, como se eu fosse um morro iluminado por âmbar elétrico que vazasse nos prédios, e banhasse a Lagoa até São Conrado, e ganhasse as Canoas aqui pro outro lado.
Tudo plugado, tudo me ardendo.
Ta tudo assim queimando em mim, como salva de fogos, desde que sim, eu vim morar nos seus olhos.
Ontem parei na frente da Assembléia Legislativa, e não consegui sair do carro.
O Paulo não era Autran pra mim, era Paulo.
O Paulo.
Um dos grandes privilégios da minha vida foi o de poder ligar pra casa dele pra falar um “oi”, e ele atender.
“Oi, meu nego.”
Oi, Paulo.
E de repente, eu ali, parado dentro do carro, olhando a Assembléia Legislativa, paralisado.
Alguém que eu não lembro passou por mim, parou, fez um sinal de te vejo lá dentro.
Não respondi.
Não era pra reverenciar o mito, era chorar um amigo.
Não consegui sair do carro.
Dei a partida, voltei à praça Roosevelt, com pessoas em ebulição.
E ele estava lá.
Em todos os lugares, em todos os cartazes, nas caras das pessoas, nas conversas de roda, nos goles de cerveja, em aplausos antes da apresentação de cada espetáculo.
As pessoas se perguntavam, o tempo todo, qual a melhor homenagem.
E que melhor homenagem do que essa coletiva, das pessoas se perguntarem qual a melhor homenagem, dentro de um evento que é teatro na sua essência?
A melhor homenagem era aquilo: a praça lotada, os teatros lotados, como as platéias das peças dele, e todos ali falando dele, da performance dele.
O protagonista, como sempre, era o Paulo.
Fiz três espetáculos ontem, nas Satyrianas.
Era a única coisa que eu podia fazer.
Recebi mensagens no celular dos amigos que sabem do meu amor por ele.
Como um viúvo, lia cada um com um misto de carinho e enfado.
Carinho pelo amor que os amigos têm um pelo outro na dor.
Enfado porque a dor cansa.
Tudo ligado, tudo me ardendo.
Fui embora da praça às quinze pras seis da manhã, quando terminou “Uma Pilha de Pratos na Cozinha”, platéia lotada, dia claro.
Passo na frente da Assembléia de novo, e de novo não entro.
Não vou dizer adeus.
Não quero.
Ta tudo assim queimando em mim, como salva de fogos, desde que sim, eu vim morar nos seus olhos.


Otávio Martins
13/10/2007


Escrito por Ivam Cabral às 14h05
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PAULO AUTRAN * por Sérgio Salvia Coelho

Paulo Autran será sempre a referência do ator brasileiro. Foi o homem certo na hora certa, em vários momentos chave. Quando o Teatro Brasileiro de Comédia precisou de um galã, foi buscá-lo no jovem advogado que, dois anos antes, em 1949, estreou como Zeus, já atraindo todas as atenções, em ‘Um Deus Dormiu Lá em Casa‘, no Teatro Copacabana. De Otelo ao Avarento, viabilizou o repertório clássico, e estava sempre atento aos diretores, dramaturgos e atores novos.

¦Talvez de sua formação de advogado tenha vindo seu amor pela palavra clara, pelo gesto elegante, pela persuasão serena. Quem teve o privilégio de vê-lo em cena guarda, independente da qualidade do texto, a memória viva de sua inteligência, sem nunca perder a discrição nem o contato com o colega.

¦Tido como vaidoso, nunca era fútil: tinha um orgulho imenso de sua profissão, sempre atento para que ela não fosse subestimada. Na sabatina da Folha, no ano passado, lamentou que a crítica não pudesse se dedicar mais à avaliação de cada entonação, limitando-se ao culto de personalidades.

Tendo sido formado por atores-diretores no TBC, soube enquanto diretor retribuir a generosidade, exigindo marcas precisas, valorizando o ator antes do espetáculo. Interessava-se por um tema, sem se preocupar se seria sucesso – basta citar as várias vezes que voltou, enquanto ator e diretor, a encenar os “Seis Personagens em Busca de um Autor”, de Pirandello.

Sua técnica apurada ao longo de décadas, por uma dedicação constante, guardava um selo de qualidade de outros tempos, nos quais o teatro era a grande mídia. Talvez a televisão nunca tenha sabido aproveitar o seu talento, e sempre o sub-utilizou - mas suas poucas e não tão boas participações foram suficientes para alastrar seu prestígio por todo o país.

Mas Paulo Autran não era apenas um nome, nem mesmo um rosto: era uma paixão em cena. Usasse ele as cartas que tinha na manga ou se aventurasse por caminhos novos, nunca deixava de transparecer o prazer que tinha ao interpretar. Era emocionante, no último ato do ‘Avarento‘, sua última montagem, vê-lo sentando em cena assistindo seus colegas: uma generosidade não só com os jovens parceiros mas com sua profissão.

¦Deixa assim um modelo inequívoco de como deve ser um ator: culto, estudioso, capaz de traduzir os textos estrangeiros que garimpa, capaz de dirigir seus colegas sem impor seu estilo pessoal, sempre atento ao que acontece nos palcos do mundo, seja na Broadway ou na praça Roosevelt, que freqüentava também, e que agora lhe faz uma homenagem não planejada como póstuma.

¦Apesar de tantas décadas de serviço, não deixa a impressão de uma carreira consumada: tinha uma grande pilha de textos na gaveta, e uma fila na bilheteria sempre pronta a ser formada. Pena que a imortalidade que advém do talento seja apenas simbólica. Paulo Autran atravessaria o novo século sem se esgotar, sempre se reinventando, sempre redescobrindo o prazer de estar em cena. Talvez a melhor homenagem a Paulo seja considerar Hamlet sua grande criação: uma montagem que ainda não tinha feito.

¦Não são poucos, felizmente, os que seguram o bastão nessa dura corrida de revezamento que é o teatro brasileiro. Uma corrida sem chegada, na qual a vitória não é a do primeiro apenas, mas de todos os que galvanizam a platéia com o prazer do corpo em movimento. A vida de Paulo Autran sempre foi o teatro. Então, Paulo Autran não morrerá nunca

Sérgio Salvia Coelho
12/10/2007




* A foto mais bonita do Paulo que encontrei é do blog do Laerte. Linda.
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Descobrindo

Me acho bonita também...

Eu quero ser bonita para mim também.



Tem coisas que a gente demora tanto pra aprender. Quase uma vida..
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18 Outubro 2007

redenção

eu sou forte mas não sou duas.
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docemente

“Oh! sejamos pornográficos (docemente pornográficos)”


Carlos Drummond de Andrade
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17 Outubro 2007

do blog do mário...

* a cléo está no elenco, e o paulo neto está fazendo outro filme com o mojica marins.
meus amigos. que além de talentosos são lindos! : )
beijos e rosas com saudades...
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ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO












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Já está na rede o trailer do filme "Encarnação do Demônio" do Zé do Caixão. Alguns amigos estão no filme (Milhen, Cléo, Nilsão). Me chamaram pra fazer parte do elenco, mas infelizmente minha agenda não bateu. Ia ser divertido.

CLICA AQUI : http://www.tinyurl.com/32xsp4

Escrito por Mário Bortolotto
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vaidosa e egoísta. é isso que sou.
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Arrebatador


http://br.youtube.com/watch?v=h41XdpBheus

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Texto: Mário Bortolotto

Direção: Marcos Loureiro
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* Intenso e inesquecível. Teatro puro! Primeira direção do Loureiro.
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Uma honra assistir.




..(por algum motivo não consegui postar o vídeo aqui. então, segue o link.)

16 Outubro 2007

Marcio Scheel escreveu:

Constatação Quase Metafísica

a tristeza

é uma mulher
que não se pinta demais
não se perfuma demais
e nem bebe demais
para nos esperar.



Escrito por
fernanda d´umbra
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15 Outubro 2007

Caros amigos,

a missa de 7º dia do falecimento do Paulo Autran será nesta quinta feira – 18/outubro, às 11:00h na Igreja Nossa Senhora do Brasil.

Por favor, ajude a divulgar esta informação.



Escrito por Ivam Cabral às 15h26

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“E se ela chora num quarto de hotel. E se eu pudesse entrar na sua vida...”

Mas se eu gritasse uma só vez que fosse, talvez nunca mais pudesse parar. Se eu gritasse ninguém poderia fazer mais nada por mim; enquanto, se eu nunca revelar a minha carência, ninguém se assustará comigo e me ajudarão sem saber; mas só enquanto eu não assustar ninguém por ter saído dos regulamentos. Mas se souberem, assustam-se, nós que guardamos o grito em segredo inviolável. Se eu der o grito de alarme de estar viva, em mudez e dureza me arrastarão pois arrastam os que saem para fora do mundo possível, o ser excepcional é arrastado, o ser gritante.


Clarice Lispector
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11 Outubro 2007

lista de desejos:

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http://www.madamesher.com/
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10 Outubro 2007

Eu estava sacando no caixa eletrônico agora na hora do almoço quando olhei para o lado e ele estava olhando para mim. Continuei a sacar e quando terminei olhei de novo e ele também. Quando saí do caixa ele estava parado no meu caminho e quase trombei com ele. Ele me olhou e sorriu. Eu sorri. Mas eu estava de óculos escuros e não sei se ele viu o meu sorriso sem graça. Achei que ele fosse dizer alguma coisa mas ele não disse. Então segui caminho desejando que ele viesse atrás de mim ou me chamasse. Ele não veio. E eu continuei com uma espécie de dor no coração que está aqui até agora. Por eu não ter conseguido dizer uma única palavra com duas letras: ´oi´. Para o menino-moço de olhos morenos e camiseta verde que eu nunca vi nem sei se verei novamente. Que fez tudo certinho e agiu como eu sempre espero que um homem deva agir e nunca acontece. E eu, por burrice ou medo disfarçado, não soube fazer a minha parte que era tão pequena. E agora só me resta escrever aqui e esperar essa dor passar...
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09 Outubro 2007

Gata Borralheira vai à Odisséia...



Nos dias 12, 13 e 14 de outubro estarei em Sampa, nas ´Satyrianas´...



06 Outubro 2007

Eu gosto de pele. Eu gosto de dormir sentindo a pele de outra pessoa. Como os gatos. Que gostam da minha. E ronronam. Gosto de sentir o calor dos corpos. E eu gosto também da minha pele. De me sentir. De me ver. É bonito quando abaixo a cabeça e olho sobre mim mesma. Os arabescos da mulher que sou eu. A mulher é feita de arabescos. Esculpidos na areia por mãos indecifráveis. Que ainda não me encontraram. E me buscam: as formas da Leviatã Pudorada.

A pele é o órgão que cobre o intangível que somos. A pele é o portal que nos permite transpor uns aos outros. A pele torna possível. O Amor. Na forma inexplicável. Somos seres de Alma e Pele. De espuma encantada e areia flutuante. É preciso tocar a areia com os pés descalços. Para viver a plenitude do mar.


06.10.07 – 11:09
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05 Outubro 2007

Para quem vai às ´Satyrianas´, duas dicas de hotel:

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http://www.buenashoteis.com.br/joamar.htm


http://www.hostel.com.br/
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´Satyrianas´, Homérica!

Programação completa do evento

Dia 11/10, Quinta-Feira

16h00 – "Panteon dos Orixás" (dança), Grupo Ilú Obá de Min – local: Praça Roosevelt
17h00 – "As árveres somos nozes" (teatro), Grupo Kd eu, local: Espaço dos Satyros Um
17h00 – "Coração do Boxeador" (teatro), Grupo Paidéia, local: Espaço dos Satyros Dois
17h00 – "Nada de Novo" (teatro), Grupo Parlapatões, local: Praça Roosevelt
17h30 – "Massa" (dança), Célia Gouveia Grupo de Dança, local: Praça Roosevelt
18h00 – "Vestir o Pai" (teatro), Grupo Pequeno Teatro das Inquietações, local: Satyros Pantanal
19h00 – "Diários da Sede" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
19h00 – "Quando as Máquinas Páram" (teatro), Grupo TUSP, local: Teatro TUSP
20h00 – "Assim é" (vídeo), local: Satyros Pantanal
20h00 – "Orestéia - o canto do Bode" (teatro), Grupo Folias, local: Galpão do Folias
21h00 – "Sexo Oral" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
21h00 – "Delicadeza" (teatro), Grupo Kuringa, local: Espaço dos Satyros Dois
21h00 – "Eu Odeio Kombi" (teatro), local: Espaço Parlapatões
21h00 – "As histórias dos Amores Difíceis" (teatro), Grupo Simples de Teatro, local: Teatro do Ator
21h00 – "Cadeira Falando" (teatro), local: Teatro da Vila
21h30 – "Fuga Fora do Tempo" (dança), Cia. Corpos Nômades, local: Companhia Corpos Nômades
22h30 – "Lesão Cerebral" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
23h00 – "Abo" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
23h00 – "Prego na Testa" (teatro), local: Espaço Parlapatões
24h00 – "Primeiro Amor" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
24h00 – "Uma Lição Difícil de Esquecer" (teatro), local: Teatro do Ator


Dia 12/10, Sexta-Feira

01h00 – "Assim é" (vídeo), local: Satyros Pantanal
01h00 – "Noite da Panelada" (teatro), local: Espaço Parlapatões
01h30 – "Psicose 4h48" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
01h30 – "Trinta Anos, Três Anas" (teatro), local: Teatro do Ator
02h00 – "Deve ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
02h30 – "Ajeitando o Saccro" (teatro), local: Espaço Parlapatões
03h00 – "Beckett in White" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
03h00 – "Sinfonia Patética" (teatro), Cia.de Orquestração Cênica, local: Espaço dos Satyros Dois
03h00 – "Um Año de Amor" (teatro), local: Teatro do Ator
03h30 – "O Homem que queria ser Rita Cadilac" (teatro), local: Espaço Parlapatões
04h30 – "O Homem do Beijo Diferente" (teatro), Cia. Artera, local: Espaço dos Satyros Dois
05h00 – "Cântico dos Cânticos" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
05h30 – "Inevitável" (teatro), Cia Nem Nome Tem, local: Espaço dos Satyros Dois
10h00 – Café Literário (encontro literário), local: Espaço dos Satyros Um
15h00 – "Visitando Arrabal" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
15h00 – "Ensaio Aberto" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
16h00 – "Amor e Traição: um Olhar Sobre o Tema" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
16h00 – "HIV" (teatro), local: Satyros Pantanal
16h00 – "Eu Experimento" (teatro), local: Praça Roosevelt
17h00 – "Negro de Estimação" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
18h00 – "Memórias da Rua" (teatro), Cia Barracão, local: Espaço dos Satyros Um
19h00 – "Moscarda" (teatro), local: Teatro do Ator
19h00 – "Navalha na Carne" (teatro), Grupo TUSP, local: TUSP
20h00 – "Assim Parece" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
20h00 – "Cidadão de Papel" (teatro), local: Teatro da Vila
20h00 – "Orestéia – O Canto do Bode" (teatro), Grupo Folias, local: Galpão do Folias
21h00 – "Delicadeza" (teatro), Grupo Kuringa, local: Espaço dos Satyros Dois
21h00 – "Eu Odeio Kombi" (teatro), local: Espaço Parlapatões
21h00 – "Quatro Num Quarto" (teatro), local: Studio 184
21h30 – "Só as Gordas São Felizes" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
21h30 – "Fuga Fora do Tempo" (dança), Cia Corpos Nômades, local: Companhia Corpos Nômades
22h00 – "Textículos" (teatro), local: Next
22h30 – "Carina está Viva" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
22h30 – "Comediantes em Pé de Guerra" (teatro), local: Espaço Parlapatões
23h00 – "Caetaneando" (teatro), local: Teatro do Ator
24h00 – "O Santo Parto" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
24h00 – "Últimas Notícias de uma História só" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
24h00 – "O Holandês" (teatro), local: Teatro da Vila


Dia 13/10 Sábado

01h00 – "Documentário" (teatro), local: Satyros Pantanal
01h30 – "Tânato e Afrodite" (teatro), local: Teatro do Ator
02h00 – "Atos de Violência" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
02h00 – "As Feras" (teatro), Cia. Sujeitos de Cena, local: Espaço dos Satyros Dois
02h00 – "Proibido para Menores" (teatro), local: Espaço Parlapatões
03h30 – "Um Pilha de pratos na Cozinha" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
04h00 – "CEP 20.000" (teatro-música-literatura-poesia), local: Espaço dos Satyros Dois
04h00 – "Hotel Lancaster" (teatro), local: Espaço Parlapatões
04h00 – "Imagine se o Céu fosse Vermelho" (teatro), local: Teatro do Ator
05h00 – "Coração Dark Room" (teatro), Cia. Artera, local: Espaço dos Satyros Um
10h00 – Café Literário (encontro literário), local: Espaço dos Satyros Um
12h00 – Brunch Literário (encontro literário), local: Teatro da Vila
15h00 – "Retratos" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
15h00 – "Ensaio de Marat Sade" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
15h00 – "Almanaque de Araque" (teatro), local: Teatro da Vila
16h00 – "Folclore" (dança), Cia. Embu das Artes, local: Praça Roosevelt
16h00 – "Tem Gato na Tuba" (teatro), local: Espaço Parlapatões
16h00 – "O Dia das Crianças" (teatro), local: Teatro Bibi Ferreira
16h00 – "Contrário da Dor" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
16h00 – "Domingo no Parque" (teatro de rua), Grupo Núcleo Experimental do Faroeste, local: Praça Roosevelt
16h30 – "Armadilha" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
17h00 – "Comendo Ovos" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
17h00 – "Ervilha Sapo Júnior" (teatro), local: Teatro da Vila
18h00 – "Pater" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
18h00 – "El Truco" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
18h00 – "Achados e Perdidos" (teatro), local: Teatro da Vila
18h00 – "Banda Paralela" (teatro), local: Espaço Parlapatões
18h00 – "Eduardo, Mônika, Renato e Etc e Tal" (teatro), local: Studio 184
18h00 – "Tia" (teatro), local: Teatro do Ator
19h00 – "Bate Papo" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
19h00 – "Quando as Máquinas Páram" (teatro), local: TUSP
20h00 – "A Lente" (teatro), local: Satyros Pantanal
20h00 – "Cidadão de Papel" (teatro), local: Teatro da Vila
20h00 – Sarau de Poesia, local: Espaço Parlapatões
20h00 – "A Casa do Gaspar" (teatro), local: Teatro Vento Forte
20h00 – "Duo Jazz", com Silvia Altieri (música), local: Next
20h30 – "Roxo" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
20h30 – "Os 120 Dias de Sodoma" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
21h00 – "Chorinho" (teatro), local: Espaço Parlapatões
21h00 – "Quatro Num Quarto" (teatro), local: Studio 184
21h00 – Homenagem a Paulo Autran, local: Espaço dos Satyros Um
21h30 – "Os Pais" (teatro), local: Next
21h30 – "Fuga Fora do Tempo" (dança), Cia. Corpos Nômades, local: Companhia Corpos Nômades
22h00 – "Moritz, Eletrodomésticos" (teatro), local: Teatro da Vila
22h30 – "As Gêmeas" (teatro), local: Espaço Parlapatões
23h00 – "Disk Ofensa" (teatro), Cia. Milionária de Teatro, local: Espaço dos Satyros Um
23h00 – "Hébigode" (performance), local: Espaço dos Satyros Dois
23h00 – "Poemas" (teatro), local: Satyros Pantanal
24h00 – "O Santo Parto" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
24h00 – "Últimas Notícias de uma História só" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
24h00 – "O Holandês" (teatro), local: Teatro da Vila
24h00 – "A Refeição" (teatro), local: Espaço Parlapatões
24h00 – "Eduardo, Mônika, Renato e Etc e Tal" (teatro), local: Studio 184
24h00 – "Rir é o Melhor Remédio" (teatro), local: Teatro do Ator


Dia 14/10 Domingo

02h00 – "I(n) Pessoa(l)" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
02h:00 – "Marinheiros" (teatro), Cia Anjos Pornográficos, local: Espaço dos Satyros Dois
02h00 – "Nada de Novo" (teatro), local: Espaço Parlapatões
03h00 – "Uma Noite com Tchekov" (teatro), local: Teatro do Ator
04h00 – "O eu e o Nada" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
04h00 – "Show de Boate" (show de bizarrices), local: Espaço dos Satyros Dois
04h00 – "Hotel Lancaster" (teatro), local: Espaço Parlapatões
10h00 – Café Literário (encontro literário), local: Espaço dos Satyros Um
11h00 – "A Pipa e a Flor" (teatro), local: Teatro da Vila
12h00 – Brunch Literário (encontro literário), local: Teatro da Vila
13h00 – "Retratos" (teatro), local: Satyros Pantanal
15h00 – Leitura dramática – autor: Luciano Mazza – local: Espaço dos Satyros Dois
15h00 – "Almanaque de Araque" (teatro), local: Teatro da Vila
16h00 – Homenagem a Lauro César Muniz, local: Museu da Língua Portuguesa
16h00 – "Domingo no Parque" (teatro), local: Praça Roosevelt
15h00 – "Montagens Enlouquecidas" (teatro), Equipe Técnica dos Satyros, local: Espaço dos Satyros Dois
16h00 – "Amores Dissecados" (teatro), Teatro Insano, local: Espaço dos Satyros Um
16h00 – "O Dia das Crianças" (teatro), local: Teatro Bibi Ferreira
17h00 – "Ervilha Sapo Júnior" (teatro), local: Teatro da Vila
18h00 – "El Truco" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
18h00 – Apresentação da Orquestra Arte Nobre (música), local: Satyros Pantanal
18h00 – "Cidadão de Papel" (teatro), local: Teatro da Vila
18h00 – "Nosso Lar" (teatro), local: Teatro do Ator
18h30 – "Bate Papo" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
19h00 – "Samba Canção", com Silvia Altieri (música), local: Next
19h00- "Navalha na Carne" (teatro), local: TUSP
19h00 – "Achados e Perdidos" (teatro), local: Teatro da Vila
19h00 – "A Casa do Gaspar" (teatro), local: Teatro Vento Forte
19h00 – "Risadas Gravadas" (teatro), local: Teatro Alfredo Mesquita
20h00 – "Roxo" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
20h30 – "Os 120 Dias de Sodoma" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
20h30 – "Quatro Num Quarto" (teatro), local: Studio 184
20h30 – "Fuga Fora do Tempo" (dança), Cia. Corpos Nômades, local: Companhia Corpos Nômades
21h00 – "Esvaziamento" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
21h00 – Vanessa Bumagny e Nô Stopa (música), local: Next
22h30 – "Deve ser do Caralho o carnaval em Bonifácio" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
23h00 – "Eles não usam Camisa de Força" (teatro), local: Espaço dos Satyros Dois
23h30 – "Jandira" (teatro), local: Espaço dos Satyros Um
24h00 – Festa de Encerramento – local: Next


E no DramaMix...

Quinta-Feira, 11 de Outubro

18h00 - “A Breve Interrupção”, de Gerald Thomas

19h00 - "O Amor em Tempos de Câmera", de Ana Rüsche

20h00 - "Cansei de Tomar Fanta", de Alberto Guzik

21h00 - "A-MA-LA", de Adelvane Néia e Naomi Silman

22h00 - “Olerê! Olará!”, de Dionísio Neto

23h00 - "Feliz Aniversário, Fabinho", de Sergio Roveri

24h00 – “Os Digitadores”, de Leo Lama


Sexta-Feira, 12 de Outubro

01h00 - “O Resto de nossas Vidas”, de Alex Gruli

02h00 – “A Memória dos Meninos”, de Lucianno Mazza

03h00 – “Efeito Fantasma”, de Roberto Alvim

04h00 – “O Prazer foi todo meu”, de Ed Anderson

05h00 – “Lá Fora”, de Nicolás Monastério

06h00 – “Fugindo”, de Rodrigo Contrera

07h00 – “Vinho Grego”, de Beatriz Vilas Boas

08h00 – “Vinte e Cinco Comprimidos”, de Sabina Anzuategui

09h00 – “Vende-se”, de Jucca Rodrigues

10h00 – “Ressaca”, de Bosco Brasil

11h00 – “Céu no Cio”, de Zita Woulpe

12h00 – “Duelo”, de João Nunes e Maurício de Almeida

13h00 – “Ela não é Loira”, de Milton Morales

14h00 – “Dia de Visita”, de Noemi Marinho

15h00 – “Ponta de Caneta”, de Solange Dias

16h00 – “Alguém Escreveu Isso”, de Bráulio Mantovani

17h00 – “Pivete”, de Renata Pallottini

18h00 – “Por Favor, Deixem-me Tentar Novamente”, de Antonio Rocco

19h00 – “Bordel Neon”, de Michel Fernandes

20h00 – “Maquiagem”, de Rafel Rocha Daud

21h00 – “Bem no Meio de Tudo”, de Hugo Possolo

22h00 – “Bico Fino”, de Celso Cruz

23h00 – “Passagens Noturnas”, de Vera de Sá

24h00 – “Alternativa”, de Célia Forte


Sábado, 13 de Outubro

01h00 – “Depois da Chuva”, de Otávio Martins

02h00 – “Édipo Rei”, de João Andreazzi

03h00 – “Tarcísio”, de Veronica Stigger

04h00 – “Ímpares”, de Gero Camilo

05h00 – “Sem Título”, de Joseph Sivieri

06h00 – “Vinte e Um”, de Lucia Carvalho

07h00 – “Charutos”, de Sergio Mello

08h00 – “Corpo Nu”, de Sergio Pires

09h00 – “Hora Extra”, de Marcos Gomes

10h00 – “Complexo Sistema de Enfraquecimento da Sensibilidade”, de Ruy Filho

11h00 – “Na Cozinha com a Autora”, de Paula Chagas

12h00 – “Alice”, de José Simões

13h00 – “Medo dos Vivos”, de Andréa Bassitt

14h00 – “Respeitável Público”, de Fabio Torres

15h00 – “Quando eu era Criança”, de Duílio Ferronato

16h00 – “E Pode?”, de Alexandre Caetano

17h00 – "Literatura Contemporânea". de Fernando Bonassi

18h00 – “Laranja Vermelha”, de Germano Pereira

19h00 – “O meu Vira-Latas só ouve Be-Bop”, de Jarbas Capusso

20h00 – “Meu Segredo”, de Marta Góes

21h00 – “Segredos”, de Marici Salomão

22h00 – “Querida Filha”, de Cristina Mutarelli

23h00 – “Cine Bijou”, de Mário Viana

24h00 – “Folheto”, de Érika Riedel


Domindo, 14 de Outubro

01h00 – “Playmobil”, de Beatriz Carolina Gonçalves

02h00 – “Cavalo”, de Eduardo Sterzi

03h00 – “Bem de Longe eu Ouço esse Bolero”, de João Fábio Cabral

04h00 – “Sad Christmas”, de Mário Bortolotto

05h00 – “Sem Gelo”, de Zen Salles

06h00 – “Safári na Favela”, de Eduardo Duó

07h00 – “Um Chá”, de Priscila Nicolielo

08h00 – “Uroborus”, de Rui Xavier

09h00 – “Abre Alas”, de Marilia Toledo

10h00 – “Beatriz”, de Renato Andrade

11h00 – “Entre com Cuidado no Amarelo Piscante”, de Roberto Moreno

12h00 – “Fotografia Rasgada”, de Luis Marra

13h00 – “Foi no Carnaval que Passou”, de Paulo Ribeiro

14h00 – “Ruído”, de Rubens Rewald e Priscila Nicolielo

15h00 – “Amália, Camille, Evita e as Duas Sargentas”, de Mauricio Paroni de Castro

16h00 – “Fragmento de um Naufrágio”, de Claudia Vasconcellos

17h00 – “A História Dela”, de Gabriela Mellão

18h00 – “Ensaio para Quarta de Cinzas”, de Claudia Pucci

19h00 – “Milos e Evic”, de Rogério Toscano

20h00 – “Trancado no Camarim”, de Marcos Ferraz

21h00 – “Pequenos Furtos”, de Contardo Calligaris

22h00 – “Tosca”, de João Luiz Samapio

23h00 – “A Deliciosa Boca do Inferno”, de Lauro César Muniz


Locais:

– Espaço dos Satyros Um - Praça Roosevelt, 214 Consolação – Tel. 3258 6345
– Espaço dos Satyros Dois - Praça Roosevelt, 134 Consolação – Tel. 3258 6345
– Espaço dos Satyros Pantanal - Rua Vistosa Madre de Deus, 40B Jardim Pantanal – Tel. 3258 6345
– Teatro da Vila - Rua Jericó, 256 Vila Madalena – Tel. 3258 6345
– Espaço Parlapatões – Praça Roosevelt, 158 Consolação – 3258 4449
– Teatro do Ator – Praça Roosevelt, 172 – Tel. 3257 2264
– Teatro Studio, 184 – Praça Roosevelt, 184 – Tel. 3259 6940
– Galpão do Folias – Rua Ana Cintra, 213 Santa Cecília – Tel. 3361 2223
– Teatro Bibi Ferreira – Av. Brig. Luiz Antonio, 931 Bela Vista – Tel. 3105 3129
– Next – Rua Rego Freitas, 454 Vila Buarque – Tel. 3106 9636
– Teatro Vento Forte – Rua Brig. Haroldo Veloso, 150 Itaim Bibi – Tel. 3078 1072
– Tusp – Rua Maria Antonia, 294 Vila Buarque – Tel. 3255 7182 ramal 41 e 42
– Teatro Alfredo Mesquita – Av. Santos Dumont, 1770 Santana – Tel. 6221 3657
– Companhia Corpos Nômades – Rua Augusta, 325 Consolação – Tel. 3237 3224
– Museu da Língua Portuguesa – Praça da Luz, s/no. Centro – Tel. 3326 0775
– DramaMix – Tenda armada na Praça Roosevelt - Tel. 3258 6345



companhia de teatro os satyros
Espaço Um - praça roosevelt, 214 - CEP 01303-020 são paulo/sp - tel. (11) 3258 6345
Espaço Dois - praça roosevelt, 124 - CEP 01303-020 são paulo/sp - tel. (11) 3258 6345

http://satyros.uol.com.br/

04 Outubro 2007

eu quero uma janela. eu quero um céu.
.
.
.

"Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora. Eu queria ser trapezista, minha paixão era o trapézio.

Me atirava do alto na certeza de que alguém segurava minhas mãos, não me deixando cair. Era lindo mas eu morria de medo. Tinha medo de tudo quase: Cinema, Parque de Diversão, de Circo, Ciganos...

Aquela gente encantada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo: do que não ficava pra sempre.”


"Era uma vez"
Antônio Bivar

filme do dani




estréia amanhã


MERDA!!!
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em cartaz


+ ´satyrianas´ (do blog do ivameuamor)


03 Outubro 2007

Personagens da Vida da Praça Roosevelt...

“Adega dos Anjos”


Sexta-feira, dia 05/10/2007, estréia a peça “Adega dos Anjos”. O novo espetáculo dos meus amigos Chico Ribas e Júlio Carrara.

Texto e direção de Júlio Carrara.
Com: Chico Ribas, Priscila Clemente, Taís Martincowski, Daniel Corrêa, Rhobson Del Kishall, Pedro Zacarias, João Attuy e Thiago Kozonoi.

Todas as sextas-feiras, às 22h00, no ´Espaço das Artes´, que fica na Rua Domingo de Morais, 1497, Sampa (em frente ao metrô Vila Mariana - saída pela Madre Cabrini).

Ingressos: R$ 20,00 (meia para estudantes, idosos, classe artística, professores e moradores do bairro com comprovante de residência)Duração: 90 minutosCapacidade: 40 lugaresRecomendação: 18 anosInformações e Reservas : (11) 5083.3467

Até dia 14 de Dezembro.

As fotos, que já mostram um pouco da beleza desse espetáculo, são da Raquel Espírito Santo.
E a Déa será responsável pela operação do som. ;)

Se vocês querem ver um anjo em cena, assistam o espetáculo e vejam Chico Ribas...

MERDA!!!





* Passei o final de semana ouvindo VANESSA DA MATA. Acho a Vanessa da Mata o bom gosto em forma de gente. Sofisticada, da cabeça aos pés. Linda, das letras aos cabelos. E esse bolerinho... Ai, meu deus!


Um homem bonito assim
O que quer de mim
O que ele fará comigo?
Um homem bonito que planos
O que Deus me deu
E que ele fará com os seus
Braços de amansar desejos
Boca de beijo
Corpo de tocar
Meu coração muito tonto
Quer sair de mim

Olhos flechando meus zelos
Bem que o meu corpo já me mostrava
Tentação das mais safadas
Sem dor sem penar

Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais seria

Um homem bonito assim
O que quer de mim
O que ele fará comigo
Um homem bonito que planos
O que Deus me deu
E o que ele fará com os seus
Braços de arrancar desejos
Olhos de gato
Sabor de hortelã
Meu coração muito louco
Quer chegar-se em mim

Olhos flechando os meus zelos
Bem que o meu corpo já me mostrava
Conclusão das mais safadas
Sem dor sem penar

Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais seria
Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém maïs


"Meu Deus"
Vanessa Da Mata


"Meu Deus" - Vanessa Da Mata

02 Outubro 2007


01 Outubro 2007

Satyrianas, uma Saudação à Primavera

80 Horas de Atividades Ininterruptas
de 11 a 14 de outubro de 2007


"As Satyrianas" deste ano trazem o DramaMix, um projeto que reúne 78 dramaturgos que escreveram textos especialmente para o evento; além de concentrar mais de 200 apresentações de peças teatrais de acesso livre ao público

Entre os dias 11 a 14 de outubro, a Companhia de Teatro Os Satyros promove o evento "Satyrianas, uma Saudação à Primavera", em comemoração ao 18º. aniversário de sua fundação. Como nas edições anteriores, o evento será uma vigília cultural. Nesta edição contará com 80 horas de atividades ininterruptas, ao contrário das outras edições que duravam 78 horas. A abertura do evento será na quinta, dia 11, às 16h00 na Praça Roosevelt.

É a 8a. edição das Satyrianas, sendo a 7a. a ser realizada em São Paulo. A primeira foi organizada em 1991, quando Os Satyros administravam o Teatro Bela Vista, na rua Major Diogo, antes da companhia residir na Europa, onde permaneceu por 7 anos. Em 1998 Curitiba recebeu a 2a. edição das Satyrianas. Desde 2002, o evento vem sendo realizado anualmente em São Paulo.

Neste ano, vários espaços da cidade aderiram ao projeto do Satyros. As Satyrianas deixam de ser uma comemoração do grupo para se tornar um evento cultural da cidade de São Paulo, envolvendo artistas de várias expressões e de outras regiões do país. A edição deste ano promete envolver atividades de teatro, música, literatura, artes plásticas, cinema digital e performance em vários locais da cidade.

Como uma grande festa do teatro para a cidade de São Paulo, todos os eventos e espetáculos são de livre acesso, onde cada espectador define o valor de seu ingresso. Assim, as Satyrianas pode ser considerada o maior e mais popular evento teatral da cidade de São Paulo.

Além dos espaços administrados pelo grupo - Espaço dos Satyros Um, Espaço dos Satyros Dois, Espaço dos Satyros Pantanal e Teatro da Vila - participam do evento os seguintes teatros: Espaço Parlapatões, Teatro do Ator, Studio 184, Next, Teatro Vento Forte, Galpão do Folias, Teatro dos Arcos, Viga Espaço Cênico, e Museu da Língua Portuguesa.

Com o tema "O Ator e sua Personagem", as Satyrianas deste ano homenagearão dois grandes nomes da cena brasileira: o ator Paulo Autran e o dramaturgo Lauro César Muniz.

Paulo Autran será homenageado no Espaço dos Satyros Um, às 21h00 de sábado (13), e o dramaturgo Lauro César Muniz receberá homenagem às 16h00 de domingo (14) no Museu da Líingua Portuguesa.

A grande novidade desta edição das Satyrianas é o projeto DramaMix, concebido em parceria entre Os Satyros e o grupo Dramáticas em Cena, onde 78 dramaturgos foram convidados para desenvolverem seus textos que serão apresentados por mais de 200 atores, durante toda a extensão do evento, ininterruptamente.

A cada hora, em uma lona de circo montada especialmente para o evento na Praça Roosevelt, um novo espetáculo será apresentado. "A Breve Interrupção", com texto e direção de Gerald Thomas, abre o projeto na quinta, às 18h00, com interpretação de Alberto Guzik, Sergio Salvia Coelho e Edson Montenegro; e "A Deliciosa Boca do Inferno", de Lauro César Muniz, com Haroldo Costa Ferrari e Mariana Ximenez, encerra o DramaMix no domingo, à partir das 23h00.

As tardes, noites e madrugadas das Satyrianas estarão reservadas para apresentações de espetáculos teatrais. Mais de 200 apresentações de espetáculos teatrais, música e performance, destacando-se: "Primeiro Amor", "Uma Pilha de Pratos na Cozinha", "O Santo Parto" e "Os 120 Dias de Sodoma" (Espaço dos Satyros); "Cidadão de Papel" (Teatro da Vila); "Casa do Gaspar" (Teatro Vento Forte); "Orestéia" (Teatro Galpão do Folias); "Textículos" (Next); "Un Año de Amor" (Teatro do Ator); "Quatro num Quarto" (Studio 184); e "Prego na Testa", "Hotel Lancaster" e a recém-estreada "Chorinho" (Espaço Parlapatões).

A Satyrianas é co-patrocinada pelo Departamento de Expansão Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, da Prefeitura do Município de São Paulo.


FotoMix, 38 fotógrafos participam das Satyrianas

Liderado pelos fotógrafos Luciana Camargo e Flavio Sampaio, o FotoMix reunirá 38 fotógrafos que recolherão imagens das 80 horas das Satyrianas.

Divididos em turnos, os fotógrafos terão como objetivo recolher a "imagem definitiva" de seu período de trabalho. Ao final do evento, será organizada uma mostra com as 80 imagens das Satyrianas.


Dramaturgos participam do Café Literário

As Satyrianas amanhecem ao sabor da literatura dramática. Às 10h00 de sexta, sábado e domingo acontecerá, no Espaço dos Satyros Um, o "Café Literário" e estarão presentes os dramaturgos: Rodolfo García Vázquez, Reinaldo Maia, Sergio Roveri, Sergio de Carvalho, Newton Moreno, Fernando Bonassi, Mario Bortolotto, Marici Salomão, Rubens Rusche, Fabio de Souza Andrade, Silvana Garcia e Claudia Vasoncellos.


Meu Segredo

Durante todo o evento, Os Satyros distribuirão cartões postais em branco para o público em geral. O objetivo é recolher confidências das pessoas. Haverá várias urnas distribuídas pelos espaços onde acontecerão os eventos.

As pessoas não precisam assinar estes postais que servirão de base para a pesquisa de um trabalho que Os Satyros realizarão em 2008, intitulado "Hipóteses para o Amor e a Verdade".


O CEP 20000 desembarca nas Satyrianas

Como no ano passado, as Satyrianas receberão o projeto carioca "CEP 20000", idealizado pelo poeta Chacal. O CEP - Centro de Experimentação Poética - é um evento multimídia que acontece há 16 anos no Rio de Janeiro. O projeto revelou nomes importantes para a contemporânea arte da música e da performance como Michel Melamed, Chelpa Ferro, Pedro Luís e a Parede, Boato, Casé Peccini, Viviane Mosé, além de ter no palco João Gilberto Noll, Waly Salomão, Fausto Fawcett, Fernanda Abreu, Dado Villa Lobos, Deborah Colker, entre centenas de outros jovens artistas.

O CEP é um evento mensal que reúne em média 10 atrações entre poetas, bandas, performers, dança, vídeo e cenas. Já revelou 4 gerações de jovens poetas. Ganhou o prêmio "Urbanidade 2004" pelo IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil).

Nas Satyrianas, estarão presentes, além do próprio Chacal, os poetas: Pedro Rocha, Éber Inácio, o grupo Wanderleys, que se juntarão aos paulistanos Ademir Assunção, Mario Bortolotto, Marcelo Montenegro e a atriz Fernanda D'Umbra.


Satyrianas para crianças

Pela primeira vez as Satyrianas incluirá vários espetáculos infantis na sua programação, tornando-se também um programa ideal para a criançada. Fazem parte da grade de programação os espetáculos: "O Dia das Crianças" (Teatro Bibi Ferreira); e "Almanaque de Araque" e "Ervilha Sapo Junior" (Teatro da Vila).


Satyrianas de 2006, um balanço

Satyros estimam que 12 mil pessoas estiveram presentes na Satyrianas 2006. Destas 12 mil pessoas, 901 eram artistas que atuaram no evento. 532 atores se revezaram nas 48 apresentações teatrais, que contaram com 9 palcos. Mais de 30 técnicos auxiliaram nas montagens e desmontagens destes espetáculos.

6 teatros e uma biblioteca sediaram as Satyrianas: Espaço dos Satyros Um e Dois, Espaço Parlapatões, Next, Companhia do Feijão, Teatro Fábrica São Paulo e Biblioteca Mário de Andrade. Para as Satyrianas 2006, manteve-se o Espaço dos Satyros 1 e ½, que foi dedicado exclusivamente para a apresentação do projeto Uroborus.

Estima-se que 1.500 pessoas assistiram ao projeto Uroborus, a peça com 78 horas de duração, representada por 156 atores, a partir do texto "Ai de mim", de Nuno Ramos.

O evento não teve nenhuma das suas atividades canceladas, e 85% das apresentações tiveram suas lotações esgotadas. E pelo segundo ano consecutivo, o maior interesse do público foi para a peça “Show de Boate”, apresentada na madrugada de domingo, que se iniciou às 4h30, com um atraso de 30 minutos. 100 espectadores conseguiram assistir à apresentação que teve uma fila recorde de mais de 400 pessoas.

Nas Satyrianas, cada espectador decidiu o valor de seus ingressos. O maior valor foi pago para assistir ao espetáculo "Inocência", dos Satyros: R$ 33,00. O menor, R$ 0,05, foi pago por um espectador para ver "Cybernética", com a Cia. Camarim de Teatro.

Pela primeira vez, as Satyrianas tiveram cambistas nas portas dos teatros. No Espaço dos Satyros Dois, um espectador comprou 5 ingressos para assistir a "Os 120 Dias de Sodoma", a 1 real cada, e os revendeu a R$ 15,00 cada.

Emoções rolaram pelos cantos das Satyrianas. Na homenagem a Zé Celso, do Teatro Oficina, a atriz Patrícia Aguille cumpriu a promessa: surgiu, às 2h00 da madrugada de sexta, nua, montada num cavalo andaluz branco, sob os aplausos de uma platéia animada. O bardo do Oficina vinha atrás numa carruagem com alguns atores de "Os 120 Dias de Sodoma". Antes de adentrarem à Roosevelt, e ao passarem pela igreja da Consolação, Zé Celso cantou para o seu pai na porta da igreja.

Na homenagem a Fernando Peixoto, no domingo, o homenageado chorou emocionado. Comentário da atriz Sonia Loureiro, que trabalhou com Peixoto no Núcleo Dois do Teatro de Arena, nos anos 70: "Um marxista chorando! Um marxista chorando!"

A equipe dos Satyros é composta hoje por 24 artistas: 1 diretor, 13 atores, 1 assistente de direção, 1 secretária, 2 produtores e 6 técnicos. A estes artistas, juntaram-se mais 144 voluntários que fizeram plantão no Espaço dos Satyros 1 e 2 durante as 78 horas que durou as Satyrianas.


Serviço

Satyrianas - uma Saudação à Primavera

de 11 a 14 de Outubro de 2007
A programação completa do evento estará disponível no site http://www.satyros.com.br/ a partir do dia 5 de Outubro