31 Agosto 2007


nem jô soares. nem platéia. nem gente de todo lugar. um encantamento assustado. parecido como quando a gente olha aquela rosa no quintal, e não entende como é possível. e mesmo assim ama desesperadamente a beleza: Cléo De Páris.
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* foto laerte késsimos

A vida não é para amadores. A vida é para amantes.


Daniel Ribeiro



30 Agosto 2007

da memória



"Eu adoro essa sua maneira delicada e desconcertante de entrar dentro de mim. E me comer como se eu fosse a última ceia."



da Sina das Fadas

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uma garrafa de eu, por favor.
líquida.
sem gás.
o que a solidão faz.

o que a solidão traz.


fada verde



29 Agosto 2007

Satyros concorrem ao 3o. Prêmio Bravo! Prime de Cultura

29/08/2007

A revista Bravo! anunciou os indicados ao 3º Prêmio Bravo! Prime de Cultura pelos trabalhos produzidos entre agosto de 2006 e julho de 2007 nas categorias literatura, cinema, música, teatro, dança e artes plásticas.

O Espaço dos Satyros, o Sesc São Paulo e o Museu da Língua Portuguesa concorrem na categoria "Melhor Programação Cultural". Os livros "Macho não Ganha Flor", de Dalton Trevisan, "A Máquina de Ser", de João Gilberto Noll e "De Novo Nada", de Paulo Ferraz são os finalistas na categoria “Melhor Livro”. Na categoria "Melhor Espetáculo de Teatro" concorrem: "O Homem Provisório", de Cacá Carvalho, "Gaivota - Tema para um Conto Curto", de Enrique Diaz e "O Avarento", de Felipe Hirsch.

A Bravo! também premiará o Artista Prime do Ano que terá votação pela Internet. Concorrem nesta categoria: Ariano Suassuna, Caetano Veloso, Cao Hamburger, Manoel Carlos e Paulo Autran.

A premiação será no dia 1 de outubro, na Sala São Paulo. Mais informações no site: Bravooline - Prêmio Bravo!


Escrito por Ivam Cabral às 11h54


"A mim me Gustán las Muchachas Putanas" - Mario Bortolotto

Diva de OZ


"Phedra de Cordoba normalmente já pararia o trânsito. Às vésperas da 11° parada do orgulho gay então, a Avenida Paulista realmente parou para vê-la desfilar. A luz estava linda. Dois sóis se descortinavam deixando o calçamento de pedras portuguesas digno dos tijolos dourados de OZ. Phedra acenava para a multidão que gritava e assobiava enquanto esperava sua vez de atravessar em frente ao conjunto nacional.

Enquanto clicava, vi claramente em meu visor quando uma das fotos se destacou... tinha um quê de estátua da liberdade, dava glória ao movimento GLBT em meio ao palco de sua Paulicéia Desvairada. Phedra também sabia que a sessão tinha sido mágica e adorou ao ouvir que naquela tarde havia feito um dos retratos mais bonitos de minha curta carreira."



Foto e Poesia
by Leo Caobelli

Amores no Jô...

28/08/2007


Gravamos ontem a entrevista pro Jô. Vai ao ar na quinta ou na sexta. Foi bem engraçado. Foram dois blocos. No primeiro, eu e o Rodolfo. No segundo, juntaram-se a nós a Phedra, Nora, Cléo, Daniel, Laerte, Tiago e Penna. Uma festa. Tudo tão rápido, mas tão rápido que nem sei direito o que falamos. Uma bagunça nós, ali, naquele sofá. Mas o Jô é um querido. E foi de uma elegância surpreendente.



Ivam Cabral (meu Amor)



28 Agosto 2007


porque eu gostaria de lhe dizer meus cantos...

da espera


Disse-lhe, à Rosa, que isto não lhe ficava bem, desaparecer assim sem se justificar perante quem a esperava.
Sem levantar os olhos da mesa, levantando apenas a mão que segurava o cigarro mais queimado do que fumado, disse-me:
“Não me digas nada. Tem paciência. Estou a escrever um livro. O livro. Ou é este ou não será mais nenhum. Não me distraias, deixa-me conhecê-lo primeiro, assim, se o perder, saberei reencontrá-lo. Dizem que escrever um livro é como fazer um filho, mas isso é mentira, um livro dói na criação. Deixa-me estar.”
E eu deixei. Dirigi-me para a porta. Antes de sair, contudo, virei-me para trás e vi a Rosa, essa guerreira de mil cores, dissimulada sob o fumo do cigarro que lhe ardia nos dedos, de cabeça baixa. Temi o seu fracasso. Por ela e por mim.
Saí e fechei a porta. Devagarinho.


Éne


27 Agosto 2007

da Dança

Solidão é lava que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo

Solidão palavra cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão

Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão

Camélia ficou viúva, Joana se apaixonou
Maria tentou a morte, por causa do seu amor
Meu pai sempre me dizia, meu filho tome cuidado
Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado

Quando vem a madrugada, meu pensamento vagueia
Corro os dedos na viola, contemplando a lua cheia
Apesar de tudo existe, uma fonte de água pura
Quem beber daquela água, não terá mais amargura




"Dança da Solidão"
Paulinho da Viola

24 Agosto 2007

Quero sair nesse final de semana.

Estou estudando propostas.

Interessados?! Tomem uma atitude...

(hahahahahaha)

Do braço da atriz

Domingo.

Mais um ensaio de Divinas.

De repente, a Nora improvisando fez um gesto com o braço, e o braço estava coberto por um tecido qualquer preto.

E tudo ficou claro. Então entendemos qual era o espetáculo que estávamos fazendo.

E nasceu a trilha, nasceu o figurino, redesenhou-se a interpretação e os tons.

Tudo a partir de um movimento do braço de um ator.



:: Escrito por Rodolfo às 10h38

22 Agosto 2007

do Mário (porque eu quis chorar)

(...)
E nossa história
Não estará
Pelo avesso assim
Sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá
Vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora, ahh!

Apenas começamos.



Renato Russo
em "Metal Contra As Nuvens"

das Rosas


da Estrela



... Neth ...



21 Agosto 2007

da Obra

Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão.


Mário Quintana


da Beleza

rosa, linda rosa, quanto mais te despedaçam, mais te sinto milagrosa


gustavo.assano

20 Agosto 2007

da Arte

(...) Eu acredito que a arte não pertence ao artista. A arte é um patrimônio dos humanos, e o artista é o veículo que a captura para expressá-la, e para também expressar-se através dela. (...)


alberto guzik
(quem ivam chama de Mestre. e eu chamo de Amigo.)

da Mulher


comecei a ter aulas de Dança do Ventre...





17 Agosto 2007

"...viver é extremamente tolerável, viver ocupa e distrai, viver faz rir." Clarice Lispector

do simples bibliotecário


A minha vida é simples, vulgar, nada fiz que mereça registo. Não tenho filhos nem jardins por mim plantados, e livros apenas os tenho emprestados pelo bibliotecário que me apalparia o rabo, se pudesse.
Tens a certeza que não queres ficar comigo?, poderia perguntar-lhe.
Pudesses tu ser a musa que inspiraria a minha vida e estaria agora a massajar-te os pés, responder-me-ia.
Aqui anoitece depressa, sem que eu tenha tempo de viver o dia, sem que eu tenha tempo de perceber o que poderia ter feito e não fiz. Aqui o sol aquece sem brilho nem cor e falta-me a tua presença, poderia dizer-lhe. Tenho a noite, mas passo-a sem ti, acrescentaria. E continuaria ainda, habituei-me à tua presença nos meus dias, às tuas mãos nas minhas, à tua voz no meu silêncio, ao teu calor no desalento dos finais de dia, quando arrefece.
Repito: fazes-me falta.
E isto poderia ser amor.
Que está presente, dir-me-ia.
Mas ausente, responder-lhe-ia.
E nenhum de nós estaria a mentir. Nenhum de nós mentiria e nenhum de nós diria a verdade. Porque ele estaria a pensar nas curvas do meu rabo, e eu nos [homens] que perdi e tive na minha vida.
Onde está essa verdade completa, inteira, aquela que ninguém sabe, nem quem tem os olhos secos e as mãos grandes?
A vida, esta que nos é possível, é a mais inglória de todas as tarefas.


rosa, a púrpura guerreira


da Vida!


A Patrícia Leonardelli publicou em seu blog dia atrás sobre uma espécie de golfinho que foi extinto. Se não me engano é o Baiji. Ou algo assim. Fiquei triste naquele dia. Porém, hoje de manhã, ao abrir a Folha, encontro essa maravilha aí. Uma espécie de inseto que não se conhecia até então e que foi descoberto em plena Amazônia. Não é pra ficar feliz? Uma maravilha dessas - veja como é lindo - vivendo por aí, incógnito, colorido. O meu dia hoje ficou melhor com esta notícia.

Ivam Cabral
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16 Agosto 2007

DECISÃO JUDICIAL OBRIGA SUS A CUSTEAR CIRURGIA DE TRANSGENITALIZAÇÃO

A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região em decisão unânime tomada ontem (14/08/2007) deu prazo de 30 dias para que o Sistema Único de Saúde (SUS) inclua na sua lista de procedimentos cirúrgicos a cirurgia de transgenitalização ou de "mudança de sexo". Em caso de descumprimento, o SUS terá que pagar multa diária de R$ 10 mil. A decisão abrange todo o território nacional. A questão foi objeto de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a União. Segundo o MPF, possibilitar a cirurgia para transexuais pelo SUS é um direito constitucional, que abrange os princípios do respeito à dignidade humana, à igualdade, à intimidade, à vida privada e à saúde. A União posicionou-se contrária ao pedido, argumentando que a cirurgia tem caráter experimental e é realizada apenas em hospitais universitários ou públicos adequados à pesquisa. Alegou também que a questão é polêmica pelo questionamento da legalidade de tal procedimento e que não existe discriminação sexual, mas impossibilidade de recursos orçamentários a demandas individualizadas. Em primeira instância, a ação foi extinta sem o julgamento do mérito sob argumento de impossibilidade jurídica do pedido. O MPF apelou então ao TRF. O relator do caso no tribunal, juiz federal Roger Raupp Rios, convocado para atuar como desembargador, analisou a questão de forma detalhada. Segundo o magistrado, “a partir de uma perspectiva biomédica, a transexualidade pode ser descrita como um distúrbio de identidade sexual, no qual o indivíduo necessita alterar a designação sexual, sob pena de graves conseqüências para sua vida, dentre as quais se destacam o intenso sofrimento, a possibilidade de auto-mutilação e de suicídio”. “Sendo assim, cumpre concretizar o direito à inclusão dos procedimentos a partir de uma compreensão da Constituição e dos direitos fundamentais que tenha seu ponto de partida nos direitos de liberdade e de igualdade (na sua dimensão proibitiva de discriminação), cuja relação com o direito fundamental à saúde reforça e fortalece”, escreve em seu voto Raupp Rios. Para o magistrado, “a prestação de saúde requerida é de vital importância para a garantia da sobrevivência e de padrões mínimos de bem-estar dos indivíduos que dela necessitam e se relaciona diretamente ao respeito da dignidade humana”. Quanto à possibilidade de criminalização do médico - que poderia decorrer do efeito mutilador da cirurgia, conforme alegou a União -, Raupp Rios citou doutrina segundo a qual, em procedimentos cirúrgicos realizados com o consentimento expresso ou tácito do paciente, em caso de interesse médico, não há crime.

AC 2001.71.00.0262279-9/TRF

porque quero para sempre... e depois.

"VIRÁS COMIGO", disse, sem que ninguém soubesse
onde e como pulsava meu estado doloroso
e para mim não havia cravo nem barcarola,
nada senão uma ferida pelo Amor aberta.

Repeti: VEM COMIGO, como se morresse,
e ninguém viu em minha boca a Lua que sangrava,
ninguém viu aquele sangue que subia ao silêncio.
Oh Amor, agora esqueçamos a Estrela com pontas!

Por isso quando ouvi que tua voz repetia
"VIRÁS COMIGO", foi como se desatasses
dor, Amor, a fúria do vinho encarcerado

que de sua cantina submergida soubesse
e outra vez em minha boca senti um sabor de chama,
de sangue e cravos, de pedra e queimadura.


Pablo Neruda

da fénix

Dizem que dói parir um filho. Pois sim, acredito que não se trate só de abrir as pernas e dilatar a cona para que passe qualquer coisa de bem grande, isso já eu experimentei e não dói, com algum engenho.
Mas dói, com toda a certeza, nascermos de nós mesmos, depois de termos morrido, de alguma forma.
Eu sou esta rosa que uma vez murchou. Renasci. Renasci de mim mesma depois de me ter virado do avesso, de ter arrancado a minha pele, de ter arrumado velhas gavetas e armários, de ter pendurado espanta-espíritos no alpendre, saindo de olhos abertos pela minha própria cona, púrpura de tantos embates, que em verdade se diga, sempre me pus a jeito.
O mérito não é outro senão este de me armar em fénix que pensa que pode sair a voar pela janela, "que era eu sem a vida, que era a vida sem mim?".
É um mérito muito meu este que me permite sorrisos inteiros, orgasmos profundos, abraços verdadeiros.
Saio à rua e poucos notam a diferença. A mulher é a mesma, as mesmas botas de saltos altos, o mesmo cabelo negro, o mesmo ritmo no andar. Mas olho-me ao espelho e já são muitos os dias em que gosto de me ver. Vejo-me nua e já não é só rosa-carne o que vejo, é também pele. E dentro da pele sinto-me, já não estou zangada.
Voltei à casa.


rosa, a púrpura guerreira

15 Agosto 2007

A peça "Cidadão de Papel" inaugura o Teatro da Vila, na Vila Madalena - SP

No dia 25 de agosto próximo, será inaugurado o novo espaço teatral da Vila Madalena, o Teatro da Vila (rua Jericó, 256 - tel. 3258 6345). O Espaço será dedicado à apresentação de espetáculos teatrais e outros eventos culturais oferecidos à cidade em uma programação intensiva e de qualidade. A peça "Cidadão de Papel", com texto de Sérgio Roveri, a partir da obra de Gilberto Dimenstein, inaugura o espaço.

Em uma iniciativa inédita nos palcos da cidade, os espetáculos deste espaço serão inseridos em uma rede maior de agentes sociais da região da Vila Madalena, Sumaré e Pinheiros, como escolas, instituições e ONGs.

O objetivo será o de, através do teatro, enriquecer a formação cultural e educacional dos jovens da região, em especial daqueles com menor poder aquisitivo e que se ressentem da falta de condições para acompanhar atividades artísticas.

Também através desta rede, os espetáculos contribuirão para a formação educacional dos jovens, propondo temas de discussão a serem levantados antes e depois das apresentações, e estabelecendo vínculos com os temas abordados em sala de aula.


Do abandono ao renascimento

Em maio passado, a Escola Estadual Maximiliano encontrava-se prestes a ser fechada e seu auditório estava sendo utilizado pela Secretaria Estadual da Educação como arquivo morto. Abandonado e sem perspectivas de utilização, o auditório estava condenado.

A partir da iniciativa de professores da escola, que se mobilizaram e procuraram agentes sociais de intensa participação na comunidade, em especial o projeto Aprendiz, houve uma proposta feita à Secretaria Estadual da Educação de revitalização do espaço e adaptação para uma pequena sala de espetáculos, cujo objetivo primordial seria de arte educação.

A Secretaria mostrou-se favorável à iniciativa. A partir disto, o ONG Aprendiz, a Subprefeitura de Pinheiros e a própria escola buscaram parcerias para viabilizar o projeto.. Propuseram então, à Companhia de Teatro Os Satyros, através do seu departamento Satyros Educação, dentro dos critérios propostos, assumir a responsabilidade pela curadoria e programação teatral do espaço.

Como a companhia, se encontrava em processo de ensaios do espetáculo "Cidadão de Papel", dedicado ao público jovem, e baseado no livro de Gilberto Dimenstein, este tornou-se o primeiro espetáculo proposto para a abertura do espaço.

Durante os dois meses de reforma das instalações, vários parceiros foram localizados e colaboraram com a iniciativa, que não conta com nenhum tipo de apoio público. Para tanto, contou-se com apoios de empresas como: Abril Educação, Colégio Visconde de Porto Seguro, Folha de S. Paulo, Grupo Coc e Restaurante Viena.

Por outro lado, Os Satyros propuseram a vários artistas e projetos a participação e mobilização desta iniciativa absolutamente inédita de interação teatro x comunidade x educação.

A Programação prevista para o início dos trabalhos do Teatro da Vila são: "Cidadão de Papel", produção do Satyros Educação; "Aqui Ninguém é Inocente", da Cia. Linhas Aéreas e Atelier de Manufactura Suspeita; a estréia de "Achados e Perdidos", do Artéria Teatral; "O Holandês", direção de Nelson Baskerville, entre outros.

Todos os espetáculos da programação do teatro da Vila, participarão desta rede de agentes, cedendo ingressos gratuitos para jovens de menor poder aquisitivo, realizando apresentações fechadas para escolas da região e promovendo debates com jovens sobre os assutnos abordados.


Satyros Educação

A Companhia de teatro Os Satyros, da Cooperativa Paulista de Teatro, uma das mais importantes trupes do teatro brasileiro, criou um núcleo de trabalho voltado única e exclusivamente para as questões da educação. O projeto "Satyros Educação" tem como principal objetivo conscientizar, principalmente crianças e adolescentes, da importância da cidadania através do teatro.

O primeiro passo deste projeto foi dado no início do ano com a montagem de um espetáculo infantil, "O Dia das Crianças". Com texto de Sérgio Roveri e direção de Ivam Cabral, a peça fez apresentações nos teatros dos CEUs e falava de um reino que atravessou uma época difícil, marcada por guerras, conflitos sociais, falta de segurança e medo, onde as crianças pararam de nascer. Era tão difícil sobreviver naqueles tempos cruéis que todos já nasciam adultos e a infância chegou ao fim.

A peça, propôs nos teatros onde foi apresentada, a questão do debate entre crianças de cinco a doze anos. Ao término de cada apresentação, o elenco discutia o papel da criança na sociedade atual, seus deveres e seus direitos com as próprias crianças.

O "Satyros Educação" tem agora um novo desafio. Levar para os palcos o livro "Cidadão de Papel", de Gilberto Dimenstein.


"Cidadão de Papel", a peça

O espetáculo "Cidadão de Papel" estréia no dia 25 de agosto e fica em cena até o dia 16 de dezembro, sempre as sextas e sábados às 20h00 e aos domingos às 18h00. O Ingresso custa R$ 20,00, com descontos de 50 % para estudantes, classe artística e terceira idade.

"Cidadão de Papel" é baseado no livro homônimo de do jornalista Gilberto Dimenstein. A obra recebeu o Prêmio Jabuti de 1994 e tem como objetivo levantar temas de debate sobre cidadania entre os jovens do ensino básico e médio. Transformado em livro de referência na área de educação, o mesmo já contou com inúmeras edições e vem sendo atualizado constantemente.

O espetáculo busca transportar para o palco as questões abordadas no livro de forma direta e acessível ao público jovem, propondo a discussão de temas variados. Os temas do espetáculo, assim como os do livro de Gilberto Dimenstein, abordam aspectos amplos da vida em sociedade e da nossa realidade: política, educação, cidadania, transportes, sexualidade, hábitos, ética. Todos estes temas, que no livro são abordados através de pesquisa jornalística séria e estatísticas confiáveis; no espetáculo, acabam sendo abordados de uma forma original e dramática, com forte comunicabilidade com a platéia.

Escrito por Sérgio Roveri, a partir da obra de Dimenstein, o espetáculo é dirigido Ivam Cabral. Com cenário e figurinos de Marcio Vinícius, trilha sonora original de Ricardo Nash, traz no elenco os atores Alessandro Hernandez, Gustavo Ferreira, Marcos Ferraz, Priscila Dias, Rafael Ferro, Renata Bruel e Tiago Moraes.

A idéia do espetáculo é discutir, de forma bem-humorada, a questão da cidadania. Destinada ao público adolescente, a peça retrata o cotidiano do cidadão brasileiro e seus problemas. Utilizando de técnicas de teatro-jornal, intervenções do público, música e esquetes rápidos, os atores se revezam em mais de uma centena de personagens que, através do lúdico e da comunicação instantânea, criam pequenos painéis da nossa realidade onde os espectadores podem se ver refletidos e discutir suas questões principais.

O espetáculo tem um caráter de “work in progress”, com a criação constante de novas cenas e formas de expressão, sendo atualizado de acordo com as questões sociais mais relevantes que forem surgindo no decorrer da temporada.


Serviço

"Cidadão de Papel"
a partir da obra de Gilberto Dimenstein

texto: Sérgio Roveri
direção: Ivam Cabral
assistente de direção: Silvanah Santos
cenário e figurinos: Marcio Vinícius
trilha sonora original: Ricardo Nash

elenco:
Alessandro Hernandez
Gustavo Ferreira
Marcos Ferraz
Priscila Dias
Rafael Ferro
Renata Bruel
Tiago Moraes



Teatro da Vila
Rua Jericó, 256 - tel. 3258 6345
Capacidade: 99 lugares


Temporada:

a partir de 25 de agosto

sextas e sábados às 20h00

domingos às 18h00

Ingresso: R$ 20,00 (descontos de 50% para estudantes, classe artística e terceira idade)


Organização:
Secretaria Estadual de Educação
Cidade Escola Aprendiz
Companhia de Teatro Os Satyros

Parceiros:
Abril Educação
Colégio Visconde de Porto Seguro
Grupo Coc
Folha de S. Paulo
Restaurante Viena



Atendimento à Imprensa:
Renata Bertelli - 3258 6345 - 9486 7780
Ivam Cabral - 7130 7473

O Nome Da Rosa

Se eu

tivesse um

Grupo De Teatro

Ele

se chamaria

“Panapaná”


?

como pode

existir uma

cidade

que não tem

um

Grupo De Teatro

?

14 Agosto 2007



fonte: ivam amor



fonte: ivam amor


13 Agosto 2007

Não existem homossexuais - por João Pereira Coutinho

NÃO CONHEÇO homossexuais. Nem um para mostrar. Amigos meus dizem que existem. Outros dizem que são. Eu coço a cabeça e investigo: dois olhos, duas mãos, duas pernas. Um ser humano como outro qualquer. Mas eles recusam pertencer ao único gênero que interessa, o humano. E falam do "homossexual" como algumas crianças falam de fadas ou duendes. Mas os homossexuais existem?
A desconfiança deve ser atribuída a um insuspeito na matéria. Falo de Gore Vidal, que roubou o conceito a outro, Tennessee Williams: "homossexual" é adjetivo, não substantivo. Concordo, subscrevo. Não existe o "homossexual". Existem atos homossexuais. E atos heterossexuais. Eu próprio, confesso, sou culpado de praticar os segundos (menos do que gostaria, é certo). E parte da humanidade pratica os primeiros. Mas acreditar que um adjetivo se converte em substantivo é uma forma de moralismo pela via errada. É elevar o sexo a condição identitária. Sou como ser humano o que faço na minha cama. Aberrante, não?
Uns anos atrás, aliás, comprei brigas feias na imprensa portuguesa por afirmar o óbvio: ter orgulho da sexualidade é como ter orgulho da cor da pele. Ilógico. Se a orientação sexual é um fato tão natural como a pigmentação dermatológica, não há nada de que ter orgulho. Podemos sentir orgulho da carreira que fomos construindo: do livro que escrevemos, da música que compusemos. O orgulho pressupõe mérito. E o mérito pressupõe escolha. Na sexualidade, não há escolha.
Infelizmente, o mundo não concorda. Os homossexuais existem e, mais, existe uma forma de vida gay com sua literatura, sua arte. Seu cinema. O Festival de Veneza, por exemplo, pretende instituir um Leão Queer para o melhor filme gay em concurso. Não é caso único. Berlim já tem um prêmio semelhante há duas décadas. É o Teddy Award.
Estranho. Olhando para a história da arte ocidental, é possível divisar obras que versaram sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo. A arte greco-latina surge dominada por essa pulsão homoerótica. Mas só um analfabeto fala em "arte grega gay" ou "arte romana gay". E desconfio que o imperador Adriano se sentiria abismado se as estátuas de Antínoo, que mandou espalhar por Roma, fossem classificadas como exemplares de "estatuária gay". A arte não tem gênero. Tem talento ou falta de.
E, já agora, tem bom senso ou falta de. Definir uma obra de arte pela orientação sexual dos personagens retratados não é apenas um caso de filistinismo cultural. É encerrar um quadro, um livro ou um filme no gueto ideológico das patrulhas. Exatamente como acontece com as próprias patrulhas, que transformam um fato natural em programa de exclusão. De auto-exclusão.
Eu, se fosse "homossexual", sentiria certa ofensa se reduzissem a minha personalidade à inclinação (simbólica) do meu pênis. Mas eu prometo perguntar a um "homossexual" verdadeiro o que ele pensa sobre o assunto, caso eu consiga encontrar um no planeta Terra.
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Fonte: Folha de São Paulo

12 Agosto 2007

Para Meu Fofuxo...



Quanto mais te chamo
Você não vem
Será que ainda dorme comigo?
Será que ainda sonha?

Posso, mas não topo mais
Ficar sozinho
Me encontro no fim do caminho
Te encontro no fim

Largo tudo se você chegar agora
O amor tá em cima da hora
O seu amor ou o meu?
Não dá
Logo depois de amar
As lágrimas rolam e ninguém me diz
Não dá
Posso te esperar, ou não
Mas quase não dá para ser feliz

("Quase não dá pra ser feliz" - Dalto e Cláudio Rabelo)



FELIZ ANIVERSÁRIO, FRANCO BIANCHI!!



TE AMO

10 Agosto 2007

Brincadeira

Filme de Fabiano Machado.

Guardar

Guardar uma coisa
não é escondê-la
ou trancá-la.


Em cofre não se guarda
coisa alguma
Em cofre perde-se
a coisa à vista
Guardar uma coisa é
olhá-la, fitá-la, mirá-la
por
admirá-la, isto é,
iluminá-la ou ser por ela
iluminado
Guardar uma coisa é
vigiá-la, isto é,
fazer vigília
por
ela, isto é, velar por ela,
isto é, estar acordando
por ela,
isto é, estar por ela ou ser
por ela.

Por isso melhor se guarda
o vôo de um pássaro
Do que pássaros sem vôos.

Por isso se escreve, por
isso se diz, por isso
se publica,
por isso se declara
e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele,
por sua vez,
guarde o que guarda:
Guarde o que quer
que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que quer guardar.



Antonio Cícero

08 Agosto 2007

orgulho insano


"Terceiro Sinal" - longa metragem
de Rodolfo García Vázquez
com: Ivam Cabral, Germano Pereira, Fernando Peixoto, Letícia Coura, Adriana Capparelli, Patrícia Aguille e Telma Vieira, entre outros


"As Travestis" - documentário longa-metragem
de Rodolfo García Vázquez e Carlos Ebert


"Tristeza e Isidoro" - curta
de Laerte Késsimos
com: Nora Toledo e Daniel Tavares



"O Dia das Crianças"
de Sérgio Roveri
direção: Ivam Cabral
com: Cléo De Páris, Fábio Penna, Laerte Késsimos, Rodrigo Frampton, Tiago Leal, Zeza Motta e Rodrigo Gaion


"Cidadão de Papel"

de Sérgio Roveri a partir da obra de Gilberto Dimenstein

com: Alessandro Hernandez, Gustavo Ferreira, Marcos Ferraz, Priscila Dias, Rafael Ferro, Renata Bruel e Tiago Moraes

fonte: amor


06 Agosto 2007

"Sociedade dos Poetas Líquidos"


03 Agosto 2007

Mulheres que nasceram transexuais sofrem nas mãos de médicos criminosos no país da impunidade...

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água na boca...



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02 Agosto 2007

Me nego a viver em um mundo ordinário como uma mulher ordinária.
A estabelecer relações ordinárias. Necessito o êxtase.
Não me adaptarei ao mundo. Me adapto a mim mesma.
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Anaïs Nin







01 Agosto 2007

André de Toledo Sader

Impressionista...


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Impressionado!