Querido Ivam,
Ano passado eu estava aí, neste também estou, e nos próximos... Te Amo!
Maria Clara
.
Nem a loucura do amor,
da maconha, do pó, do tabaco e do álcool,
vale a loucura do ator
quando abre-se em flor,
sob as luzes do palco
bastidores, camarins, coxias e cortinas
São outras tantas pupilas, pálpebras e retinas.
Nem uma doce oração, nem sermão, nem comício.
à direita ou à esquerda
fala mais ao coração
do que a voz de um colega
que sussurra “merda”.
Noite de estréia, tensão,
medo, deslumbramento, feitiço e magia
tudo é uma grande explosão
mas parece que não, quando é o segundo dia
Já se disse, não foi uma vez, nem três, nem quatro
não há gente como a gente, gente de teatro
gente que sabe fazer a beleza vencer
para além de toda a perda.
Gente que pode inverter
para sempre
o sentido da palavra merda.
Merda para você, desejo merda
Merda para você também
Diga merda e tudo bem
Merda toda noite, sempre, amém!...
“Merda” Caetanto Velosodo blog do alberto
Luta pelo Fomento
COOPERATIVA CONVOCA MOBILIZAÇÃO GERAL
Segunda-feira, 25 de junho, às 10h, na Praça Dom José Gaspar
Na próxima segunda, à 10h, na Praça Dom José Gaspar, em frente à sede da Cooperativa, haverá uma grande concentração de artistas e agentes culturais, em caráter de assembléia, para decidir por uma caminhada, da Cooperativa à Secretaria Municipal de Cultura, com o objetivo de pressionar o secretário de Cultura da cidade de São Paulo, Carlos Augusto Calil, a revogar o edital sobre a próxima edição da Lei de Fomento ao Teatro.
O edital lançado autoritariamente pela SMC desfigura a Lei criada pela classe e é uma medida burocratizante que não foi debatida com a categoria. Visto que até o atual momento o secretário não acatou as solicitações de um encontro com os representantes do setor, a mobilização é imperativa.
Compareça e divulgue para os colegas a necessidade da presença de todos. É o momento de mostrar ao governo a nossa união e capacidade de organização, e que não aceitaremos imposições anti-democráticas em nossas conquistas históricas.
O que está acontecendo com o Fomento é muito grave. É preciso atender ao apelo de mobilização da Cooperativa. A praça Dom José Gaspar fica entre a São Luiz e a 7 de Abril, atrás da Biblioteca Municipal.
alberto guzik
“Você pode ter qualquer coisa. Só não pode ter tudo.”
Alguém já disse isso...
“não-ficção barata”
18.06.2007 – 13:08
(...)
Hoje fiz olhos negros que não combinam com o vestido. Estou toda desafinada.
(...)
Ontem voltei do cinema à noite. O mundo estava vazio. Tive uma estranha sensação de estar sozinha no planeta. Eu. Dois gatos. Um negro. Outro rajado. Algumas árvores. E só.
(...)
Eu ando pelas ruas colocando pedras no lugar. Tirando o lixo do caminho. Sempre querendo que as coisas fiquem onde deveriam estar. Eu vivo consertando o mundo.
Acho mesmo que alguma coisa em mim ainda não desabrochou. Eu ainda não emergi.
(...)
Hoje eu não queria fazer nada. Nem falar. Nem pensar. Nem pedir. Nem dizer. Hoje eu só queria descansar da minha tarefa de consertar o mundo e a mim mesma.
Hoje eu não tenho sentido.
Eu estou cansada. De construir. Castelos de areia.
(...)
Por que você tem blog, Maria Clara?
Não sei.
Sexta-feira eu cheguei em casa, e encontrei um cartão assim:
"Evite ser traído" - por Arnaldo Jabor
Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o
"nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher,
namorada etc.
Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser
traído - ou nos termos usuais - "corneado". Saiba de uma coisa...
Esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e
só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça - ou então -
assumir seu "chifre" em alto e bom som. Você deve estar perguntando
porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a
aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há
tempos.
Mas o que seria uma "mulher moderna"? A principio seria aquela que se ama
acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é
aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é
independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira,
confidente, amante...
É aquela que as vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem
vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus
braços... É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga,
arrumada e linda... Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de
nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que
sente, doa a quem doer... Assim, após um processo "investigatório" junto
a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior.
VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", ao menos que:
- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam.
Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.
- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber da sua
boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá
levar às conseqüências expostas acima.
- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar
futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar
atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam
implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor
pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu
amigo...Bem...
- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele
ex bom de cama é grandessíssimo.
- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfaze-la. As "mulheres
modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos
20 aos 38 anos, elas pensam - e querem - fazer sexo TODOS OS DIAS
(pasmem, mas é a pura verdade)... Bom, nem precisa dizer que se não for
com você...
- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso.
Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando
querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você,
afinal, ela é sua ou não é????
- Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher
insegura é uma máquina colocadora de chifres.
- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo
com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre"
tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém
MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa
vez é a SUA mulher.
- Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer
hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira.
Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você
reparar... já foi.
- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia
inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens
de antigamente - "dar uma", para depois, virar do lado e simplesmente
dormir.
- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair
viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados,
trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é
muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher
moderna" não pode sentir falta dessas isas...senão...
Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá
assistência, abre concorrência e perde a preferência". Deste modo, se
você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena
consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de
qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a,
ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de
vezes antes de dar bola pra aquele `bonitão´ que vive enchendo-a de
olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!!!* Não sei se esse texto realmente é do Jabor. Mas não é isso que importa.
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Para que nunca esqueçam o valor da nossa amizade."
Oscar Wilde
* Enviado pela amiga Cláudia Rodrigues. Que terá seu parto amanhã. Oremos por ela... Que a Deusa a abençoe. Amém.
Cláudia Rodrigues
"os atores" - Marcelino Freire
os atores - parte I
Para
Ilza Cavalcanti (in memoriam)
E para Alberto Guzik,
Fernanda D’Umbra,
Gabriel Pinheiro,
Gero Camilo, Gheuza Sena,
Ivam Cabral, Laerte Késsimos,
Mário Bortolotto, Olívia Araújo,
Paulo “Picanha” de Tharso,
Rodolfo García Vásquez
e outros artistas do palco
A ÚLTIMA CENA É ASSIM: ele tira o revólver da gaveta, dispara à queima-roupa. E eu caio. Como um rei cairia. Ou a Petra. Ou a Phedra. Depois, Leocádio sopra um monólogo sem fim. E chora e ri. As cortinas fecham o espetáculo. E voltamos abraçados para os aplausos.
Mas, desta vez, eu não voltarei.
Explico: hoje, preparo a arma. A munição. Colocarei duas balas de verdade, para não dar erro. Nem branco. Para não haver chance de eu me levantar.
Leocádio, o ator, não vai acreditar. Tudo farei por amor a ele. E ódio. Sei que é dramático. Mas eis no que me transformei: um velho cansado deste faz-de-conta. Meu coração não agüenta mais maquiagens. E luzes azuis. E ribaltas. Chega uma hora em que a gente quer ir embora.
Pois bem: a ocasião é esta, perfeita. Morrerei para o público ver. Minha melhor interpretação. No chão, na poça. Na merda.
Porque me apaixonei por Leocádio. Ele, o mais jovem da companhia. E o que faz mais sucesso. Digo: com as garotas e os garotos. Está cotado para uma novela. E para alguns comerciais.
Lembro: quando chegou a este camarim, queria me conhecer de perto. Suguei do seu perfume. E os músculos abertos. E o seu jeito de perguntar. De querer saber como é o Olimpo. Você é meu monstro sagrado.
Eu? Sim, você, Fernando Cabral, meu ator preferido. Meu ídolo, essas coisas. O nome dele era Léo Rosas. Mas eu gosto mais de Leocádio Rosas. Porque fica com jeito de leão. Velho. E já fiquei imaginando as falas dos amigos de teatro. Oh! Viu? Não viu? Bofe bonito o amiguinho do Fernando. Sarado. Puta que pariu! Uma história de amor. E tragédia.
Ela, começada àquela mesma noite em que cheguei em casa. E não tirei o sonho do pensamento. Indo e voltando. Decorando as luzes do meu quarto. No travesseiro, o seu cheiro. A sua energia. Faz tempo – desde que morreu meu companheiro – não acendia em mim esse desejo.
Febril e vírus.
Medo e arrepio.
No outro dia, ele me ligou e fomos juntos a uma estréia. Seria nossa primeira vez em público. Senhoras e senhores: Fernando & Leocádio. Um texto cheio de ciúmes e loucura. Brigas em mesas de bar. Arranhões de copo. Tentativas de suicídio. Ele fazia de mim o que não queria e queria. Porque sabia que o meu corpo era fraco. Sessentão. E era tentadora a tentação. Quando a minha língua cruzava as suas coxas. E encontrava um pau diferentemente. Gigante. Adentrando a minha vida. Primitiva. Gruta grega. Eu, dono de uma falência dionisíaca.
Freqüentamos festas, premiações e coquetéis. Marquei uns testes com ele. Prometi-lhe uma figuração. Para começar. É só entrar com seu corpo e sua bandeja. E falar: boa-noite, Nossa Senhora. Flores para Genet. Meu anjo bonito. E meteórico. Tinha futuro, sim.
Na confusão de pensão, veio morar comigo. E pesquisava em meus livros. E ouvíamos recitais. E trabalhou a impostação. Foi ganhando espaço. Não faltava a nenhum ensaio. Sempre grudado no meu umbigo, para cima e para baixo. Deixou que eu fizesse com ele os melhores papéis.
Até que foram surgindo outras peças. Para o jogo. De montagens perigosas somos feitos, ou não? O revólver, desarmado, ali em minhas mãos, parecia um osso quebrado. Meti as duas balas lá para dentro. Com cuidado, fechei a culatra. Envernizei o objeto de cena. Fui até o cenário, ainda escuro. Coloquei-o na gaveta.
E o revólver? Leocádio veio me perguntar. Está tudo no seu lugar. Eu disse, seco. Na noite em que o contra-regra esqueceu, tivemos que resolver no dedo.
Pá, pá.
os atores - parte II
Mas hoje ele está, seguro. O revólver. Para a última cena, enfim. Colocaremos um ponto nesta palhaçada. Da minha cara no espelho escorre uma lágrima derretida e humilhada. Virei um verme. Um rato. Não me reconheço pela madrugada, esperando o Leocádio chegar. Faminto. Enrolando cigarro. Dizendo que foi por aí. Orgulhoso porque foi convidado para trabalhar com o diretor Mário Alberto Vásquez. Ou: contracenarei com Paulo de Tharso. Assim que terminar a nossa temporada. De sucesso.
O nosso texto é muito bom. Dois personagens que se amam. Um velho e um michê. Está na hora de a gente fazer este casal. Meio Petra. Meio Phedra. Ou: Garbo. Saudades dos nossos exercícios. E laboratórios. Discutíamos deixas e ganchos e figurinos.
Com esta jaqueta, você fica mais real, Leocádio. Na hora da sua morte, por que você não usa essas pantufas, Fernando? E esse roupão de banho?
Era minha a direção. E as marcações do tipo: você esqueceu a fala. Ou: o sentimento. Solte o ombro. Era, pois, a minha maneira de dominá-lo. De tê-lo ainda sob controle. Quanta ilusão! Desde quando o vi, dentro do meu olho àquele dia. Para sempre. Escuro. Quem é ator sabe o tempo que dura a escuridão. Segundos antes de o espetáculo acontecer. Essa sombra que é. Escondida. Aflita. Nas coxias, por trás das cortinas se abrindo. Um mundo no início do mundo. Reagindo, reagindo. Abrindo, abrindo. O fim para outro fim.
O espetáculo começou. Sem clima. Sem ritmo, exagerei nos passos. Nos movimentos pesados. Nas frases que decorei. Não dialoguei. Projetei todas as dores do mundo em volta. Do amor. Ah! Meu querido, adeus. Haveremos de nos reencontrar, um dia, perto de alguma estrela. Pirandelliana. Beckettiana. Shakespeariana. Ionesca.
E se o tiro falhar?
Em teatro do absurdo, tudo pode acontecer. Porra! Congelei. Por um instante pensei. Enquanto a hora se aproximava. A última: em que Leocádio abrirá a gaveta, apontará a arma e tudo virará pólvora, gemido e susto.
Não tive dúvida e me adiantei. Derramei-me à sua frente e ele não entendeu. Por quê? Perguntou: ficou doido? Reclamou no meu ouvido. O que é isso? Eu mesmo abri a gaveta. Leocádio Rosas, hein, agora o que faria?
Bem que ele vinha dizendo: você está ficando caduco. Doido. Este seu corpo amolecido, esta sua língua sem vida. Não preciso mais de você. Ator de bosta. Esta cena é minha. Desgraçado! Não estava no texto, previsto, aquele meu grito de bicho. O meu choro de monstro sagrado. Nem a beleza daquele improviso.
Para susto geral da platéia, fui eu que apontei o revólver para o seu peito. Fui eu que apertei o gatilho.
MARCELINO FREIRE é escritor. Autor, entre outros, do livro de contos Angu de Sangue (Ateliê Editorial), com Contos Negreiros (Editora Record) venceu o Prêmio Jabuti 2006, na categoria Melhor Livro de Contos. Os atores é inédito e faz parte do seu próximo livro, RASIF – Mar que se arrebenta, a ser lançado pela Record no começo do ano que vem. Seu blog é http://www.eraodito.blogspot.com/ .
18/05/2007
A tragédia e a comédia gregas surgiram em rituais religiosos celebrados em louvor a Dionísio, deus da uva e do vinho. Dionísio, segundo a mitologia grega, nasceu da união de Zeus, o deus, com Sêmele, uma mortal. Não era um deus originário do panteão grego. Seu culto na Grécia originou-se bem depois de instituído o culto a Zeus, Hera, Palas, Febo Apolo, Ártemis, Ares e os demais grandes deuses do Olimpo. Historiadores crêem que a veneração ao deus da uva pode ter tido origem em um culto asiático ou egípcio, levado para a Grécia por viajantes. Esse culto enraizou-se rapidamente nas regiões rurais da Grécia, onde o cultivo da uva e a fabricação do vinho estavam entre as principais atividades econômicas.
O mito de Dionísio conta as dificuldades que o deus, filho de uma mortal, teve para ver sua divindade reconhecida. Perseguido pela ciumenta Hera, que odiava os filhos bastardos do marido, Zeus, Dionísio foi criado por longe do pai. Partiu da Grécia, conquistou a Índia com um exército de mulheres e homens que em vez de armas brandiam tambores. No Egito, ensinou aos nativos a agricultura e a extração do mel. E foi adorado como deus da uva e do vinho. Guerreou ao lado de Zeus contra os titãs. Todos esses fatos eram lembrados no "ditirambo" e no "komos", celebrações que se faziam em homenagem a Dionísio.
Grupos de quinze ou vinte sacerdotes oficiavam a celebração. Na data marcada, reuniam-se no templo ou saiam em procissão e entoavam hinos de louvor a Dionísio, oferecendo-lhe também o sacrifício de animais. Cantavam louvores ao deus, exaltavam os seus feitos: "Dionísio, filho de Zeus, é formidável. Ele ensinou ao homem o cultivo da uva", e assim por diante. De acordo com os historiadores gregos, em meados do século 6 a. C. um sacerdote de Dionísio, de nome Téspis, deu início a uma revolução. Durante o culto, em vez de cantar: "Ele, Dionísio, é formidável", cantou: "EU, Dionísio, SOU formidável". Percebam as implicações monumentais dessa aparentemente simples troca do pronome da terceira pessoa pelo pronome da primeira pessoa. Téspis tornou-se por conta disso o primeiro ator. De uma só tacada, inventou a o teatro, a dramaturgia e o ofício do intérprete, a arte de representar. Diz a lenda que Téspis passou a viajar pela Grécia para apresentar sua invenção. A imagem do Carro de ´Téspis, a carroça que ele usava para carregar suas produções, está desde sempre associada ao espírito mambembe dessa arte perecível.
Téspis se opôs ao coro como o polegar se opõe aos demais dedos da mão. Uma oposição que gerou o conflito dramático, o choque de vontades, ingredientes sem os quais o teatro não vive. Durante muito tempo a representação grega opunha um único ator ao coro. Com Ésquilo, no começo do século V a.C., surgiu um segundo ator, duplicando as possibilidades dramáticas da tragédia. E com Sófocles foi introduzido o terceiro ator. Mas foi graças ao primitivo "EU" de Téspis que o teatro se transformou em uma forma de expressão artística que viria a ter seu auge na Atenas do século 5 a. C., quando grandes edifícios ao ar livre foram destinados a ela e festivais de tragédias e comédias passaram a ser realizados em toda a Grécia, como parte das festas de Dionísio. O ritual de culto ao deus gerou uma arte que vive ainda hoje.
Escrito por alberto guzik às 11h58
19.11.2004
Vladimir Gomes da Silva foi preso político antes mesmo de saber o que era política. Agora, o Estado admite que cometeu um abuso e decidiu que vai indenizá-lo e aos irmãos Virgílio e Isabel. Eles são as primeiras pessoas em São Paulo indenizadas por terem sido presos políticos quando ainda eram crianças. Vladimir, o mais velho deles, tinha 9 anos quando permaneceu um mês no Juizado de Menores. Ficou preso com Virgílio, na época com 8 anos, e Isabel, com apenas quatro meses de vida. O crime pelo qual acabaram detidos foi a militância do pai, Virgílio Gomes da Silva, o Jonas, da Ação Libertadora Nacional (ALN), que comandou o seqüestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick em 4 de setembro de 1969. O embaixador foi trocado por 15 presos políticos, entre eles o atual ministro da Casa Civil, José Dirceu.
Depois dos filhos de Virgílio, mais seis pessoas que enfrentaram problema semelhante também tiveram seus pedidos de indenização aprovados pela Comissão Especial sobre Ex-Presos Políticos de São Paulo: Janaína de Almeida Teles, com 5 anos na época, e o irmão Edson Luiz, que tinha 3, foram presos juntos com a tia Criméia de Almeida, grávida de sete meses, em dezembro de 1972. Eles estavam em uma casa na qual funcionava a redação dos jornais do então clandestino PCdoB. Criméia havia voltado do Araguaia, onde participara da guerrilha, para ter o filho. João Carlos nasceu dentro da prisão. Janaína, Edson Luiz e João Carlos também devem receber indenização do governo paulista.
O número de crianças feitas prisioneiras do Estado durante a ditadura militar por motivos políticos é uma incógnita para a própria comissão que analisa os pedidos de indenização. O arquivo do extinto DOPS, o Departamento de Ordem Política e Social, não é informatizado e está organizado apenas pelo nome das pessoas que foram fichadas. A Secretaria de Justiça de São Paulo não divulga o nome dos outros três indenizados por terem sido presos políticos durante a infância. A explicação é que a família ficou muito traumatizada e até hoje evita falar no assunto. Além de terem sido presos com o pai, viram ele sendo morto dentro das dependências de um órgão da repressão. O valor das indenizações não chega a R$ 40 mil.
Não há notícia ainda de crianças que se tornaram presos políticos que tenham recebido indenização da União. “A lei federal prioriza a questão trabalhista. As pessoas recebem pela interrupção que tiveram em suas vidas profissionais”, diz a jornalista Rose Nogueira, que preside o Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo.
Infância sem amigos
Vladimir Gomes da Silva, atualmente com 44 anos, conta que antes da prisão já levava uma vida diferente da maioria dos meninos da idade dele. “Não lembro de nenhum momento da minha infância aqui no Brasil em que não fosse clandestino”, afirma. Virgílio era funcionário de uma indústria química na zona leste da cidade de São Paulo e participava das atividades do sindicato. Foi baleado pela polícia em 1962 quando participava de uma greve. Em 1964, com o golpe militar, foi preso. O sindicato foi posto na clandestinidade. Até 1969, o sindicalista viveu períodos no Uruguai e em Cuba. “Fomos orientados por meu pai. Quando perguntavam sobre ele, dizíamos que era um sacana que havia abandonado a família”, lembra Vladimir.
Além de ter de se acostumar com os longos períodos de ausência do pai, ele e os irmãos tinham de se acostumar com a mudança constante de endereços. “Tínhamos de mudar de casa direto e em alguns momentos a situação era bastante precária. Não lembro de ninguém que eu possa apontar como meu amigo de infância. Em determinadas épocas, sequer saíamos de casa.”
Ele se recorda que o pai era carinhoso, mas, por causa da situação do país, exigia muita disciplina deles. As crianças foram presas junto com a mãe em uma casa em São Sebastião, no litoral paulista. O único dos irmãos que se livrou da prisão foi Gregório, na época com 2 anos, que estava doente e ficou com a avó enquanto a mãe, Hilda, e os irmãos foram para a praia. “Era de manhã cedo, eu já estava acordado e vi alguns carros rondando a casa. Percebi que era a polícia, mas não deu tempo de avisar ninguém. Eles invadiram a casa quando fui chamar minha mãe.”
A prisão foi no final de setembro de 1969. Na mesma época, Virgílio Gomes da Silva foi capturado na região central de São Paulo. Segundo relatos de outros presos políticos, como Celso Antunes Horta, assessor da Presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Virgílio morreu durante uma sessão de torturas. É considerado o primeiro desaparecido político do país, pois não teve a sua morte reconhecida pelas autoridades da época. A família de Virgílio só recebeu o atestado de óbito do sindicalista em 1996.
Todos na família já tinham nomes falsos para sair do país. “Meu pai percebeu que estávamos em perigo e decidiu ficar sozinho por aqui. Ele nos chamou e disse para decorarmos nossos novos nomes e como chamaríamos nossos pais, também por nomes falsos, claro.” A viagem de São Sebastião para São Paulo foi tumultuada. O carro da polícia capotou no caminho. A família foi separada assim que chegou ao temido prédio da Rua Tutóia, sede do DOI-Codi, na Vila Mariana. “Eu e meus irmãos ficamos dois dias por lá. Fomos interrogados e, depois, encaminhados para o Juizado de Menores.” Há um ofício entre os documentos do Dops para que as crianças fossem atendidas na instituição.
Estado civil: mulher de revolucionário
Pelo que Vladimir lembra do Juizado, eles foram bem tratados. “Não ficávamos no meio dos infratores. Creio que estávamos junto com os abandonados. Lembro que eu era o mais velho dos garotos de lá.” O bom tratamento que recebiam não impediu que os meninos tivessem uma preocupação especial: não serem separados, nem da irmã, que ainda era bebê. “Tentaram separar a gente de várias formas, mas a gente não aceitava. Houve uma época em que eu e o Virgílio dormíamos embaixo do berço em que ficava a Isabel. Amarrávamos uma cordinha nela e na gente para garantir que não seríamos separados durante o sono.” A menina, que ainda mamava quando foi afastada da mãe, passou a maior parte do tempo doente, segundo relato do irmão. Os nomes falsos foram mantidos durante todo o tempo em que ficaram lá.
“Uma tia chegou a ir nos buscar e não a reconhecemos. Dissemos que não sabíamos quem ela era e que não éramos os garotos que procurava. Ela ficou apavorada, pensou que haviam feito uma lavagem cerebral na gente”, relata Vladimir. A tia voltou horas depois e pediu para falar com o menino em particular. Ela explicou a importância de eles dizerem os nomes verdadeiros para saírem de lá e, assim, conseguiu levá-los embora.
Hilda só saiu da cadeia nove meses depois, sem que respondesse a qualquer acusação ou que a prisão fosse registrada. “Minha mãe não tinha militância política alguma. A única atividade revolucionária dela era ser mulher do meu pai”, afirma Vladimir. No período em que ficaram sem a mãe, as crianças foram espalhadas pelas casas dos tios, que também moravam na região de São Miguel Paulista, extremo leste paulistano. “Foi aquela coisa de família pobre mesmo. Ninguém teria condições financeiras de cuidar de mais quatro crianças, mas todos davam um jeito de manter uma criança a mais em suas casas.”
As crianças já ouviam na época que o pai tinha sido assassinado, mas a foto de Virgílio continuava nos cartazes de “terroristas procurados”. “A gente aceitava a versão que era mais cômoda: de que nosso pai havia conseguido fugir e apareceria em casa a qualquer momento”, descreve Vladimir.
Pouco depois, a família seguiu para o Chile – na época governado pelo socialista Salvador Allende – e de lá para Cuba. “Éramos bem tratados na ilha. Aqui, meu pai era tido como terrorista e lá como herói.” Mas o sonho de rever Virgílio continuava vivo para Vladimir. Até os 13 anos, ele não perdeu a esperança de que o pai voltasse. “Sentia até um pouco de raiva dele, porque não aparecia lá para nos ver. Acordava no meio da madrugada ouvindo seu assovio e levantava para vê-lo.” Virgílio costumava assoviar quando chegava em casa, para que os filhos descessem para abraçá-lo. O filho descreve o assovio do sindicalista como diferente dos demais, estridente e com uma nota só.
Para Vladimir, a perda do pai só se tornou assunto do passado este ano, quando o Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo conseguiu laudos e fotos da morte do militante da ALN. O corpo ainda não foi localizado. A única informação é que está no cemitério da Vila Formosa, na zona leste, o maior da América do Sul. Lá são enterrados os indigentes da cidade de São Paulo.
Em Cuba, de onde só retornaram no começo dos anos 90, Vladimir e Isabel se formaram geólogos. Gregório e Virgílio cursaram a faculdade de engenharia. “Houve uma pressão para que voltássemos junto com os demais exilados no final dos anos 70, quando houve a anistia. Minha mãe não quis. Ela sabia que não teríamos no Brasil as mesmas oportunidades que tivemos lá. Eu pergunto: quantos operários dos anos 60, como meu pai, têm hoje quatro filhos que terminaram a faculdade?”
Trouxeste a chave?
Não faças versos sobre acontecimentos. Não há criação nem morte perante a poesia. Diante dela, a vida é um sol estático, não aquece nem ilumina. As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam. Não faças poesia com o corpo, esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica. Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro são indiferentes. Não me reveles teus sentimentos, que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem. O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia. Não cantes tua cidade, deixa-a em paz. O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas. Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma. O canto não é a natureza nem os homens em sociedade. Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam. A poesia (não tires poesia das coisas) elide sujeito e objeto. Não dramatizes, não invoques, não indagues. Não percas tempo em mentir. Não te aborreças. Teu iate de marfim, teu sapato de diamante, vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável. Não recomponhas tua sepultada e merencória infância. Não osciles entre o espelho e a memória em dissipação. Que se dissipou, não era poesia. Que se partiu, cristal não era. Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intata. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los. Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam. Espera que cada um se realize e consume com seu poder de palavra e seu poder de silêncio.Não forces o poema a desprender-se do limbo. Não colhas no chão o poema que se perdeu. Não adules o poema. Aceita-o como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada no espaço. Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível que lhe deres: Trouxeste a chave?Repara: ermas de melodia e conceito elas se refugiaram na noite, as palavras. Ainda úmidas e impregnadas de sono, rolam num rio difícil e se transformam em desprezo. "Procura da Poesia" Carlos Drummond de Andrade
Feliz Dia dos Namorados, Fo!!!
Fo e Fo, Casal de Namorados
Trash
EU ODEIO ATENDER AO TELEFONE E OUVIR A CRIATURA DO OUTRO LADO DIZER:
“QUEM?”
Ricardo Kotscho e Nirlando Beirão fazem parte da equipe do novo título, que chega às bancas dia 28Deve chegar às bancas no próximo dia 28, uma quinta-feira, a 1ª edição da revista mensal Brasileiros, nova empreitada do ex-diretor de redação da IstoÉ, Hélio Campos Mello, em parceria com sua mulher, a psicóloga e empresária Patrícia Rousseaux. Os diretores-adjuntos são Nirlando Beirão e Ricardo Kotscho. A proposta da revista é contar boas histórias de brasileiros dentro e fora do país, anônimos e famosos, ricos e pobres, brancos e pretos, como descreve o Jornalistas & Cia. No editorial do número zero, Campos Mello escreve: “Nós iremos atrás de cada um deles para trazer o Brasil até você. E faremos isso com muito entusiasmo, mas sem pieguice e sem ufanismo. Nossa proposta é fazer jornalismo sem preconceitos, sem arrogância e sem constrangimentos em mostrar paixão”. O time incumbido de dar vida ao projeto inclui os editores Luci Ayala, Alex Branco e Thiago Lotufo, e colaboradores como Jorge Pontual, Eduardo Hollanda, Darcio Oliveira, Roberto Benevides, J. R. Duran e Cláudio Versiani. A revista terá tiragem inicial de 50 mil exemplares, com distribuição nacional. Campos Mello diz que, na primeira fase, “Brasileiros” será vendida em bancas. Depois virão as assinaturas. O título já tem domínio registrado na internet, o www.revistabrasileiros.com.br (ainda não está ativo).
Aceito convites para festas, casamentos e batizados...
Hoje completo 6 meses de Vida..
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Um movimento mundial começa com um pequeno ato ou um abraço sem compromisso e grátis.
"Há um ano atrás, Juan Mann era só um homem estranho que ficava parado no Pitt Street Mall, em Sydney, Austrália, oferecendo abraços de graça para as pessoas que passavam pelas ruas. Um certo dia, Mann ofereceu um abraço a Shimon Moore, o líder da banda Sick Puppies e, desde então, se tornaram bons amigos. Um certo dia Moore decidiu gravar Mann fazendo sua campanha por "Free Hugs". À medida que o Free Hugs atingiu proporções maiores, o conselho da cidade tentou banir a campanha . Então Mann e seus amigos fizeram uma petição com mais de 10.000 nomes apoiando a campanha do abraço de graça. Quando a avó de Mann morreu, Moore decidiu mixar o vídeo que ele tinha feito do Free Hugs com a música ´All the Same´, que ele havia gravado com a sua banda Sick Puppies."
Algumas vezes um abraço é tudo que precisamos.
http://www.youtube.com/watch?v=vr3x_RRJdd4* Enviado por Mário Augusto.
A comemoração dos 15 anos de realização desta tradicional Mostra de Decoração merece muito mais que um brinde à empreitada que deu certo.
Na primeira edição, em 1992, o evento passou por todo um processo de crescimento e maturidade. Hoje, a ele pode ser creditada a influência marcante e decisiva na configuração do atual mercado de arquitetura, decoração e paisagismo da cidade de Assis.
Esta mostra de decoração conquistou um público fiel. Está consolidada uma força como termômetro de mercado maduro, ciente da importância de que para morar bem é preciso conhecer novos produtos e tendências.
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Joel Caetano Paes - Organizador
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...Também faz frio aqui.
Me sinto como uma imagem sem reflexo
Como um espectro
Como um fantasma
Preciso de alguém que interaja comigo
Como um amor
Como um amigo
Me sinto nua caminhando entre humanos
Cheia de enganos
Não vista por todos
Carrego comigo a memória de muitas vidas
De muitos mundos
Mas nenhum está aqui
Guardo para todos o melhor presente
À espera de ser libertada
Ninguém nunca viu o que eu trouxe
O que estou fazendo aqui?
Eu preciso ir agora
Junto com meu frio
A maquiagem dos meus olhos está escurecendo...
por favor, fale comigo
eu preciso de alguém, que me ouça
eu preciso fazer sentido para alguém
senão enlouqueço
estou perdendo as referências de mim mesma
quando não encontro ressonância nas minhas palavras
como se eu estivesse apagando aos pedaços
enlouquecer é perder a realidade de si mesma
mesmo que seja por um instante
eu preciso acreditar que eu ainda faço sentido
mesmo que seja por um instante
eu preciso acreditar que eu existomesmo que seja por um instante
Se eu fosse grande o suficiente, eu engrandeceria quem estivesse ao meu lado.
Eu
Não sou
grande
O suficiente
***
Eu preciso desesperadamente me expressar.
Eu preciso desesperadamente me expressar.
***
Antes eu não conseguia voar
Voar
Então, alguns me carregavam
E agora
Agora eu consigo voar sozinha
Voar
Mas... e agora?
***
Eu sou uma bomba prestes a implodir.
Essa não sou eu (porque ´nunca houve uma mulher como Gilda´)
"É muito doce a gente se sentir fraco e pequeno."
Santa Teresinha